sábado, 11 de julho de 2020

300 anos de história do Brasil em 13 obras de arte (1700 - 2000)

Com este artigo vamos falar sobre praticamente os últimos 300 anos da história do Brasil através de 13 obras de arte e de seus respectivos pintores. E, de forma bem inusitada vamos fazer uma análise de alguns fatos históricos do momento em que os artistas produziram suas obras de arte. Vamos a elas...


SÉCULO XVIII


1.°) Pintura do teto da Igreja de São Francisco (em Ouro Preto-MG) - entre 1801 e 1812 - Mestre Ataíde




Foi contemporâneo de Aleijadinho e sua obra se situa entre o Barroco e o Rococó. Mesmo que sua produção  seja do início do século XIX, a temática e a técnica de sua obra remete ainda à escolas artísticas do século XVIII (com temas ligados à Igreja Católica Apostólica Romana).

Fatos históricos do período: estamos no final do extenso período chamado "Brasil Colônia", em fins do século XVIII, onde o Brasil ainda era uma imensa fazenda de exploração. Suas obras remetem à pujança dos tempos após o encontro de ouro na região das Minas Gerais (ocorrida em fins do século XVII, na década de 1690),  quando as igrejas da região mostravam seu poder através de sua decoração (que remetia ao ouro - presente em grandes quantidades há mais de 100 anos - mas já em seu momento de declínio).


SÉCULO XIX

2.°) Aclamação do Dia do Fico - 1822 - Jean Baptiste Debret


Foi o grande "cronista visual" do século XIX - em especial no período conhecido por "Brasil Império" - e, sendo um dos membros da chamada "Missão Artística Francesa", Debret foi o principal pintor da Missão, retratando muito do cotidiano daquele provinciano Rio de Janeiro - com seus escravos e comerciantes - tendo também se envolvido no processo de Independência do Brasil (sendo mesmo sua principal "testemunha ocular", deixando para a nossa posteridade muitas e muitas imagens como desenhos e telas de pintura com temas relativos aos primeiros anos do Império do Brasil, como fica patente na imagem aqui apresentada).

Fatos históricos do período: as obras de Debret abrangem desde o momento da vinda da família real para o Brasil, passando pelo processo e pela própria Independência do Brasil, e chegando ao período do "Primeiro Império" (1822-1831), sendo que seus desenhos e pinturas são documentos históricos inestimáveis para conhecermos melhor esse momento histórico brasileiro.


3.°) Primeira Missa no Brasil - 1860 - Victor Meirelles



À partir da segunda metade do século XIX - com o enriquecimento que o café trouxe para o Brasil - se iniciou uma espécie de mecenato de D. Pedro II, que apoiou financeiramente alguns artistas nacionais (muitas vezes concedendo a eles várias bolsas de estudo em escolas de Belas Artes pela Europa). É o que acontece com Victor Meirelles, que é enviado para Roma e depois à Paris (especializando-se em pintura histórica, vindo daí o tema mais recorrente em suas pinturas). Acabou sendo um pintor dos mais prolificos, sendo um criador de grandes ícones pictóricos da historiografia brasileira (principalmente no período do "Brasil Império").

Fatos históricos do período: as obras de Victor Meirelles abrangem desde o início da riqueza do café, passando pelo processo e pela própria proibição do tráfico de escravos no Brasil, e chegando ao período do "Segundo Império" (1840-1889), sendo a imagem aqui apresentada uma de suas telas de tema histórico (no caso, o evento da primeira missa ocorrida no Brasil, no atual litoral da Bahia, em 1500, fato que remete a tomada da terra recém-descoberta, iniciando-se a colonização portuguesa na América).


4.°) Independência ou Morte - 1888 - Pedro Américo


Esta tela é a mais icônica de nossa historiografia, sendo, porém, um otimo exemplo do que realmente ela é: uma ótima pintura de tema histórico e uma boa peça de propaganda para o império brasileiro. Hoje sabemos que foi uma romantização do que realmente aconteceu (moldando a cena real, transformando-a nessa grandiosa cena épica e idealizada). Pedro Américo, um dos artistas apoiados pelo Império, também foi enviado a uma das escolas de Belas Artes de Paris, especializando-se na pintura histórica (vertente artística muito apreciada pelos governos, especialmente pelas monarquias), ajudando, assim, a documentar o próprio período do "Brasil Império".

Fatos históricos do período: a obra de Pedro Américo foi produzida - em detrimento do momento histórico que estava retratando (o de nascimento da monarquia brasileira) - justamente no momento oposto, o de ocaso da mesma monarquia, uma vez que, em 1888 (ano que a obra foi produzida), ocorreria a Abolição da Escravidão, enfraquecendo a Monarquia, fazendo com que, já em 1889, ocorresse a Proclamação da República (iniciando o período do "Brasil República").

5.°) Caipira Picando Fumo - 1893 - Almeida Júnior




Sai o tema histórico, entra a predisposição a temas do cotidiano, representado nesta imagem pelo hábito do caipira de picar fumo para fazer cigarros de palha (lembrando que ele - o caipira - é exatamente o fruto da miscigenação entre o branco-europeu e o índio), mostrando que o país de mestiços - no caso, o dos caipiras paulistas - vencia a tentativa de branqueamento da população, algo que, ao menos em teoria, foi tentado pelo império brasileiro. Quanto ao pintor, Almeida Júnior é paulista e um dos pintores expoentes, ainda do período  do "Brasil Império", porém demostrando que tanto no novo governo - a República - como também na temática das artes, começava a existir uma grande influência do agora estado de São Paulo.

Fatos históricos do período: momento dos primórdios da República no Brasil, sendo que a primeira Constituição da República, de 1891, havia sido promulgada somente dois anos antes da produção dessa obra de Almeida Júnior, e, no ano em ele pintou essa tela, 1893, se iniciou a Revolucão Federalista - ocorrida no sul do Brasil - mostrando o quão conturbados eram os primeiros momentos de vida da chamada "República Velha" (1889-1930).

6.°) Fundação de São Vicente - 1900 - Benedito Calixto



No final do século XIX, prestes a se iniciar o novo século XX, a hegemonia do estado de São Paulo se adensa, e a arte com tema histórico está agora à serviço da história paulista, como neste quadro de Benedito Calixto, que mostra a fundação da cidade de São Vicente, primeira vila fundada no Brasil, no litoral paulista, em 1532, onde - nesse período do "Brasil República" - São Paulo se colocava como a "locomotiva" do país (e o real mandatário da República).

Fatos históricos do período: a obra de Benedito Calixto foi produzida em 1900 (último ano do século XIX), e o momento da grande imigração do início do século XX,  quando italianos, portugueses, espanhóis e japoneses trocaram seus países pelo Brasil (e, dentro dele, São Paulo), para fazerem suas vidas na América (levando, assim, ao espantoso surto de industrialização que o Brasil - e, de novo, São Paulo, em especial - teve durante todo o novo século). Também é digno de nota a busca da própria elite paulistana por sua própria história (a mais heróica possível), que levou a um movimento de culto aos Bandeirantes, (uma das futuras telas do próprio Benedito Calixto será uma imagem do bandeirante Domingos Jorge Velho) retratados nesse momento como grandes heróis paulistas da nação (e onde a temática "Brasil Colônia" da tela em questão se encaixa tão bem).


SÉCULO XX


7.°) Uma estudante - 1916 - Anita Malfatti



No início do século XX a imigração continuava de forma intensa e, com isso, a mão-de-obra imigrante vai sendo usada cada vez mais nas indústrias, trazendo com isso o movimento sindical para a vida dos brasileiros. A artista Anita Malfatti foi uma das primeiras grandes artistas plásticas do movimento artístico do Modernismo (que dali há 5 anos iria incendiar as Artes com a "Semana de Arte Moderna", em 1922). Suas obras foram pouco compreendidas e bastante atacadas (sendo muito lembrada a crítica que Monteiro Lobato fez, num jornal, da mostra artística que a própria Anita Malfatti teve, na São Paulo do final de 1917), mostrando que o Modernismo teria de conquistar muitos corações e mentes para se impor como forma de Arte, num Brasil ainda muito provinciano em seu gosto artístico.

Fatos históricos do período: a obra de Anita Malfatti foi produzida em 1916 e, no ano seguinte acontece sua primeira mostra de arte moderna. Também em 1917 acontece a  grande "Greve Geral" (marcando o início do Movimento Sindical no Brasil), bem como o Comunismo se torna a palavra de ordem do ano seguinte (de 1917), uma vez que, em outubro desse mesmo ano, irá acontecer a Revolução Russa.

8.°) Autorretrato II - 1919 - Lasar Segall




Lasar Segall nasceu na Lituânia - então parte do Império Russo - em 1889, e tem uma grande história na arte brasileira, tendo sido um dos artistas plásticos que se envolveram com o movimento artístico do Modernismo. Foi casado com Jenny Klabin - das "Indústrias Klabin" - transitando, por isso mesmo, de forma muito tranquila por entre a abastada elite paulistana dos grandes industriais. 

Fatos históricos do período: a obra de Lasar Segall foi produzida em 1919, sendo um momento de muitos problemas, já que no ano anterior havia terminado a Primeira Guerra Mundial, e durante os últimos anos da mesma apareceu a Pandemia de Gripe Espanhola, que chegou ao  Brasil em 1918. Por outro lado o mundo estava prestes a iniciar os chamados "Loucos Anos 1920", a grande festa de uma década que viria a preceder a "Grande Depressão" (ocorrida logo depois, durante os Anos 1930).

9.°) Pierrete - 1922 - Di Cavalcanti




Nesta obra, de 1922, o carioca Di Cavalcanti (que além de pintor, era também muralista, cartunista e desenhista, sendo dele o desenho para o cartaz da "Semana de Arte Moderna", também de 1922), ele aborda a temática da maior festa popular brasileira, o Carnaval (mesmo que com um "quê" de Carnaval de Veneza), algo que era bem comum entre a turma de artistas modernistas (e que se aprofundará com o Movimento Antropofágico, de 1928, capitaneado por Oswald de Andrade, e sua grande fome de cultura, mesmo que vinda de fora).

Fatos históricos do período: a obra de Di Cavalcanti foi produzida em 1922, mesmo ano de eclosão da Revolta Tenentista contra o presidente Arthur Bernardes, bem como o ano da já citada Semana de Arte Moderna

10.°) Operários - 1933 -Tarsila do Amaral




Momento de auge da Grande Depressão no mundo ocidental - inclusive no Brasil - de crescimento e fortalecimento do Movimento Sindical (sendo, mesmo, tema da própria tela), e de amadurecimento cultural do Modernismo brasileiro, sendo a artista parte integrante da trupe modernista (mesmo não tendo feito parte da "Semana de Arte Moderna"), sua obra está bem ligada ao movimento, uma vez que foi casada com Oswald de Andrade, uma grande amiga de Anita Malfatti, bem como também do grande poeta Mário de Andrade.

Fatos históricos do período: a obra de Tarsila do Amaral foi produzida em 1933 e, no ano anterior - 1932 - aconteceu a "Revolução Constitucionalista de 1932" e, no mundo, no mesmo ano de produção desta tela, Adolf Hitler era alçado a posição de chanceler alemão (começando o caminho para a Segunda Guerra Mundial, que se iniciará em 1939).

11.°) Os retirantes  - 1944 - Cândido Portinari




Um dos grandes artistas do pós-Modernismo, Cândido Portinari é quase uma unanimidade quando o assunto são os grandes artistas plásticos brasileiros, nunca tendo esquecido sua temática social da arte (sendo que, na obra aqui apresentada, ele nos mostra a sua visão de um grande flagelo brasileiro - desde pelo menos o século XIX - que é a seca no Nordeste. Foi um artista completo, que até mesmo fabricava suas tintas (e, talvez por este mesmo motivo, tenha morrido em decorrência de um envenenamento gradual causado por suas tintas).

Fatos históricos do período: a obra de Cândido Portinari foi produzida em 1944, ano do "Dia D" - 6 de Junho de 1944 - que abriu caminho para o término da Segunda Guerra Mundial (que ocorrerá no ano seguinte, em agosto de 1945), sendo que isso também acarretará no final da "Era Vargas" (quando os pracinhas da FEB influenciarão no fim da ditadura do Estado Novo).

12.°) Bandeirinhas estruturadas - 1966 - Alfredo Volpi



A temática das telas do italiano Alfredo Volpi tinha um grande cunho folclórico - com o uso recorrente da forma das bandeirinhas de Festas Juninas (elas são tão importantes para o artista que estão até mesmo no nome de sua obra) - criando muitas composições com elas, pura arte abstrata. É um dos expoentes da chamada segunda geração do Modernismo.

Fatos históricos do período: a obra de Alfredo Volpi foi produzida em 1966, sendo este o segundo ano do Regime Militar - instaurado em abril de 1964 - com a primeira presidência militar, a do marechal Castelo Branco. A Ditadura Militar - legalmente falando - viria dentro de dois anos...

13.°) Seja Marginal, Seja Herói 1968 - Hélio Oiticica




O carioca Hélio Oiticica foi um artista plástico que, quando fez esta obra - uma "bandeira", como é chamada esse tipo de obra de arte - à expôs numa mostra, causando muita polêmica (sendo acusado até mesmo de fazer apologia ao crime), uma vez que a obra é uma imagem serigráfica de um bandido morto pelo Esquadrão da Morte (um "batalhão" da PM "encarregado" de MATAR bandidos para "acabar" com a criminalidade), seguido do forte texto: "Seja marginal, seja herói". Esta obra acabou se tornando uma espécie de "inauguração visceral" do Movimento Marginal - ou Marginália, como também é chamado - sendo Hélio Oiticica um de seus maiores expoentes (bem como um dos artistas mais "patrulhados" pelos militares da chamada "Linha Dura", que será responsável pelos Anos de Chumbo que virão).

Fatos históricos do período: a obra de Hélio Oiticica foi produzida em 1968, ano emblemático dos embates contra o Regime Militar (que, no final deste mesmo ano de 1968, irá endurecer de vez, "evoluindo" para uma Ditadura Militar (de fato e de direito), uma vez que agora terá o aval do AI-5 (aprovado em dezembro deste mesmo 1968).


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Caso tenham gostado desse tipo de artigo - que acaba por analisar a História através da história da Arte - acesse o link abaixo (com um outro artigo do acervo do blog "Histérica História", que também segue nessa mesma linha de abordagem):

500 anos de História em 15 obras de Arte (1500 - 2000)

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Espero que tenham gostado dessa "viagem" por quase 300 anos de história do Brasil através da análise destas 13 telas de pintura (e de seus 13 respectivos pintores), numa mistura bem legal com a história da Arte brasileira. E até um próximo artigo...

sábado, 4 de julho de 2020

A história dos Estados Unidos da América



Hoje, 4 de julho, é o dia da Independência dos Estados Unidos da América. Faz, portanto, 244 anos que ela se deu (uma vez que foi neste dia, em 1776, que ocorreu a assinatura da "Declaração de Independência" dos territórios ingleses na América, as chamadas "Treze Colônias").


A história dos Estados Unidos da América é ímpar em vários sentidos, e pode-se fazer uma comparação - guardadas as devidas proporções - com a história de outro gigante país das Américas: o Brasil. Isso se deve ao fato de ambos terem uma história de "amor e ódio" com suas respectivas metrópoles. Explicando melhor: ambas as colônias não tinham - num primeiro momento - a intenção de se tornarem independentes, mas sim, os movimentos de contestação se tornaram movimentos de Independência de seus respectivos territórios devido primeiro eles quererem manter seu "status quo" (o que sempre havia tido, no caso norte-americano, e o que havia conquistado após a vinda da família real e tornar-se parte do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, no caso brasileiro).


PEQUENA CRONOLOGIA DA HISTÓRIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

Século XVI

- Descoberto pela Espanha, que chegou à região da Flórida, em 1513. Os ingleses só chegaram em 1585, na atual costa leste dos Estados Unidos.

Século XVII

- Duas tentativas de colonização ocorreram desde a chegada dos ingleses, a primeira fracassando por motivos desconhecidos; e, a segunda, com a fundação de Jamestown, em 1607, tendo sido lá que ocorreu a história de Pocahontas (que inspirou o episódio do primeiro "Dia de Ação de Graças", que deu origem ao hoje importante feriado norte-americano).
- Porém, foi com a chegada do navio Mayflower, em 1620, na região do norte da costa leste (a conhecida saga dos puritanos, ou, como são mais comumente conhecidos: os "peregrinos"), que - efetivamente - começou a colonização britânica do extenso território.

Século XVIII

- Diferente do que aconteceu no Brasil - a título de comparação - as colônias inglesas da América foram deixadas praticamente ao leu pelos britânicos. Isso mudou na segunda metade do século XVIII, com o fim da "Guerra dos Sete Anos", quando a coroa inglesa teve de aumentar impostos para saudar seu caixa (no vermelho devido aos gastos com a sua guerra contra os franceses), criando muita animosidade entre a metrópole e seus súditos na América. O auge do conflito aconteceu com a tentativa de imposição de novos impostos e taxações aos colonos. Em resposta à isso, ocorreu, em  1773, o episódio que ficou conhecido como "Festa do Chá de Boston" (onde alguns descontentes, liderados por Paul Revere e Samuel Adams, vestidos como índios, jogaram ao mar 342 caixas de chá vindas da Inglaterra), começando, assim, os atos revolucionários contra os ingleses.
- Devido ao que esse ato acabou dando início, já em 1774, ocorre o "Primeiro Congresso Continental" (que, basicamente, tentava fazer frente - e impedir - o que os colonos chamavam de "Atos Intoleráveis"), tentando mudar as intenções do rei inglês com o envio de uma petição para uma maior participação dos colonos no governo, com algum tipo de representação, mais especificamente no Parlamento britânico).
- No ano seguinte, em 1775, com a negativa do rei George III - através do envio de tropas para as colônias (num nítido ato de intimidação e de falta de concordância com os colonos) - tropas são enviadas, fazendo de Boston uma cidade sitiada. A resposta da colônia é fazerem o "Segundo Congresso Continental", onde ficou decidido que o caminho não mais passava pelo consenso, mas sim, pela ruptura (ou seja, pela luta por Independência).
- Com a atitude do rei, ainda durante o "Segundo Congresso Continental", a Revolução Americana começou (com as batalhas de Lexington e Concord), a partir de abril de 1775.
- E, já em meados de 1776 (no famoso "4 de Julho"), é assinada a "Declaração de Independência" (com signatários como Benjamin Franklin, John Hancok e Thomas Jefferson, dentre outros). A Revolução Americana tem o seu chamado "Exército Continental" liderado pelo general George Washington (que se tornará o futuro primeiro presidente dos Estados Unidos da América) - e sua guerra pela independência dura até 1783, quando é assinado o Tratado de Paris (sendo assim reconhecida a Independência dos Estados Unidos da América pela Inglaterra, tornando os EUA a primeira colônia europeia na América a tornar-se independente).


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Agora, com relação a rica história dos Estados Unidos da América (durante o séculos XIX - com a Guerra Civil e a Abolição da Escravidão - o século XX - com a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria - e o século XXI - e o 11 de Setembro e a Guerra ao Terror), peço que acessem o link abaixo (com um ótimo texto do jornalista Fábio Marton, da revista "Aventuras na História", com um relato bem abrangente de boa parte da história dos Estados Unidos da América). É só clicar e viajar nessa narrativa:

Nascido em 4 de Julho: A Grande História dos EUA

Espero que tenham gostado do artigo. Até uma próxima...



domingo, 21 de junho de 2020

Os 50 Anos da Conquista da Copa do Mundo de 1970


Hoje estamos comemorando os 50 anos da conquista da Copa do Mundo de 1970, que ocorreu no México...

[Um adendo: o distintivo acima foi criado logo após a conquista - e a criação da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) - já que até a final da Copa de 1970 a seleção brasileira jogou com o distintivo da antiga CBD (Confederação Brasileira de Desportos), com as duas estrelas do Bi-Campeonato das Copas do Mundo de 1958 e 1962, ganhas na Suécia e no Chile, respectivamente.]

Para tanto, este artigo irá analisar como foi o contexto histórico -  do Brasil e do mundo - naquela época, bem como a história da própria campanha da seleção brasileira nesta Copa...


CONTEXTO HISTÓRICO

O Brasil vivia seu período mais obscuro da Ditadura Militar - que havia endurecido totalmente desde o final do ano de 1968, com o decreto do AI-5, inaugurando os Anos de Chumbo - com o general Emílio Garrastazu Médici como presidente e no ápice da campanha "Brasil: Ame-o ou Deixe-o" (campanha ufanista da Ditadura Militar, cuja canção do vídeo que encerrará este artigo - gentilmente cedido pelo YouTube - tão bem exalta), fazendo com que a conquista da Copa de 1970 acabasse fazendo o governo pegar carona no evento (coisa muito recorrente em ditaduras), e como demonstra a foto de Médici com jogadores da seleção brasileira (imagem que encerra esse artigo).

Já no mundo, este último ano da década de 1960 mantinha o embate da Guerra Fria - com a Guerra do Vietnã em seu momento mais sangrento - a economia mundial caminhando para a futura Crise do Petróleo (cujo auge acontecerá em 1973), e a Europa seguia a "dança" da Guerra Fria, dividida pela "Cortina de Ferro" entre Europa Ocidental e Europa Oriental, e entre capitalista e socialista...







A SELEÇÃO BRASILEIRA NA COPA DO MUNDO DE 1970 (MÉXICO 70)

A história da campanha da conquista da Copa do Mundo de 1970, no México, foi ímpar em vários sentidos. Em primeiro lugar há o fato - pouco falado nos dias de hoje - da seleção ter saído do Brasil desacreditada. Isso ocorreu, basicamente, por dois motivos: primeiro, devido ao  fiasco da última Copa do Mundo - a de 1966, na Inglaterra - em cuja participação brasileira foi considerada muito aquém do esperado (mesmo com a presença de Pelé, que foi muito "caçado" em campo) - e isso tendo-se em vista o fato do Brasil ter sido Bi-Campeão nas duas Copas anteriores (Campeão na Copa do Mundo de 1958, na Suécia, e Bi-Campeão na Copa do Mundo de 1962, no Chile), porém, talvez ainda devido aos receios advindos da fatídica Copa do Mundo de 1950, no próprio Brasil, o medo era maior que a confiança; já o segundo motivo era o fato do técnico da seleção - o jornalista esportivo João Saldanha - ter sido demitido pouco antes da seleção seguir viagem rumo ao México, ficando em seu lugar o técnico Zagallo (ex-jogador da seleção, que, com isso, fez uma carreira extensa na história da seleção, já que é o único "Penta-Campeão" real, uma vez que foi campeão como jogador, nas Copas do Mundo de 1958 e 1962, como técnico, na Copa do Mundo de 1970, e como coordenador-técnico, nas futuras conquistas das Copas do Mundo de 1994 e de 2002, nos Estados Unidos da América e no Japão e na Coreia do Sul, respectivamente, do Tetra-Campeonato, e do próprio Penta-Campeonato - e de novo, respectivamente), e isso tudo acontecendo frente à uma grande polêmica sobre a troca de Saldanha por Zagallo, com rumores que atingiram até o Palácio do Planalto (com suspeitas de que essa troca foi exigida pelo próprio presidente Médici, coisa que nunca foi comprovada de fato).



Agora, fato é que, mesmo desacreditada, a seleção brasileira foi fazendo sua parte, para que esta Copa do Mundo - a última em que Pelé jogaria - fosse bem diferente da Copa do Mundo da Inglaterra (considerada um vexame, uma vez que a seleção brasileira foi eliminada ainda na primeira fase dessa Copa). E, para início de conversa, a seleção brasileira foi a primeira a chegar ao México, visando uma melhor preparação (tendo usado, para isso, muitos novos estilos de treinamento, do - então novo - "Teste de Cooper", até o uso de técnicas que a NASA utilizava nos treinamentos de seus astronautas).



A Copa do Mundo de 1970 ocorreu no México - ela se iniciou em 31 de maio, e foi até o dia 21 de junho de 1970 (dia da final da Copa) - e a seleção brasileira fez 6 jogos (com  6 vitórias, tendo conquistado a Copa, portanto, de forma invicta).

Escalação do time titular da seleção brasileira da Copa do Mundo de 1970 (no México):

1- Félix (goleiro)
2- Brito (zagueiro)
3- Piazza (zagueiro)
4- Carlos Alberto Torres (lateral direito e CAPITÃO)
5- Clodoaldo (volante)
7- Jairzinho (ponta direita)
8- Gérson (meio de campo)
9- Tostão (centroavante)
10- Pelé (atacante)
11- Rivellino (meio de campo e ponta esquerda)
16- Everaldo (lateral esquerdo)

Técnico: Mário Jorge Lobo Zagallo



A seleção brasileira fazia parte do Grupo 3 (de 4 Grupos existentes), e os três jogos dessa primeira fase foram: 1°- Brasil 4 x 1 Tchecoslováquia; 2.°- Brasil 1 x 0 Inglaterra; e Brasil 3 x 2 Romênia. Os classificados desse grupo foram: Brasil (1°) e Inglaterra (2°). Nas Quartas de Final o jogo foi: Brasil 4 x 2 Peru. A Semi Final foi um espetáculo à parte, já que a briga ficou entre 4 seleções campeãs: no primeiro jogo, a seleção brasileira (então Bi-Campeã), teve de enfrentar o Uruguai (também Bi-Campeão, e o bicho-papão do Brasil, uma vez que foi o algoz da nossa seleção na fatídica - e já citada - final da Copa do Mundo de 1950, no Brasil); mas a seleção brasileira fez sua "lição de casa", não dando margem a antigos medos, e, mesmo começando o jogo tomando um gol, colocou a cabeça no lugar, e venceu de virada, com o placar de: Brasil 3 x 1 Uruguai (acabando com um tabu de 20 anos). E, na segunda Semi Final, o jogo foi espetacular, entre a Itália (então Bi-Campeã), e a Alemanha Ocidental (então Campeã), e foi um dos jogos mais emocionantes da Copa, tendo terminado o tempo normal com o placar de 1 x 1, e sendo que, na prorrogação, mais 5 gols foram marcados. Placar final: Itália 4 x 3 Alemanha Ocidental. O terceiro lugar foi: Uruguai 1 x 0 Alemanha Ocidental. Já na grande Final, a seleção brasileira deu um outro show. Placar final: Brasil 4 x 1 Itália. 



No final da competição - e até hoje - a seleção brasileira de 1970 entrou pra história das Copas - e do Esporte - como uma das melhores de todos os tempos (já que foi a primeira seleção à conquistar um Tri-Campeonato, ficando, assim, em definitivo, com a tão sonhada - e disputada - "Taça Jules Rimet"), tendo mesmo inaugurado um novo tipo de tática futebolística (tão inovadora que influencia o futebol mundial até os nossos dias). Outro ponto muito importante: essa Copa do Mundo foi, realmente, a última Copa de Pelé. E ele soube aproveitar a sua última chance, tendo sido um dos melhores jogadores da competição (tendo marcado gols maravilhosos, bem como tendo participado de jogadas memoráveis, tais como os dois gols que ele NÃO conseguiu marcar (um chute do meio de campo - que, caprichosamente, não entrou), e uma jogada linda - um "drible da vaca" no goleiro, com um chute que, infelizmente, também não entrou - no jogo da Semi Final, contra a seleção uruguaia. Também é digno de nota a defesa, feita pelo goleiro Gordon Banks,   da seleção inglesa (que é considerada, até hoje, a maior defesa da história do futebol, dado o grau de dificuldade da mesma, já que foi um cabeceio de Pelé, à queima-roupa, e de cima para baixo). 

Por tudo isso, a Copa do Mundo de 1970, no México, é considerada uma das maiores copas de todos os tempos. E, para que os leitores fiquem mais por dentro da história das Copas - e do próprio futebol - segue o link abaixo (apresentando um outro artigo - "A História do Futebol" - também pertencente ao acervo do blog "Histérica História"):

A História do Futebol



E para terminarmos em grande estilo - e conforme dito mais acima - assistam a seguir um vídeo (gentilmente cedido pelo canal "FaBarBosa2009", do YouTube), com todos os gols (de todos os 6 jogos da seleção brasileira), tanto do Brasil quanto de seus adversários, nestes mesmos jogos. Clique no link e curta muito...


Espero que tenham gostado desse artigo, que se prestou a fazer uma pequena homenagem à esta "seleção de ouro" (das melhores que já existiram)...


terça-feira, 16 de junho de 2020

Os 70 Anos do Estádio do Maracanã



Hoje o Estádio do Maracanã está completando os 70 anos de sua inauguração (ocorrida em 16 de Junho de 1950), tendo sido construído para a Copa do Mundo de 1950 no Brasil. O primeiro jogo desta Copa teve a goleada do Brasil sobre o México (4x0), e mais 5 jogos do Brasil - dentre eles o grande trauma do "Maracanaço", quando a seleção brasileira perdeu a final da Copa para o Uruguai, por 2x1 - calando um Maracanã com lotação de 199.854 pessoas (o maior público do recém inaugurado estádio).

Tal qual outro estádio que fez aniversário em abril - o Estádio do Pacaembú, que completou 80 anos - o Maracanã não é estádio de nenhum dos clubes cariocas de futebol, já que ele também é municipal, sendo da cidade do Rio de Janeiro. Seu nome oficial é "Estádio Jornalista Mário Filho" (em homenagem ao jornalista, escritor e cronista esportivo - e um dos maiores defensores da construção do estádio, em 1948 - e que era irmão de Nelson Rodrigues, outro grande escritor e cronista esportivo que criou muitos "causos" da história de nosso futebol). Já o nome popular - Maracanã (do tupi, "semelhante a um chocalho") - é devido ao fato do estádio ter sido construído bem ao lado do rio Maracanã (que, por extensão, deu nome ao próprio bairro).


Durante as décadas seguintes o Estádio do Maracanã continuou a fazer parte da história da seleção brasileira (foi palco de muitos jogos, porém, na Copa do Mundo de 2014, de novo no Brasil, a seleção brasileira só jogaria no Maraca se chegasse à final, coisa que perder pra Alemanha de 7x1 não ajudou em nada), e do nosso futebol (foi o palco da conquista inédita da medalha de ouro no futebol, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016).


No Campeonato Brasileiro e, depois, na Copa do Brasil (bem como, obviamente, no campeonato carioca), o Maracanã é um dos templos de nosso futebol, tendo sido brindado com grandes partidas e goleadores vorazes. No primeiro quesito temos os grandes clássicos cariocas, como o Fla-Flu (como a partida entre os clubes ocorrida na final do Campeonato Carioca de 1963, com um público recorde de 194.603 pessoas), ou a chamada "Invasão Corinthiana" de 1976 (quando num jogo do Campeonato Brasileiro daquele ano os corinthianos foram aos milhares para o Rio de Janeiro, num jogo contra o time do Fluminense, que terminou empatado em 1x1); quanto ao grande goleador do Maracanã, este é Zico, então jogador do Flamengo, com 334 gols em 435 partidas no estádio (sendo também o maior  artilheiro do time rubro-negro, com 509 gols, com bem mais da metade disso com a bola estufando as redes do próprio Maraca).





O Estádio do Maracanã - grande palco do nosso futebol que é - também se tornou palco de shows memoráveis, tais como o grande show de Frank Sinatra, em 26 de janeiro de 1980, o show de Madonna, em 6 de novembro de 1993 ou o show de Paul McCartney, em 1990, recordista de público em shows no Maraca  (184 mil pessoas).







O Estádio já teve seus dias de catedral, quando aconteceram visitas papais à cidade do Rio de Janeiro, uma vez que três papas - João Paulo II, Bento XVI e Francisco - já viajaram ao Brasil (tendo ocorrido uma grande missa no estádio em 1980, na primeira visita de João Paulo II).



O Maracanã foi o maior estádio do mundo - de sua inauguração, em 1950, até 1989, quando foi inaugurado o Estádio de Piongyong, na Coreia do Norte (atualmente o maior do mundo) - e, sendo que muitas reformas foram feitas nestes 70 anos de história (a última para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil), o Maracanã é hoje somente o nono maior estádio do mundo...



E, já que há tantas peculiaridades entre os dois estádios - e seguindo a linha deste  próprio artigo - mais abaixo tem o link para outro artigo - esse sobre o aniversário do Pacaembú - para um leve exercício de comparação (também do acervo do blog "Histérica História"):

Os 80 Anos do Estádio do Pacaembú


quarta-feira, 10 de junho de 2020

Os eventos de extinção em massa pelos quais o planeta Terra já passou



O nosso planeta já passou - em algumas vezes, nos últimos 500 milhões de anos - pelo que os cientistas chamam de "eventos de extinção em massa". É intenção deste artigo mostrar como estes eventos foram, como aconteceram e quando eles ocorreram (e sendo que eles são conhecidos pelos nomes das eras geológicas em que estes aconteceram). 

é o que faremos a seguir...


- Extinção do ORDOVICIANO


Esta extinção aconteceu há mais ou menos 455 milhões de anos, e acabou com algo em torno de 60% a 70% de toda a vida do planeta Terra. O motivo pela qual ela ocorreu foi uma pequena - porém, muito intensa - Era do Gelo. Este período da história da Terra foi uma parte do grande Período Paleozóico, e compreendeu  o momento entre 488 e 443 milhões de anos atrás. O tipo de vida que existia no planeta praticamente se extinguiu (sendo, em sua grande maioria, animais invertebrados e aquáticos, que habitavam os grandes e rasos oceanos do planeta Terra da época).


- Extinção do DEVONIANO


O período em que esta extinção aconteceu foi em algo em torno de 360 e 375 milhões de anos atrás. E ela dizimou em torno de  75% das espécies de animais do planeta (e, de novo, atingiu em especial os seres que habitavam os oceanos). Sua provável causa foi um esgotamento do oxigênio destes mesmos oceanos, causado - possivelmente - ou por mudanças no nível dos oceanos, ou por mudanças climáticas, ou mesmo devido à queda de um asteróide.


- Extinção do PERMIANO


Ela ocorreu há cerca de algo em torno de 252 milhões de anos atrás, e chegou a atingir perto de 95% das espécies de seres vivos do planeta. É toda como a causa mais provável desse acontecimento uma destas duas opções: ou uma colisão de asteróide, ou uma mega erupção de alguns vulcões pelo planeta (sendo esta última a hipótese mais aceita pela maior parte dos cientistas). Devido a uma grande camada de fuligem e fragmentos que se encontrava em suspensão por uma extensa parte de nossa atmosfera, um enorme efeito estufa sufocou os seres vivos que habitavam a Terra naquele momento de sua história, sendo, por isso mesmo, considerada como a "mãe de todas as extinções da Terra" (devido o seu alcance e magnitude).


- Extinção do TRIÁSSICO


Ocorreu há mais ou menos 200 milhões de anos atrás, tendo atingido até 70% ou 80% das espécies que viviam por aqui (em especial, os antepassados dos - os primeiros - dos dinossauros). É - de todas - a extinção mais misteriosa - e, consequentemente, a menos conhecida - de todas as que aconteceram em nosso planeta. Há muitas hipóteses para a ocorrência dessa extinção - dentre elas, a da queda de um asteróide e a de grandes erupções vulcânicas - sendo que esta última é a mais aceita (devido ao fato do grande super continente da Pangeia estar em processo de desmembramento - que o transformaria, no futuro, nos continentes que hoje conhecemos).


- Extinção do CRETÁCEO


Foi a mais "famosa" - a mais conhecida e estudada - das extinções em massa ocorridas no planeta Terra, e foi o evento responsável pela extinção dos grandes dinossauros (e que, por extensão, foi ela que deu chance para a ascenção dos mamíferos na história de nosso planeta). Eliminou algo em torno de 75% de toda a vida do planeta Terra em poucos anos (principalmente a dos dinossauros, uma vez que, quanto maior fossem os animais, menores eram as chances deles de sobrevivência)...

x.-X-.x

Há um consenso entre os cientistas de que o planeta Terra está na iminência de um novo evento de extinção de massa - sendo que este será causado não por uma catástrofe planetária, mas sim por uma nova causa: os atos de seres humanos (tais como a forma como nós tratamos os animais que dividem este planeta conosco) - o que virá a ser (caso não consigamos minimizar ou findar essas nossas ações), o sexto grande evento de extinção em massa pela qual o planeta Terra passará. Porém, o que mais assusta é que este será o primeiro destes eventos que acontecerá quando nós estávamos sobre a face da Terra, e este irá - com toda a certeza - nos extinguir da existência.

Psra uma última informação importante - para conhecermos melhor a própria história de nosso belíssimo planeta Terra - favor acessar o link abaixo (com o texto de outro artigo sobre esse tema, e que também faz parte do acervo do blog "Histérica História"):


Até um próximo artigo...