Uma das civilizações da Antiguidade que mais nos deixa, no mínimo, intrigados é a do Egito Antigo. Sendo assim, vamos mostrar algumas curiosidades sobre a mesma, como verão a seguir:
* Sempre que se fala sobre os egípcios antigos nos lembramos da construção das pirâmides. Elas são construções pertencentes à uma das primeiras fases da história política do Egito Antigo (mais especificamente à fase do chamado "Antigo Império"), momento em que os faraós eram considerados como que deuses na terra e, como tal, deveriam ter um funeral digno de um deus, sendo a sua tumba a maior e mais espetacular possível (coisa que uma pirâmide, com toda a certeza, se prestava). O que não se sabe muito é que elas não "nasceram prontas", tendo sido elas o último estágio de um processo iniciado pelo pai do faraó Quéops, da chamada "Grande Pirâmide" (sendo, este pai, o faraó Snefru), considerado o 'responsável primeiro' pela criação destes grandes monumentos, iniciando-os como uma espécie de evolução das 'mastabas', como pode ser visto de forma tão patente nas chamadas "pirâmides de Sakara" (como na Pirâmide de Degraus ou na Pirâmide Torta, nitidamente vistas como tentativas anteriores aos sucessos alcançados nas três pirâmides de Gizé, bem como na Pirâmide Vermelha, a primeira que atingiu a forma tão buscada pelo progenitor de Quéops em toda a plenitude e perfeição imaginadas). Continuando no assunto "pirâmide", elas não foram construídas por escravos, como muitos pensam, mas sim por súditos assalariados que trabalhavam até mesmo com um certo orgulho, pois serviam ao faraó, um deus na terra. Quanto ao salário recebido, este era uma cota semanal de dois itens essenciais ao cardápio egípcio: pão e cerveja;

* E, finalizando as nossas curiosidades: a última rainha do Egito, Cleópatra, não foi assim tão amada em vida, bem como não é tida, pelos próprios egípcios, como uma de suas antigas grandes governantes, em especial devido à sua origem grega, já que pertencia à chamada "Dinastia Ptolomaica", considerada como um dos governantes que, na realidade, acabou por empurrar o império do Egito Antigo para a mão dos romanos (povo que, ao conquistar as terras egípcias, acabou por dar um 'ponto final' à própria história milenar dos grandes governantes egípcios, os faraós). Porém - é bom que diga - a ideia de que ela era uma mulher que se entregou à paixão e ao sexo (primeiro com Júlio César, com quem teve um filho, e depois com Marco Antonio, demontrando assim ter pensado primeiro em sua vida pessoal, em detrimento da vida política de seu reino), não é de todo realidade. Afinal de contas, é bom que se tenha em mente que a maior potência da época - o tão poderoso Império Romano - iria conquistar o Egito Antigo de qualquer maneira. Sendo assim, as decisões de Cleópatra visavam mais uma dominação "menos abrupta e forte" - com sua participação no governo, mesmo que como amante - do que uma "entrega de seus domínios ao inimigo" (ainda mais se considerarmos essa entrega como passional - por paixão ou por amor...). E, diferente do que o cinema mostra, Cleópatra podia ser sensual, porém a beleza não foi exatamente o seu forte.
Espero ter dado uma "nova luz" à História - tão interessante e importante - do Egito Antigo, já que esta foi a modesta intenção desse artigo...