quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Os 90 anos da Queda da Bolsa de Nova York (ocorrida em 24/10/1929)



No dia de hoje, 24 de outubro de 2019, estamos nos lembrando de um dos maiores desastres econômicos ocorridos na economia norte-americana - e, consequentemente, no mundo de então - que foi a chamada "Queda da Bolsa de Valores de Nova York", acontecida no dia 24 de outubro de 1929 (data que ficou, desde então, conhecida como a "Quinta-Feira Negra").

As formas como os Estados Unidos da América - e, no dominó que se seguiu, o restante do mundo - chegou a este caos econômico-financeiro têm raízes no período da Grande Guerra (e, em especial, nos chamados "Loucos Anos 1920"). Isso ocorreu devido ao "boom" econômico gerado pelo fato dos E.U.A. não terem se envolvido no que se conheceria, num futuro não tão distante, como Primeira Guerra Mundial de forma direta - ao menos até bem próximo de seu final, em fins de 1917 - mas sim de uma maneira muito mais "econômico-industrial" do que propriamente "bélico-militar", coisa que trouxe inúmeras benesses à economia norte-americana. E, já com o fim da guerra, a produção industrial norte-americana voltou-se para a economia civil, voltando a produzir bens de consumo para a sua economia emergente e em pleno crescimento...


Porém, no decorrer dos "Anos 1920", a tão pungente economia norte-americana foi dando mostras de que já não era, assim, tão poderosa como outrora. O crédito explodiu, o que poderia ser um bom sinal - caso o desemprego (principalmente nas indústrias), não começasse a aumentar de forma alarmante, sendo o seu principal motivo o fato da indústria do pós-guerra não ter mais a necessidade de tantos braços como no período da guerra, gerando um desemprego como a muito não se via...


Esse desemprego, que veio seguido de uma enorme inadimplência no comércio - que, por sua vez, tornou os comerciantes inadimplentes para com os fabricantes dos produtos vendidos pelos primeiros a estes últimos - fazendo da crise econômica um imenso dominó.


Visando minimizar os efeitos da crise econômica - que já estava ganhando o nome pelo qual acabou ficando conhecida: "Grande Depressão" - e, a longo prazo (essa depressão durou praticamente todos os "Anos 1930"), sanar e derrotar de vez a horrenda estagnação que a crise gerou, o presidente Franklin Delano Roosevelt lança uma série de medidas que ficam conhecidas como o "New Deal". Elas eram uma série de investimentos em grandes projetos de infraestrutura, tais como portos, estradas, represas, etc..., com o intuito de utilizar a grande mão-de-obra disponível - já que sem empregos convencionais - para melhorar ainda mais as estruturas dos E.U.A., evitando, assim, uma recessão muito mais duradoura. 


E, complementando e maximizando ainda mais a crise - que já não era pequena - aconteceu uma espécie de "crise dentro da Crise", que foi a extrema inadimplência de hipotecas imobiliárias - atingindo desde casas de subúrbio até fazendas (sendo que estas últimas tiveram o agravante de grandes reveses da natureza, como o empobrecimento do solo em localidades como o Centro-Oeste dos Estados Unidos da América, que se tornaram improdutivas "da noite para o dia"), fazendo com que perdessem o valor com igual velocidade...  


Como consequência direta dos problemas imobiliários - decorrente dos calotes nas hipotecas - muitos norte-americanos se viram sem suas casas, havendo, assim, uma explosão de moradias rústicas e sem o mínimo de infraestrutura e conforto - o que conhecemos tão bem como "favelas" (muito comuns durante a década de 1930, durante toda a "Grande Depressão").




A longo prazo as medidas do "New Deal" de Roosevelt acabaram por, no mínimo, aplacar - em partes - as agruras da "Grande Depressão", porém, somente depois da eclosão da Segunda Guerra Mundial - em 1939 - e, principalmente, após a entrada dos Estados Unidos da América no conflito - em fins de 1941 - é que a crise realmente foi debelada e vencida.

Devido, em muito, ao seu caráter de primeira grande crise capitalista do século XX, é que muito ainda se aprende com a "Crise da Queda da Bolsa de Valores de Nova York", sendo que muitos mecanismos hoje usados para evitar-se um novo colapso dessa magnitude, foram criados e aprendidos com as lições aprendidas com este evento.

Outra coisa muito digna de nota: foi essa crise - entendida, principalmente na Europa, não só como uma crise capitalista, mas também como uma crise da própria democracia liberal - que acabou por dar margem à subida ao poder de governos totalitários europeus (cujos expoentes podem ser considerados: o Fascismo, de Benito Mussolini, na Itália; e o Nazismo, de Adolf Hitler, na Alemanha), sendo que, num período de não mais do que duas décadas, levaria o mundo a sua mais sangrenta guerra: a Segunda Guerra Mundial.

[Um adendo: para entender melhor a principal consequência da "Crise da Queda da Bolsa de Valores de Nova York", favor acessar o link abaixo, com outro artigo deste blog "Histérica História" sobre o tema da Segunda Guerra Mundial.]

Uma narrativa da Segunda Guerra Mundial

Mas aí, como o link acima mostrará, já é outra história, não é mesmo?...

terça-feira, 1 de outubro de 2019

10 Grandes Mistérios de nossa História



Este artigo se prestará a analisar - à luz da História conhecida - alguns dos grandes mistérios de nossa História. Porém, é bom que se diga, o que chamamos de "História" é - meramente (em termos cronológicos) - um período de algo em torno de 6.000 anos (ou seja, contamos como História o que podemos constatar através da "Invenção da Escrita", que ocorreu por volta de, aproximadamente, 4.000 a.C.). Então todo o extenso período anterior a este fato - um período de, aproximadamente, 20.000 anos (no mínimo), e chamado comumente de Pré-História - é infinitamente pouco conhecido.

A quantidade de mistérios - ou, para usarmos um termo mais científico, de "ocorrências ainda não totalmente conhecidas, pesquisadas e/ou compreendidas" - é extremamente extensa, porém, acabei por escolher somente o pequeno número de 10 delas, para aqui apresentar a vocês.

Outra coisa que é bom que fique bem claro: o artigo se presta a apresentar esses mistérios, mas não é minha intensão fazer um tratado sobre algum dos assuntos. Quando muito, posso apresentar algumas hipóteses aos fatos, mas sem a pretensão de teorizar ou dar respostas definitivas aos casos aqui apresentados.

Portanto, vamos aos mistérios aqui escolhidos para este artigo...


1) O Dilúvio é um acontecimento registrado e contado por diversas culturas no planeta.


Como explicar que, na mais remota Antiguidade (na realidade, bem antes da Idade Antiga começar, já que estamos falando de algo em torno de 10.000 a.C., ou seja, ainda na Pré-História, possa ter havido um cataclismo tão violento e nefasto, e com uma abrangência tão extensa, que acabe sendo relatado - deixando-o para a posteridade, em forma de mitos, lendas e, por fim, por escrito (e isso em nada menos do que em livros como a Torá judaica e a Bíblia cristã, bem como em livros de cunho de narrativas de mitos e lendas, nas mais diversas culturas através do planeta). Sendo assim, é patente que não é só em nossas atuais religiões que se fala em Dilúvio. Muitas e muitas lendas e mitos - escritos ou não - criados por povos tão díspares entre si, tais como: os sumérios, os hindus, os chineses, os hopi (da América do Norte), os babilônicos, os hebreus, muitas tribos africanas, os gregos clássicos (e sua lenda sobre a cidade submersa de Atlântida), os vikings, os aborígenes australianos (sendo este povo com a cultura mais antiga ainda sobre o planeta), dentre várias outras que poderíamos citar aqui. 

Algumas coisas são bem comuns em todas as narrativas, sendo que podemos apresentar estas, em especial: o Dilúvio foi enviado pelos deuses (ou por Deus, dependendo da cultura que fez a narrativa), bem como foram estes mesmos deuses (ou Deus), que salvou da morte certa uma parte da humanidade; em todas essas culturas - independente de como era a sua contagem do tempo - com alguns cálculos básicos, sempre chegamos a data do Dilúvio como sendo em algo bem próximo de 10.000 a.C. (sendo que, durante esse período, ocorreu um gigantesco desgelo nas geleiras do norte do planeta, como parte do processo de final da última Era do Gelo), fazendo com que a Ciência consiga, em parte, confirmar o acontecimento; e, por fim, há uma grande quantidade de achados arqueológicos - em cidades submersas, de diversas localidades pelo planeta - que, ao serem datadas, mostram que suas submersões ocorreram - também - por volta da mesma data de 10.000 a.C., o que mostra o quão no início ainda estamos (com relação a este assunto). Em outras palavras: ainda é um grande mistério para todos nós...


2) Granito Núcleo 7, de corte circular, feito no Egito antigo.


A peça acima exposta é conhecida como Núcleo 7 e é um pedaço de granito cortado em formato circular - com uma circunferência perfeita - e é algo que qualquer serra circular diamantada, em qualquer serralheria ou marmoraria atual, é capaz de cortar em alguns minutos. Porém, o grande mistério aqui é o fato dessa pedra muito bem cortada ter sido encontrada perto das Grandes Pirâmides de Gizé, no Cairo, capital do atual Egito, ainda no século XIX, e - mais intrigante ainda - é o fato dela ter sido datada, por carbono, como tendo algo em torno de 4.500 anos de idade. Ou seja, essa descoberta é como encontrarmos uma maravilha da engenharia das mais modernas, feita no mesmo período da construção das pirâmides. Não parece encaixar, não é mesmo?

Nesse caso, o grande mistério é: tinham os egípcios uma tecnologia tão moderna? Afinal, ela deveria ser bem a frente de seu tempo, uma vez que, em nossos dias, para fazermos o mesmo tipo de peça, temos de utilizar uma serra circular, que se utilize de energia elétrica, e que seja diamantada (mesmo que se desconheça o fato dos egípcios terem se utilizado de diamantes, por qualquer motivo que fosse). E, outro ponto importante: com as ferramentas e a tecnologia que atribuímos aos egípcios àquela época, seria impossível fazer uma peça como aquela. Sendo assim, estamos com outro grande mistério a nossa frente...


3) Hieróglifos com veículos modernos em templo em honra do faraó Seti I, na localidade de Abydos (no Egito antigo).


O que podemos dizer sobre o achado de hieróglifos egípcios bastante antigos - com mais de 3.000 anos de idade - em um templo construído em honra do faraó Seti I (considerado o primeiro faraó da XIX Dinastia, já durante o chamado Novo Império, tendo ele reinado entre os anos de 1290 e 1279 a.C.), e, ao analisarmos os mesmos, podermos reconhecer - nitidamente - representações de helicópteros, lanchas do tipo dos atuais veículos anfíbios (como os "hovercraft"), e, até mesmo, relevos com naves aéreas muito parecidas com a nossa iconografia contemporânea para se mostrar o que hoje chamamos de "discos voadores"?

É esse tipo de achado que alimenta tanto as várias teorias conhecidas como "Teoria dos Alienígenas Ancestrais" (aquela que - grosso modo - nos diz que os deuses narrados na maioria das culturas e religiões, foram, na realidade, seres de outros planetas, que nos visitaram em nosso passado remoto, com o intuito de nos ajudar em nossa evolução planetária). Esse é um dos mistérios - ou teoria misteriosa - que permeia muitos dos mistérios aqui apresentados (e em muitos outros pelo mundo).


4) Bateria encontrada na Bagdá antiga.




Este é outro caso notório de tecnologia dita moderna encontrada num passado longínquo (como é o caso dessa antiga bateria elétrica, que é totalmente funcional). Ela foi encontrada, no século XIX, por um arqueólogo alemão, nas imediações da atual Bagdá (em um sítio arqueológico onde boa parte da antiga Bagdá estava sendo escavada).

Agora, o mais intrigante é que, seguindo-se a sua forma de montagem e de utilização, obtêm-se, sim, uma carga elétrica que pode ser medida por um amperímetro dos atuais. Os partos - povo integrante do Império Parta (ou Parto), e que fundaram a antiga Bagdá, tinham energia elétrica utilizando-se desse tipo de bateria? Boa pergunta! E a resposta a isso é mais um dos mistérios a serem analisados melhor num futuro próximo...


5) Um estranho hieróglifo de uma espécie de Lâmpada, presente num relevo das paredes de Dendera (num templo dedicado a deusa Hator), no antigo Egito.


Aqui se apresenta outro caso notório de tecnologia atual sendo antevista num passado remoto. Afinal de contas, se olharmos para o relevo acima apresentado (encontrado no templo de Dendera, em honra da deusa Hator, no antigo Egito), o que vislumbramos é uma imensa lâmpada elétrica (que contém até mesmo o filamento incandescente interno da mesma). Mas, de novo, nos deparamos com a mesma pergunta que nos suscita a bateria de Bagdá: havia energia elétrica nesse período egípcio da Antiguidade?

Bom, quanto a esta resposta, ela é vista de duas formas: ou a que é considerada óbvia (ou seja: não havia energia elétrica no mundo até o século XIX), ou, se havia eletricidade antes disso, não há comprovação disso até os nossos dias (mediante os estudos e as escavações feitos até então). Mas, não há como negar que muitas dúvidas ficam no ar, e, dentre elas, a mais simples e mais banal é a que mais atordoa os estudiosos: se não havia energia elétrica no Egito antigo - e tudo o que foi esculpido e pintado nas pirâmides e tumbas de faraós e de nobres foram feitos com o uso de lamparinas abastecidas com algum tipo de óleo - por quê, então, não há nenhum tipo de fuligem negra nos tetos de nenhuma dessas obras? Bem, esse é outro dos mistérios que a posteridade deverá solucionar...


6) Mecanismo de Anticítera encontrado no litoral de ilha grega, criado na Grécia antiga.


Este outro artefato da Antiguidade (no caso, da Grécia antiga), é interessantíssimo. Afinal de contas ele foi encontrado, por acaso, em 1901 - e acabou sendo datado como sendo de, aproximadamente, 87 a.C. - deixando, a princípio, todos abismados (já que não se sabia o que ele era e nem para que era utilizado). E, durante um bom tempo, ficou-se somente nas hipóteses sobre o mecanismo. O nome de "Mecanismo de Anticítera" vem, justamente, do fato de não se saber exatamente o que ele é (daí "mecanismo"), e mais o termo "de Anticítera" (devido ao local onde o mesmo foi encontrado, no fundo do mar, bem ao largo da costa da ilha grega de Anticítera, próxima à ilha de Creta).


Demoraria ainda um certo tempo para que exames mais detalhados, com equipamentos mais modernos - com uma tecnologia mais precisa (como em escaneamentos digitais e espectrogramas computadorizados de alta resolução) - para que se pudesse ter uma ideia melhor do que esse mecanismo realmente era. E isso só aconteceu durante a segunda metade do século XX (quando, por exemplo, em 1971, utilizaram raios gama para fazer uma análise completa do mecanismo, inclusive por dentro de suas engrenagens). O resultado, desses exames todos, foi que o mecanismo era parte de um equipamento maior e mais complexo e, com essas conclusões, chegou-se à seguinte teoria: ele era uma máquina de cálculos (podendo ser, até mesmo, considerado como uma espécie de precursor dos computadores), e sua utilização era em cálculos astronômicos, podendo ser usado para se prever eclipses, trajetória de planetas, rotação e grau de inclinação do nosso planeta, etc... Ele é, na verdade, a prova de que a tecnologia da Antiguidade - em especial, na chamada Grécia Clássica - era bem mais avançada do que supúnhamos anteriormente, o quê, por si só, já nos soa como um mistério (porém, nesse caso, um mistério mais solúvel, digamos), ao menos de início, que outros aqui apresentados. Mas, quanto ao seu funcionamento - por exemplo - ainda estamos longe de compreendermos bem este espantoso equipamento (e de cujo "Mecanismo de Anticítera" é apenas uma parte de um todo maior e mais complexo). Aguardemos os próximos capítulos dessa saga!!...


7) Vestígios de explosão nuclear em Mohenjo-Daro, no Paquistão antigo.



Outro imenso mistério da Antiguidade é o caso de Mohenjo-Daro, uma cidade da região do Paquistão antigo, é interessantíssimo. E também é um dos maiores exemplos de caso misterioso que é correlacionado à teorias advindas diretamente das chamadas, comumente, "Teoria dos Alienígenas Ancestrais". E, ao adentrarmos a história que aqui contaremos, podemos entender melhor o porquê disso. Afinal de contas, onde poderemos encontrar um outro lugar em que, em plena Idade Antiga, pode-se ter um local onde - ao menos quanto a muitos dos estudos por lá perpetrados - pode ter havido um ataque nuclear de proporção tamanha a ponto de deixar traços e vestígios vistos até os dias de hoje.

Agora, é bom que se diga: a Ciência convencional não concorda com isso tudo, dizendo que a localidade foi utilizada por um bom tempo e que, por volta de 4.000 a.C., a mesma foi abandonada (não se tendo, ainda, uma boa resposta para a causa desse abandono). Porém, para os adeptos da "Teoria dos Alienígenas Ancestrais", alguns pontos são muito emblemáticos - e, até mesmo, tido abertamente como um dos bons exemplos, dos mais bem acabados, da própria teoria - como podemos ver quando analisamos os fatos sob esse prisma. Façamos - também nós - isso, portanto. Como houve uma debandada geral do local, toda a história conhecida de Mohenjo-Daro acaba dando margem à isso; porém, muito mais aconteceu - ou pareceu acontecer - para que toda essa suposição tenha algum tipo de embasamento (ou pseudoembasamento, como diriam os cientistas mais - digamos - convencionais), uma vez que, nessa localidade, não se encontrou cemitérios (mas sim, vários e vários corpos, que foram encontrados no cume do maior morro no entorno da cidade, parecendo que todos estavam ali tentando fugir de alguma hecatombe cruel e sem saída), tendo todos posições estranhas - como se tivessem morrido de forma rápida e sem chance alguma de salvação - e seus corpos têm, até hoje, altos graus de radioatividade. Também parecendo corroborar a ideia de ataque nuclear é o encontro - em toda a área da cidade, de rochas vitrificadas (coisa que só acontece em temperaturas extremamente altas - como as que são atingidas numa explosão atômica). E, para terminarmos por aqui, muitos associam a ideia de uma guerra nuclear ter gerado esse sítio arqueológico tão ímpar, se baseando nos textos hindus antigos (pertencentes aos Vedas), em especial o chamado "Mahabharata" (que narra uma guerra entre seres poderosos - chamados de deuses na mitologia e religião hindu, e isso até nossos dias - sendo que a batalha e suas armas, remetem aos resultados de uma guerra atômica). E, se vistas com nossos olhos contemporâneos, realmente fica difícil não pensar nisso. Como podem ver, é um dos grandes - e bem pouco conhecido, ainda - mistérios da História...


8) A enorme e misteriosa Caverna de Longyou, construída na China antiga.



Um dos mais novos mistérios da História é o encontro de vastas cavernas (todas com traços nítidos de algum tipo de intervenção humana - ao menos em parte - coisa curiosa, em se tratando de uma caverna). Estamos falando da chamada Caverna de Longyou, encontradas somente em 1992, na província de Zhejiang, na China.


A Ciência convencional ainda não tem uma boa teoria quanto aos motivos da existência das cavernas, muito menos quem às fez (ou o porquê de às terem feito). Outra coisa - que é a que mais dá clima de mistério às cavernas (e acaba lingando-as à chamada "Teoria dos Alienígenas Ancestrais") - é o fato de, sendo o Império Chinês tão conhecido por documentar muito bem todos os atos, leis e construções durante a sua milenar História, não haver nada sobre as cavernas (mesmo sendo as mesmas uma construção tão espetacular), o que é, no mínimo, extremamente estranho. E, para não nos estendermos nesse assunto (ainda muito pouco conhecido e mesmo estudado), podemos citar seu maior mistério: onde foram parar os milhões de metros cúbicos de terra retirados de uma construção tão enorme como são essas cavernas e grutas? Afinal, deveria haver algum tipo de vestígio - principalmente numa realocação tão grande de pedras, terra e detritos que uma empreitada como a Caverna de Longyou geraria - vocês não acham? Daí o tamanho e a extensão desse mistério...


9) Mapas antigos em que já se encontrava a localização das Américas.



Um dos mistérios da História que se fala já há um bom tempo é referente às Américas, afinal, em várias culturas, se encontram alusões que nos levam a crer que - muito antes da viagem de Cristóvão Colombo, em 1492 - muitos povos já tinham conhecimento (e, em alguns casos, até mesmo contato) - com as Américas.



Achamos essas evidências, principalmente, em mapas antigos - como o que apresentamos acima - onde podemos dizer que "as contas não batem". Afinal, como explicar mapas onde as Américas aparecem antes das mesmas terem sido - oficialmente - descobertas? É o caso do já citado - e apresentado - mapa acima (feito mais de 500 anos ANTES da viagem de Colombo), mapa este feito pelos chineses. E há casos mais emblemáticos, como mapas e citações sobre terras a oeste da Europa, ocorridas ainda durante a Idade Média. (em datas tão díspares como em 1325). Em um dos casos (sendo que, nesse caso, o foco é o nosso próprio Brasil, ainda durante a Antiguidade, por volta de se fala sobre uma ilha que davam o nome de "Hy Brazil", sendo esse fato citado como sendo parte de lendas de povos antigos que habitavam a atual Irlanda, isso lá nos idos de 480 a.C.). Estranho? Misterioso?? Impossível??? Bom, como a maioria desses mistérios da História, muito ainda falta para entendermos mais sobre o assunto...


10) Flagrantes de viajantes do tempo em vários períodos históricos?




Bem, e agora vamos ao nosso último tópico, sendo que, como de hábito, deixamos o melhor - ou o mais emblemático - pro final. Vamos a ele?...


Acho mesmo que, dentre os assuntos abordados na "Teoria dos Alienígenas Ancestrais", os assuntos mais analisados e comentados são os que têm a ver com viagens (sejam elas viagens no tempo, no espaço longínquo ou entre outras dimensões). E, mesmo que pareça um assunto totalmente ilusório - puramente, um caso de ficção científica - é bom que não nos esqueçamos de que, o maior físico que já tivemos - o grande Albert Einstein - postulou (em sua "Teoria da Relatividade Geral", em 1915), que, ao menos de forma teórica, a viagem no tempo é algo possível (deixando claro que somente a viagem para o futuro seria coerente, mas o contrário, a tão sonhada viagem ao passado, não o era). Porém, o que mais nos traz assombro é justamente que as fotos que aqui apresentamos poderiam - se realmente comprovadas - provar a existência de viajantes do tempo que voltaram ao passado. Se não, como explicarmos as fotos aqui apresentadas, sendo elas: na primeira, de 1917, aparece um rapaz, com cara e roupas de um surfista da década de 1960, presente numa cena ocorrida quase 50 anos, em seu passado; na segunda, da final da Copa do Mundo de 1962, no Chile (quando o Brasil tornou-se Bi-Campeão Mundial), aparece um repórter fotografando Mauro - o capitão de nosso Bi, prestes a levantar a Taça Jules Rimet - com o que nos parece um aparelho celular); e, por fim, outro viajante do tempo aparece, com roupas e óculos escuros, bem coerentes com a moda dos Anos 1980 / 1990, numa foto dos Anos 1950. Eh, aí? Eram viajantes do tempo visitando o passado histórico?? Só o tempo - e os devidos estudos e pesquisas - poderão, num futuro próximo, nos revelar mais sobre estes mistérios da História... 


-x.X.x-

Espero que tenham gostado do artigo. Sua foi uma tentativa de mostrar a História como algo que - na realidade - ainda não está totalmente "fechada", conhecida - coisa que é bem comum nessa Ciência (diferente do que muitos acham). E dizemos isso não simplesmente devido aos mistérios aqui apresentados, mas também devido às mudanças que vão ocorrendo nos textos históricos e em seus estudos, uma vez que a História muda sempre (dependendo, para isso, que novas descobertas aconteçam, coisa que ocorre todos os dias, é bom que se diga)...

E, para que se conheça mais da aqui apresentada "Teoria dos Alienígenas Ancestrais", achamos importante que acessem o link abaixo, para darem uma olhada no site da programa de TV "Alienígenas do Passado", do canal de TV fechada ("à cabo"), HISTORY, que têm muitos programas sobre esses assuntos aqui tratados (e muitos outros):

Alienígenas do Passado - History


Outro link legal para que vocês acessem é o que segue, de outro artigo deste blog "Histérica História", onde o assunto são novos sítios arqueológicos encontrados recentemente (muitos deles ligados, de alguma maneira - e por alguns estudiosos - ao assunto da "Teoria dos Alienígenas Ancestrais"):

Novos sítios arqueológicos: a evolução da História



Por enquanto é isso!! Até um próximo artigo...

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Histérica História: Sexy poem (ou "Uma rapidinha")





Um poema mínimo de máxima abrangência. Tá lá no blog...
Histérica História: Sexy poem (ou "Uma rapidinha"): Quando estou dentro de ti Fico fora de mim...

Artigos deste blog:

Sexy Philosophy (ou "Uma elucubrada")

Pensei ser redundância...
Nada mais enganoso.
É - isso sim - uma das verdades incontestáveis do Universo
(Seja por quaisquer dos prismas pelo qual a analisarmos)...

E esse dogma é:

- FAZER AMOR É FODA!!!

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Bandeirantes: heróis ou vilões?



Podemos, sem sombra de dúvidas, dizer que - dentre os heróis e mitos de seu passado longínquo - o topo dessa lista (quando se trata do estado de São Paulo, e, de forma mais especial e forte ainda, quando analisamos, tão somente, a cidade de São Paulo), é ocupado pela figura do Bandeirante, de longe o seu exemplo mais marcante e, até mesmo, apaixonante.

E, para corroborarmos o que foi dito acima, é só vermos quantos pontos urbanísticos de São Paulo - bem como de regiões e até de cidades espalhadas pelo interior do estado - têm ligações com a figura, e as empreitadas, dos Bandeirantes. Como exemplos, seguem alguns logo a seguir:

- Têm as rodovias: a Raposo Tavares (que segue para o sudoeste, em direção ao Paraná), a Fernão Dias (que vai pro norte, rumo à Minas Gerais), a Anhanguera (que segue para o oeste, na direção de Mato Grosso do Sul), e a própria rodovia dos Bandeirantes (que homenageia os Bandeirantes como um todo, que segue também para o oeste, e de Mato Grosso do Sul). 

[Um adendo: quanto às rodovias com nomes de Bandeirantes (bem como os de alguns Jesuítas Indígenas), acesse o link abaixo para checar este outro artigo, deste mesmo blog "Histérica História", sobre este assunto em particular.]



- Têm muitas ruas em São Paulo nominadas como homenagem a Bandeirantes (e aqui citaremos algumas delas): Rua Afonso Sardinha, na Lapa; Rua Anhanguera, na Barra Funda [na foto pequena abaixo (1)]; Rua Manoel da Borba Gato, na Vila Itapegica (em Guarulhos); Avenida Braz Leme, em Santana [na foto grande abaixo (2)]; Rua Domingos Jorge Velho, (em Itaquaquecetuba); Rua Cunha Gago, em Pinheiros [na foto grande mais adiante (3)]; Rua Mateus Grou, em Pinheiros; Rua Simão Álvares, em Pinheiros; e, pra terminarmos, Rua Manoel Preto, em Caiapia (em Cotia[na foto pequena mais adiante (4)].













                














- E, ainda com relação às ruas de São Paulo com homenagem a Bandeirantes, citaremos outra bem importante: a Av. dos Bandeirantes, no Brooklin, uma importantíssima via de ligação da Zona Sul da cidade [na foto à seguir].





- Até umas das pontes da Marginal do Rio Tietê - aquela que liga o bairro de Santana (na Zona Norte da cidade), ao chamado corredor Norte-Sul (à saber: as avenidas Tiradentes, Prestes Maia, e que, após passar pelo Vale do Anhangabaú, segue para um dos lados de uma bifurcação mais adiante, indo, à direita, acessar a Av. Nove de Julho, ou, à esquerda, acessar a Av. Vinte e Três de Maio). Bom, mas falando da ponte em si, ela tem o sugestivo nome de Ponte das Bandeiras






[Um segundo adendo: quanto à esta ponte específica - a Ponte das Bandeiras - em primeiro lugar, esta é a segunda ponte construída quase que no mesmo lugar, sendo que a sua primeira versão, de madeira e chamada, meramente, de Ponte Grande (já que, em contrapartida, mais adiante um pouco havia uma outra ponte - perto de onde fica o bairro hoje conhecido por Armênia - e que antes era chamada de Ponte Pequena, estendendo essa designação, mais tarde, ao bairro todo). Outro ponto, mais atual, nos mostra como devemos conhecer nossa história. Explicando: há tempos atrás, o então prefeito João Dória decidiu decorar - especificamente a Ponte das Bandeiras - com várias pequenas bandeiras do Brasil, o que denota a falta de informação histórica do então prefeito, levando-o à uma gafe das piores, afinal, quando se fala em "Bandeiras" - no nome da ponte - estamos falando das bandeiras dos bandeirantes, e NÃO sobre bandeiras de tremularem nos mastros, seja do Brasil ou não...] 



Bem, e para entendermos melhor tudo isso, a primeira pergunta em questão é: "Por que os bandeirantes têm tanta importância em São Paulo, e parece não ter essa mesma importância no restante do Brasil?"

A resposta para essa pergunta é, no mínimo, complexa. Vários são os fatores que influenciam na resposta. Então, vamos à ela:

A cidade de São Paulo, diferente das outras cidades fundadas no Brasil, durante o Período Colonial, foi a primeira posta no interior, longe do litoral (que era um ponto natural de ligação com a metrópole portuguesa). Sendo assim, a solidão e o isolamento foram suas principais características durante todo o período como Colônia, bem como no início do período de Império também. Então, devido à cultura indígena - com quem, desde seu início, como colégio jesuítico, os paulistas sempre tiveram laços fortes - foi sobre esses conhecimentos que repousou as esperanças de ganhos dos antigos paulistas.

Com isso, as expedições para os sertões se tornaram parte integrante da vida na vila de São Paulo de Piratininga. Há uma diferenciação entre essas expedições, porém ela é melhor entendida hoje (já que há época ela não existia, bem como a própria ideia e designação de "bandeirante"), sendo elas: "Entrada" seria uma expedição exploratória apoiada e/ou financiada pela coroa portuguesa, e "Bandeira" seria uma expedição exploratória financiada por meios particulares. Os próprios "bandeirantes" não se chamavam dessa forma, e nem mesmo conheciam essa designação (muito menos sabiam - ou se interessavam em saber - as diferenças legais entre "Entrada" "Bandeira").




A coisa funcionava bem, uma vez que, devido a convivência de longa data com os índios, os paulistas já haviam assimilado muitas informações importantes para viverem - e sobreviverem - no que eles mesmos chamavam, genericamente, de "sertões". Mas, qual era o intuito deles em se embrenhar nestes "sertões"? Um historiador já disse que, da mesma forma como os portugueses se sentiam impulsionados a seguir no rumo oeste, desbravando o "Mar Tenebroso" (ou "Mar Oceano", como também chamavam o Oceano Atlântico), também os seus descendentes paulistas se sentiram imbuídos a seguir na mesma direção oeste (porém, para buscar as riquezas dos "sertões", sendo essa a forma como eles designavam todas as terras ainda a se descobrir no interior desconhecido da colônia). E, quanto às suas causas, estas seriam bem simples: a busca de riquezas - como minas de ouro ou pedras preciosas. Porém, não foi tão fácil assim para os paulistas; e, enquanto não achavam suas sonhadas riquezas, eles iam se virando com o seu "Plano B": o "apresamento de indígenas" em suas incursões (sendo que o termo "apresamento" vem do verbo "apresar", ou seja: tornar presa, aprisionar). E, já que tinham tanto "know-how" no trato com indígenas, acabaram por se especializar nisso. E, se notarmos que os paulistas eram tão pobres - e tão periféricos - em relação às outras cidades da colônia, que nem mesmo escravos africanos eles conseguiam adquirir para as suas plantações, se torna bastante entendível a atitude dos mesmos.


   

Uma coisa que é muito falada e mostrada sobre os bandeirantes é o fato de se mostrar as bandeiras como tropas de brancos bem vestidos e equipados seguindo sertão adentro; porém, nada pode ser mais ilusório, uma vez que os trajes dos antigos paulistas estavam muito mais próximos do vestuário indígena, que das roupas dos portugueses [conforme pode ser visto na imagem a seguir]. E essas bandeiras eram formadas, em sua grande maioria, por índios, já que o comum era haver uns quatro ou cinco brancos (os chefes da empreitada da bandeira), por volta de uns dez mestiços (muitas vezes filhos bastardos e mestiços dos próprios brancos chefes da bandeira), e, terminando, por volta de 200 ou mais índios (apresados anteriormente, e já aculturados nas fazendas dos chefes das bandeiras). E, sendo que desde muito cedo a cultura paulista foi muito influenciada pelos índios, até mesmo a língua falada em São Paulo de Piratininga era a chamada "língua geral" (que era uma mistura do português com o tupi), sendo ela utilizada até quase meados do século XIX.




Muito se fala, nos dias de hoje, sobre o quão cruéis foram os antigos paulistas; e, também, muito se apregoa sobre a aura heroica desses mesmos paulistas antigos. Porém, é bom que, ao os analisarmos, não cometamos um dos pecados mais comuns nas pesquisas históricas: o do "anacronismo" (se o entendermos em seu âmago, ou seja: o erro de vermos fatos do passado com os nossos olhos contemporâneos, pelo prisma do nosso presente).


  

Bem ou mal, foi assim que os paulistas de outrora viveram. Agora, entra aqui uma premissa muito presente na história de diversos povos, em diversos países, e - de forma muito especial - em localidades com um passado colonial (como é o caso do Brasil): a tendência de se criar heróis e mitos históricos, usando-os - muitas vezes - atrelados à uma pseudo-história, idealizada dentro de padrões pensados sob o prisma de uma espécie de "cânone" pré-estabelecido (visando, com isso, criar um herói nacional). Foi isso que a República fez - após sua Proclamação - resgatando a figura esquecida de Tiradentes (e transformando-o em herói nacional). 

Porém, no caso dos paulistas, foi sua própria intelectualidade - auxiliada pela sua imprensa - que criaram esse mito do bandeirante como herói histórico (isso em princípios do século XX, quando a cidade de São Paulo começa a ganhar grande importância, como polo da produção cafeeiro e, mais adiante, como polo industrial).

Não há como negar que estes antigos paulistas tiveram, sim, sua importância na história de nosso país, não só como parte integrante do "modus operandi" de São Paulo de Piratininga, como também acabaram se envolvendo com fatos de outras localidades do Brasil de então (como é o caso da "Guerra dos Emboabas" e da queda do "Quilombo dos Palmares"). É o que vemos nas imagens abaixo (apresentadas na mesma ordem aqui exposta):






Agora, é bom que se diga: não podemos culpar os que se utilizaram da figura dos Bandeirantes, criando este mito todo. É o que vou explicar melhor logo abaixo...

- Alguns bandeirantes foram, mesmo, figuras muito interessantes. E, para ilustrar isso, escolhi três histórias - de três bandeirantes bem conhecidos - para demonstrar o que disse acima:

* FERNÃO DIAS
Chamava-se Fernão Dias Paes Leme, e ficou conhecido como "Caçador de Esmeraldas", e durante boa parte de sua vida buscou por estas pedras preciosas, ciente que se sentia que realmente existiam, nos "sertões", um local chamado de "Serra das Esmeraldas". Porém, mesmo que saibamos que ele não estava correto quanto a ideia da serra (e que nunca a achou), o local onde ele tanto a procurou - basicamente, onde hoje se encontra o estado de Minas Gerais - era, realmente, como se descobriu em fins do século XVIII, um local de minas (tanto de ouro, quanto de pedras preciosas). Ou seja, ele estava certo!! 




ANHANGUERA
Seu nome era Bartolomeu Bueno da Silva, mas ficou conhecido como "Anhanguera", devido a uma história que é - no mínimo - muito interessante. Vamos a ela... Estando ele - e sua expedição - cercados por uma tribo inimiga, eis que Bartolomeu tem uma ótima ideia: ele pegou um prato, colocando cachaça num prato e colocou fogo. Como esperado, os índios ficaram abismados e temerosos. Aproveitando-se disso, ele disse aos indígenas que, caso não se rendessem, ele iria botar fogo nas águas do rio que passava pela aldeia. E, após este inteligente subterfúgio, os mesmos índios o apelidaram de "Anhanguera" (que significa, em tupi, "Diabo Velho").




* RAPOSO TAVARES
Seu nome completo era Antonio Raposo Tavares, e é um dos bandeirantes mais conhecidos da história paulista. Fez muitas expedições, sendo que a sua última bandeira ficou para a história como a mais longa (dizem que ele chegou ao norte do Brasil, tendo chegado próximo de onde fica o Peru) - e que mais tempo durou (entre três e quatro anos) - sendo que, até mesmo sua família, não o reconheceu quando, finalmente, ele retornou à sua São Paulo de Piratininga. É tido como um dos grandes responsáveis pela conquista de outras posses para a Coroa portuguesa, posses essas que iriam bem além do que fora estabelecido anteriormente, pelo "Tratado de Tordesilhas". Ou seja, ele é um dos principais responsáveis pelo tamanho descomunal do nosso Brasil...




Bom, fato é que os Bandeirantes é o "mito-mor" dos paulistas. E, a corroborar isso, estão testemunhas de pedra por toda a cidade de São Paulo. É o caso da Estátua do Borba Gato, no bairro de Santo Amaro.





E, é lógico que não poderíamos deixar de falar do principal dos monumentos aos Bandeirantes de São Paulo: o Monumento às Bandeiras, no bairro do Ibirapuera (bem em frente ao "Parque do Ibirapuera"). Ele foi idealizado na década de 1920 (próximo dos preparativos para a "Semana de Arte Moderna de 1922"), e é uma obra do escultor Victor Brecheret; porém, acabou sendo inaugurado somente em 1953 (um ano antes das festividades do chamado "IV Centenário" da cidade de São Paulo, celebrado em 1954).





Espero que tenham gostado dessa breve história dos Bandeirantes, e de sua forte ligação com a história de São Paulo. Afinal, é de nosso passado - belo ou nem tanto - que estamos falando. E não há nada mais importante que isso...