É um blog bem eclético - como seu editor - onde a História manda, tanto a História acadêmica, quanto as Histórias em Quadrinhos. Isso acontece devido eu ser tanto um professor de História, quanto também cartunista e escritor? Talvez... E mil e outras tantas possibilidades!...
sábado, 29 de agosto de 2015
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Bizarrices do mundo da música
1.) Mortes no mundo do Rock
2.) Esquisitices da música erudita
3.) Bizarrice à brasileira
Isso é que é contracultura!...
A década de 1970 foi a mais cruel em mortes de grandes astros do rock. Senão, vejamos:
- no ano de 1970 morreram Janis Joplin (possivelmente de overdose), e Jimmy Hendrix (este afogado com o próprio vômito, coisa que se repetiria no início da década seguinte, em 1980, com John Bonham, o baterista da banda inglesa Led Zeppelin);
- e, em 1971, morreu o vocalista da banda The Doors, Jim Morrison (mais do que possivelmente de overdose), na banheira de um hotel de Paris (para onde se mudou quando a banda acabou).
2.) Esquisitices da música erudita
Alguns compositores tem particularidades bem inusitadas:
- o italiano Niccolò Paganini (1782-1840) ainda em vida sofria com os boatos de que, devido seu extraordinário talento ao violino, devia ter vendido a alma para o diabo. Resultado: quando morreu, nenhuma cidade queria tê-lo sepultado em um de seus cemitérios, seu corpo ficou insepulto por cinco anos e, quando o sepultamento ocorreu, seu corpo foi transferido mais oito vezes nos anos seguintes;
- o norte-americano John Cage (1912-1992), numa de suas composições, de nome 4'33", queria que sua plateia "ouvisse" o silêncio; já em outra obra, Tão Devagar Quanto Possível - que está sendo executada na igreja de Halberstadt, na Alemanha - é extremamente longa, já que demorou-se um ano e meio para se executar as três primeiras notas da composição. Os cálculos dizem que o total do concerto irá durar por volta de 639 anos.
3.) Bizarrice à brasileira
Vejam este caso curioso de um boa sacada de um compositor da MPB, durante a censura, nos Anos de Chumbo da ditadura militar brasileira:
- o compositor Tom Zé, no início da década de 1970 (ou seja, o início dos Anos de Chumbo, com o general Medici na presidência), num misto de rebeldia, vontade de mostrar as mazelas por trás da própria censura e de puro bom humor e irreverência, decide ilustrar a capa de seu LP Todos os Olhos com uma imagem sugestiva e inusitada: um ânus fotografado bem de perto com uma bolinha de gude "incrustada" no meio, ficando mesmo parecido com um olho (mesmo que cego).
Isso é que é contracultura!...
domingo, 2 de agosto de 2015
Frases célebres da História política, passando pela também pela Filosofia...
Algumas frases célebres, como grandes tiradas de seus donos:
1.) De Adlai E. Stevenson, num debate com o futuro presidente dos Estados Unidos Richard Nixon, em 1956, depois que este último reclamasse do tom acusatório de suas afirmações:
- "Senhor Nixon, deixe de dizer mentiras sobre mim e eu paro de dizer verdades sobre você."
2.) De Stephen Douglas, senador americano, ao presidente americano Abraham Lincoln, no século XIX:
- "O senhor tem duas caras."
De Abraham Lincoln, notório pela feiura, respondendo ao senador Douglas:
- "O senhor acha que se eu tivesse duas caras usaria esta?"
3.) De Ademar de Barros, em comício durante a disputa da presidência da República, em 1960, comentando sobre a inauguração de um hospício em São Paulo:
- "Infelizmente não foi possível internar todos os loucos. Um escapou e fará comício amanhã."
De Jânio Quadros, no dia seguinte, devolvendo na mesma moeda a indireta de seu adversário.
- "Não foi possível trancafiar todos os ladrões. Um escapou e fez comício aqui ontem."
4.) De Napoleão Bonaparte, ao receber o engenheiro Robert Fulton, que defendia a criação de barcos de guerra movidos a vapor (ah, depois ele acabou apoiando a ideia do inventor):
- "Você quer fazer um navio navegar contra o vento acendendo uma fogueira embaixo do convés?"
5.) De Sócrates, sobre a própria calvície:
- "O mato não cresce em ruas ativas."
domingo, 26 de julho de 2015
Quer aprender História? Leia histórias em quadrinhos!...
O ensino e a aprendizagem em História pode ser bem mais prazerosa com o uso de algumas ferramentas midiáticas, tais como o cinema, o teatro, os desenhos animados ou as histórias em quadrinhos. Atendo-se somente a esta última, segue uma relação de HQ's com os respectivos temas históricos qua as mesmas abordam. Divirtam-se!!!
1.) Asterix e Obelix (1959), de René Goscinny e Abert Uderzo: como é uma série, aborda várias culturas da Antiguidade, desde como seriam os bárbaros (uma vez que Asterix e Obelix são gauleses, portanto bárbaros que povoaram o norte da atual França), os romanos (já que são eles os inimigos dos gauleses), e faz uma boa passada por vários outros povos, tais como os egípcios ou os antepassados de ingleses, os germânicos, etc...
2.) Príncipe Valente (1937), de Hal Foster: série de tiras em quadrinho de onde se pode tirar cenas que, mesmo 'romanceadas', nos remetem a alguns usos e costumes da sociedade medieval, com seus cavaleiros, princesas, vilões (aqui entendidos como moradores das vilas medievais), bem como da nobreza feudal (aqui entendidos como os reais vilôes dessa história e da História).
3.) X-Men (1963), de Stan Lee e Jack Kirby: o período de luta pelos direitos civis dos negros nos EUA, na década de 1960, pode ser analisado na disputa entre os personagens-líderes Professor X (Charles Xavier) e Magneto (Eric Magnus) nas HQ's da Marvel Comics, uma vez que ela foi inspirada na disputa ideológica real entre os dois líderes do Movimento pelo Direito dos Negros: de um lado, Martin Luther King Jr. (que, como o Professor X, nas HQ's, pregava a coexistência pacífica entre humanos e mutantes), podendo-se comparar ao que pregava Luther King, que queria que o mesmo ocorresse entre os brancos e negros), e Malcom X (que, como Magneto, nas HQ's, que achava que os mutantes deveriam eliminar os humanos, pode ser comparado a Malcom X, que também achava que os negros deveriam acabar com os brancos).
4.) Os Fradinhos (1964), de Henfil: querendo-se saber mais sobre a política e a cultura dos anos de Ditadura Militar no Brasil, devemos ler as HQ's de Os Fradinhos que o cartunista brasileiro Henfil manteve durante todo o período de 21 anos de Ditadura Militar (bem como outros de seus personagens, todos sempre muito 'engajados' no contexto histórico em questão).
5.) Fritz, the Cat (1965), de Robert Crumb: quer aprender, numa espécie de "curso rápido", o que foi a Contra Cultura da década de 1960, de uma boa olhada nas HQ's do mestre Robert Crumb, pois nas 'epopeias' desse gato vagabundo e junk estão o amor livre, os shows de rock, as revoluções estudantis, as conspirações da CIA e, até mesmo, a corrida espacial, que remonta ao pano de fundo geral da própria Guerra Fria.
sábado, 23 de maio de 2015
Algumas curiosidades sobre a civilização do Egito Antigo
Uma das civilizações da Antiguidade que mais nos deixa, no mínimo, intrigados é a do Egito Antigo. Sendo assim, vamos mostrar algumas curiosidades sobre a mesma, como verão a seguir:
* Sempre que se fala sobre os egípcios antigos nos lembramos da construção das pirâmides. Elas são construções pertencentes à uma das primeiras fases da história política do Egito Antigo (mais especificamente à fase do chamado "Antigo Império"), momento em que os faraós eram considerados como que deuses na terra e, como tal, deveriam ter um funeral digno de um deus, sendo a sua tumba a maior e mais espetacular possível (coisa que uma pirâmide, com toda a certeza, se prestava). O que não se sabe muito é que elas não "nasceram prontas", tendo sido elas o último estágio de um processo iniciado pelo pai do faraó Quéops, da chamada "Grande Pirâmide" (sendo, este pai, o faraó Snefru), considerado o 'responsável primeiro' pela criação destes grandes monumentos, iniciando-os como uma espécie de evolução das 'mastabas', como pode ser visto de forma tão patente nas chamadas "pirâmides de Sakara" (como na Pirâmide de Degraus ou na Pirâmide Torta, nitidamente vistas como tentativas anteriores aos sucessos alcançados nas três pirâmides de Gizé, bem como na Pirâmide Vermelha, a primeira que atingiu a forma tão buscada pelo progenitor de Quéops em toda a plenitude e perfeição imaginadas). Continuando no assunto "pirâmide", elas não foram construídas por escravos, como muitos pensam, mas sim por súditos assalariados que trabalhavam até mesmo com um certo orgulho, pois serviam ao faraó, um deus na terra. Quanto ao salário recebido, este era uma cota semanal de dois itens essenciais ao cardápio egípcio: pão e cerveja;
* Quanto a qual foi o maior dos faraós, a maioria poderia arriscar que foi Tutancâmon, porém ele só adquiriu essa 'notoriedade' toda quando seu túmulo foi encontrado, no chamado Vale dos Reis; porém isso se deve mais ao fato de seu túmulo estar intacto quando o arqueólogo inglês Howard Carter, em 1922, o escavou. Porém, o seu reinado foi muito curto e obscuro, sendo também um dos reinados da última fase do império egípcio (fase essa já próxima do momento de dominação romana do reino do Egito, pouco antes da ascenção da família de Cleópatra ao poder). Ou seja, o governo egípcio já não era assim tão forte, indo bem longe os tempos de poder absoluto dos faraós, responsáveis, por exemplo, pela construção das pirâmides. Podemos, na verdade, considerar como um dos faraós mais importantes do Egito Antigo, outro governante. Estamos falando de Ramsés II (também conhecido como "Ramsés, o Grande"), pois foi ele quem ampliou, em muito, os territórios - dominados ou influenciados - pelo Egito Antigo, tendo sido também um dos faraós que governou por mais tempo, já que assumiu o poder por volta dos vinte anos, tendo reinado até quase os seus noventa anos (o que ia contra a expectativa de vida da época, que era de cerca de quarenta anos, em média - fazendo com que ele fosse, mais do que nunca, comparado a um deus), sendo que havia mais particularidades apontadas como motivos para tamanha notoriedade: tinha cabelos ruivos - algo bem incomum, dentre a população egípcia - era de estatura bem acima da média, já que tinha perto de 1,90 metros e teve mesmo um governo ímpar, sendo responsável pela construção do templo de Abu Simbel. A múmia de Ramsés II está entre as 'peças' mais visitadas do Museu do Cairo (onde se encontra exposta à visitação pública, um ultraje que não seria perdoado por Ramsés II se estivesse vivo);
* E, finalizando as nossas curiosidades: a última rainha do Egito, Cleópatra, não foi assim tão amada em vida, bem como não é tida, pelos próprios egípcios, como uma de suas antigas grandes governantes, em especial devido à sua origem grega, já que pertencia à chamada "Dinastia Ptolomaica", considerada como um dos governantes que, na realidade, acabou por empurrar o império do Egito Antigo para a mão dos romanos (povo que, ao conquistar as terras egípcias, acabou por dar um 'ponto final' à própria história milenar dos grandes governantes egípcios, os faraós). Porém - é bom que diga - a ideia de que ela era uma mulher que se entregou à paixão e ao sexo (primeiro com Júlio César, com quem teve um filho, e depois com Marco Antonio, demontrando assim ter pensado primeiro em sua vida pessoal, em detrimento da vida política de seu reino), não é de todo realidade. Afinal de contas, é bom que se tenha em mente que a maior potência da época - o tão poderoso Império Romano - iria conquistar o Egito Antigo de qualquer maneira. Sendo assim, as decisões de Cleópatra visavam mais uma dominação "menos abrupta e forte" - com sua participação no governo, mesmo que como amante - do que uma "entrega de seus domínios ao inimigo" (ainda mais se considerarmos essa entrega como passional - por paixão ou por amor...). E, diferente do que o cinema mostra, Cleópatra podia ser sensual, porém a beleza não foi exatamente o seu forte.
Espero ter dado uma "nova luz" à História - tão interessante e importante - do Egito Antigo, já que esta foi a modesta intenção desse artigo...
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Alguns personagens históricos que deram seus nomes à eras históricas (dois na História do Mundo e um na do Brasil)
Personagens da História muitas vezes são tão importantes num determinado contexto que acabam nomeando um determinado período histórico. Vamos falar de três deles (dois da História do Mundo - ou, mais especificamente, da Europa - e um da História do Brasil). São eles (que nomeiam as respectivas eras):
* Napoleão Bonaparte, da França (com a sua "Era Napoleônica"): durou do final da Revolução Francesa (em 1799), até 1815. Sua passagem pelo poder na França pode ser dividido em três etapas, sendo elas o Consulado, o Império e o Governo dos 100 Dias. No primeiro ele foi angariando um poder cada vez maior, que culminou em sua coroação como imperador (com o título de "Napoleão I"), e, por último, o chamado "Governo dos 100 Dias" (após fugir da Ilha de Elba, no início de 1815). Sua influência é tamanha que esteve, indiretamente, envolvido nas independências das colônias espanholas na América, e também, nesse caso, diretamente, é o responsável pela ida da Família Real Portuguesa para o Brasil, que influenciou totalmente na independência da colônia portuguesa, em 1822.
* Rainha Vitória, da Inglaterra (da "Era Vitoriana"): iniciou seu reinado em 1837 (estendendo-se até sua morte, em 1901), sendo este um dos mais extensos da monarquia inglesa. É considerado o de maior importância, política e econômica, pois fez com que a Inglaterra se tornasse a maior potência da época. Essa era é também reconhecida como uma das de maior produção cultural (principalmente no âmbito da literatura, com a criação de obras importantíssimas até nossos dias, com livros como "O Médico e o Monstro", de Robert Louis Stevenson e "Drácula", de Bram Stoker, bem como a série de "Sherlock Holmes", de Arthur Conan Doyle). É também lembrada por ser um dos momentos onde uma espécie de puritanismo muito exacerbado foi mais amplamente difundido nos costumes ingleses.
* Getúlio Vargas, do Brasil (que nomeou a chamada "Era Vargas"): durou de 1930 à 1954, sendo este o governante que mais tempo esteve à frente do Brasil. Este período pode ser dividido em quatro (ou cinco), partes, como veremos adiante. Ela se inicia com a Revolução de 1930, quando do chamado "Governo Provisório" (de 1930 a 1934), segue com o "Governo Constitucional" (de 1934 a 1937), se complementa, após um golpe de Estado, com a ditadura do "Estado Novo" (de 1937 a 1945). Aqui há uma "saída" de Vargas do poder, após sua destituição, ao final da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Porém, sua influência ainda era tamanha, pois, quando novas eleições são conclamadas, é o candidato de Vargas quem ganha as ganha (no caso, Eurico Gaspar Dutra), sendo esta a quinta parte que poderíamos considerar (ou não), como pertencente à Era Vargas. E, terminando, segue a quarta parte da era nominada por ele, o perídodo conhecido por "Governo Eleito", uma vez que ele foi, depois do governo Dutra, eleito diretamente para um governo que durou de 1950 a 1954, ano onde acabou abruptamente com seu suicídio, em agosto de 54. Sua influência é tamanha, sendo até hoje conhecido como um dos mais importantes presidentes brasileiros, tendo a alcunha de "Pai dos Pobres" (mesmo que ele não tenha sido assim tão preocupado com os pobres do Brasil, sendo, por isso mesmo, o maior expoente da Populismo brasileiro).
Espero que tenham gostado dessa matéria, que teve a intenção de ser, até certo ponto, inusitada...
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