sábado, 30 de março de 2019

Os Ditadores mais influentes - e sanguinários - da História, para o mau ou para o mal...


Este artigo mostrará - com breves resumos dos vários ditadores aqui apresentados, enumerados de forma cronológica - tentando mostrar as causas da importância (se é que existir um ditador, seja onde for e por qual motivo seja, tem algum tipo de importância), ou mesmo do inusitado, de seus regimes ditatoriais (desses 20 governantes ditatoriais e totalitários), mostrando os legados que possam ter deixado (em sua grande maioria, péssimos legados, lógico). Para tanto, passaremos por muitos outros fatos históricos (no qual faremos uma espécie de link com cada um dos ditadores analizados). Vamos a eles, então...


1) Benito Mussolini Itália (Ditador do regime Fascista

Período no poder: 1922 a 1945






Foi o "homem-forte" da Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Antes era um jornalista que pregava ideias de nacionalismo exacerbado, dizendo que os italianos tinham que fazer um retorno às grandezas do Império Romano (quando os romanos - os italianos de então - dominaram o mundo). Subiu ao poder com um pseudo-golpe - onde assustou o governo da Itália com uma passeata de sua "guarda pessoal", os chamados Camisas Negras, que passou para a posteridade como a Marcha sobre Roma. Após este incidente, o governo italiano o chamou para ajudar a compor o governo, quando foi chamado a ser o Primeiro-Ministro, alcançando, assim, a maioria parlamentar e, pouco a pouco, o poder absoluto, tornando-se o "Duce" italiano (algo como o "grande chefe"). Foi o maior aliado de Hitler durante o conflito mundial, porém não estava tão pronto para a guerra quanto seu par austríaco/alemão, tendo que sair da guerra bem antes do que dizia, não atingindo novamente o poder e o tamanho do Império Romano (como dizia que faria), sendo preso (e libertado por uma missão secreta alemã), e, por fim, tendo que fazer uma tentativa de fuga mal sucedida, que acabou com sua captura - pelo próprio povo do norte da Itália - e morte, por linchamento (juntamente com sua amante), onde, após a morte, tiveram seus corpos atacados e violados, já que estavam expostos em praça pública.



2) Josef Stálin U.R.S.S. (Ditador do regime Comunista Soviético


Período no poder: 1929 a 1953






Após a morte de Lênin, houve um racha entre seus possíveis sucessores, Trotsky e Stálin. Ela era, na verdade, um embate de duas ideologias: a da "revolução permanente" (de Trotsky), que achava que a revolução comunista deveria ser 'exportada' para outras localidades; e da da "revolução de um só país" (de Stálin), que achava que a revolução devia ficar somente na U.R.S.S. (e cuidar da revolução somente para a Rússia e as outras repúblicas socialistas e soviéticas, já que a U.R.S.S. é uma união delas todas). Ganhou a ideia de Stálin, e Trotsky foi perseguido pelo ex-companheiro de revolução. Com seus Planos Quinquenais, Stálin conseguiu levar modernidade à indústria e à agricultura soviética (porém, com um custo altíssimo para a população russa, fossem os operários, fossem os camponeses). Tinha a alcunha de "Homem de Aço", e mostrou o porquê disso durante a Segunda Guerra Mundial, quando auxiliou os Aliados a derrotarem o nazismo de Hitler. E, logo após o seu término, levou a U.R.S.S. a tornar-se uma das potências mundiais, acirrando o embate da Guerra Fria contra os E.U.A., levando-o a outros patamares.



3) Antonio Salazar Portugal (Ditador do regime Salazarista


Período no poder: 1932 a 1968





A carreira longeva de Antonio Salazar como ditador - com o cargo de "Presidente do Conselho de Ministros" - deve-se ao sucesso da instauração do regime totalitário denominado Estado Novo, em Portugal. Ela foi uma ditadura autoritária e de viés autocrata, que perdurou por 41 anos (de 1933 à 1974). E, nela, a figura de maior destaque sempre foi o próprio Antonio Salazar - vindo daí a denominação genérica de salazarismo para o regime. Também ficou conhecida, por Historiadores, como a Segunda República Portuguesa. Através de uma grande Censura e da doutrinação de Estado fez um governo extremamente rígido, com um policiamento social e político muito eficaz. Foi destituído em 1968, porém o Estado Novo só foi deposto com a Revolução dos Cravos, em 1974.



4) Adolf Hitler Alemanha (Ditador do regime Nazista


Período no poder: 1933 a 1945






Foi também o grande "homem-forte", e o grande ditador, da Alemanha - dizendo que iria instaurar o chamado "Terceiro Reich" alemão - com um discurso que conclamava os alemães a lutarem (junto com o seu governo), por uma grande Alemanha, que iria buscar o seu chamado "espaço vital". Diferente de seu par italiano, Hitler alçou ao poder de forma legal e constitucional (já que foi levado ao governo, inicialmente como Chanceler (o Primeiro-Ministro alemão), devido o seu partido ter conseguido maioria no Reichtag (o Parlamento alemão). Após isso, pouco a pouco foi ganhando cada vez mais poder, tornando-se, mais tarde, o "Führer" (algo como "o chefe"). Foi o grande comandante alemão durante toda a Segunda Guerra Mundial. Sob suas ordens, criou-se uma grande máquina de guerra que dominou quase toda a Europa continental - entre 1939 e 1941 - e que só foi barrada com a entrada dos Estados Unidos da América no conflito (após o malfadado ataque japonês à Pearl Harbor, no final de 1941), fazendo com que se entrasse em uma nova fase da guerra, o avanço aliado - entre 1942 e 1945 - onde os Aliados deram uma boa virada no jogo da guerra contra o Eixo. Durante seu comando da guerra, foram implantados absurdos como "campos de concentração" (com trabalho escravo, por exemplo), e a chamada "solução final" (que levou ao Holocausto dos judeus, onde milhões perderam suas vidas). Ao sentir que a guerra havia acabado para a sua Alemanha - quando os russos já chegavam ao seu 'bunker', onde ele estava escondido - ocorreu o suicídio de Hitler, quando este matou-se com um tiro, em 30 de abril de 1945. Dias depois, a Alemanha se rendeu, incondicionalmente...



5) Anastasio Somoza Nicarágua (Ditador totalitário


Período no poder: 1936 a 1956





Um dos grandes ditadores da América Central (e o maior que a Nicarágua já teve), Anastasio Somoza alçou o poder ao participar de um golpe - uma revolução liberal - e, mesmo tendo tido uma pífia participação no desenrolar militar do movimento, acabou ganhando certa notoriedade (em muito devido a sua fluência no inglês, já que eram os E.U.A. que intermediavam as negociações do "cessar fogo"). Por sua ligação com os mentores da revolução - o revolucionário Juan Bautista Sacasa era tio de sua esposa - aos poucos Anastasio Somoza foi se impondo como um dos líderes da revolução dentro do governo, tendo para isso muita sagacidade, tendo, por exemplo, alçado, rapidamente (para um militar considerado somente como "regular"), nos postos da nova "Guarda Nacional Nicaraguense", que então estava sendo organizada pelos E.U.A., fazendo com que, mais adiante, quando houve um embate de seis anos entre as forças do governo - lideradas por Somoza - e os guerrilheiros liderados pelo general Sandino - os chamados "sandinistas" - que se tornou uma sangrenta guerra civil. Ao término dos combates, em 1934, Sandino foi assassinado e, após muita pressão de Somoza, em 1936, o então presidente, Sacasa - aquele que era tio de sua mulher - foi forçado a renunciar. Iniciava-se, assim, a ditadura "somozista", que durou até 1956, quando ele foi assassinado, prestes a completar duas décadas no poder. Porém, deixou um forte legado, uma vez que acabou sendo eleito pelo seu filho, Luís Somoza



6) Francisco Franco Espanha (Ditador do regime Franquista


Período no poder: 1936 a 1975






Foi outro dos grandes ditadores europeus - de extrema-direita - do período do "Entre-Guerras" (juntamente com Hitler Mussolini), tendo sido um general insurgente da Guerra Civil Espanhola, iniciada em 1936. Porém, não se envolveu na Segunda Guerra Mundial, tendo sido - somente e na realidade - auxiliado por Hitler, bem como acabou auxiliando o mesmo pouco antes da eclosão da guerra. Explicando: foi auxiliado, pois foi Hitler e sua máquina de guerra quem o ajudou a ganhar a Guerra Civil Espanhola, e o auxiliou também, pois, com isso, Hitler pode ter uma espécie de "ensaio geral", uma espécie de treino para o que seu exército, que logo iria passar pelos inúmeros embates da própria Segunda Guerra Mundial. É considerado um dos governantes mais odiados e execrados, pela grande maioria, de toda a história da Espanha



7) Getúlio Vargas Brasil (Ditador do regime do Estado Novo


Período no poder: 1937 a 1945






É o personagem mais controverso - já que é, ora amado, ora odiado - da história da república brasileira. Subiu ao poder no golpe da chamada Revolução de 1930 (que pôs fim ao período conhecido por "República Velha"). Foi o chefe do "Governo Provisório" - de 1930 a 1934 - e, assim, enfrentou a Revolução Constitucionalista de 1932; e, quando foi convocada a Assembleia Constituinte de 1933 (que promulgou a nova Constituição de 1934), foi eleito, de forma indireta, Presidente do "Governo Constitucional" - de 1934 a 1937 - enfrentando, dessa maneira, a Intentona Comunista de 1935; e, mais ainda, quando faltava 1 ano pras novas eleições, alegando um golpe comunista (o chamado Plano Cohen), ele próprio deu um golpe, instaurando a ditadura do "Estado Novo" - de 1937 a 1945 - sendo deposto após o término da Segunda Guerra Mundial (onde se entrou do lados dos Aliados, mesmo sendo o ditador que era, e de sua grande admiração por seus pares europeus, como Mussolini Hitler). Mostrando sua força política, mesmo deposto acabou por eleger o seu sucessor, o general Eurico Gaspar Dutra; após esse governo, foi eleito, dessa vez pelo voto direto, para ser Presidente do chamado "Governo Democrático ou Populista" - de 1951 a 1954 - terminando seu mandato um anos antes, devido a acusações de corrupção, perseguição a desafetos políticos e outros desmandos. Acabou seu mandato - e sua história na política brasileira - no episódio do suicídio de Vargas, quando se matou com um tiro no peito (na manhã do dia 24 de agosto de 1954). Para uns esse seu ato jogou o Brasil numa grave crise política, e, para outros, isso foi um sacrifício pessoal que impediu - ou, na verdade, atrasou - a tomada de poder pelo golpe militar em 10 anos...


8) Kim Il-sung Coreia do Norte (Ditador do regime Comunista Norte-Coreano


Período no poder: 1948 a 1994





É o governante-mor da Coreia do Norte, desde sua criação, em 1948, até sua morte, em 1994, tendo exercido seu poder em dois "estágios" (ou cargos), sendo eles: como primeiro-ministro, de 1948 a 1972, e como presidente, de 1972 até sua morte em 1994 (ou seja, ficou no poder por 46 anos). Foi o responsável pela tomada do poder na região norte da Coreia, bem como pela invasão da região sul-coreana - em 1950 - fato este que levou à chamada Guerra da Coreia (primeiro grande conflito da Guerra Fria, já que os norte-coreanos eram apoiados pela U.R.S.S., ficando a Coreia do Sul com o apoio dos E.U.A.), tendo este conflito durado de 1950 a 1953. Ele terminou com um armistício - sendo, por isso mesmo, dito que a guerra não terminou "de fato, com um tratado de paz, por exemplo" - bem como também a criação de uma "Zona Desmilitarizada" entre as duas Coreias (estando ela no chamado "Paralelo 38"). Após isso, a Coreia do Norte se tornou uma das nações mais fechadas do planeta, adotando a ideologia comunista - e tendo na então U.R.S.S., seu maior parceiro político, econômico e militar - porém, com a "mistura" de uma outra ideologia - essa de cunho de uma antiga "filosofia coreana", o "Junche", que pregava a total autonomia norte-coreana em relação ao mundo externo, o ódio aos E.U.A. (considerado a causa de todos os males impostos à Coreia do Norte), bem como uma imensa idolatria ao seu líder. Não é estranho, portanto, que o poder norte-coreano tenha se tornado hereditário, já que a família Kim detém o poder até hoje (tendo seu filho, Kim Jong-il, o sucedido, seguido por seu neto, Kim Jong-un, o seu atual líder supremo), na ainda fechadíssima Coreia do Norte



9) Mao Tsé-tung China (Ditador do regime Comunista Chinês


Período no poder: 1949 a 1976






Foi o grande líder do comunismo chinês, responsável pela guinada dada pela China em direção à esquerda comunista. Ele havia participado de todo o processo de tomada de poder pelos comunistas - a Revolução Chinesa - que, terminada em 1949, foi, então, proclamada como a República Popular da China. Era chamado de "O Grande Timoreiro" e foi responsável pelo primeiro grande impulso econômico da China, entre 1957 e 1958, chamada por ele mesmo de "O Grande Salto" (e era um imenso incentivo a criação de uma grande agricultura chinesa). Tudo foi se iniciando com uma espécie de 'cópia' dos Planos Quinquenais de Stálin, no período de 1953 a 1958. Mais adiante, seguindo seus próprios planos, foi criado "O Grande Salto Adiante", visando agora uma maior e melhor industrialização. Mais tarde, entre 1966 e 1969, levou a tento a chamada Revolução Cultural, momento em que há uma grande perseguição aos seus desafetos políticos - dentro e fora do Partido Comunista Chinês [PCC] - e onde seu livro de pensamentos (o famoso "Livro Vermelho de Mao") se torna o livro de cabeceira de muitos comunistas pelo mundo afora (inclusive no Brasil dos revolucionários da "luta armada contra a ditadura"). Na década seguinte à Revolução Cultural, Mao Tsé-tung fica bastante doente e acaba sendo posto meio de lado (já que sua sucessão foi sendo decidida ainda durante sua vida). Morreu em 9 de setembro de 1976.



10) Fulgêncio Batista Cuba (Ditador totalitário


Período no poder: 1952 a 1959





Foi um militar que tornou-se presidente de Cuba, entre 1940 e 1944, e, mais tarde volta ao poder com um golpe militar, e se torna ditador - da Cuba dos Anos 1950 - em 1952. Seu governo era extremamente corrupto e um "capacho" dos E.U.A. de todas as maneiras. Tinha um comércio exterior de vendedor de matérias-primas para os norte-americanos - tais como banana e cana-de-açúcar - comprando, depois, os produtos industrializados dos mesmos. Além disso, transformou sua ilha num grande resort de férias para os magnatas industriais, políticos, celebridades e, até mesmo, gangsteres da Máfia, que se divertiam muito em seus bares, cassinos e bordéis, principalmente na capital, Havana. E, enquanto isso, a população cubana padecia de carência de qualidade de vida, fosse social, política ou econômica. Acabou sendo deposto na Revolução Cubana, de 1959, porém, conseguiu fugir antes da chegada dos revolucionários descidos de "Sierra Maestra" - à capital de Cuba, Havana, exilando-se na República Dominicana. Teve uma vida longa, morrendo - aos 72 anos - em 1973, em viagem à Espanha.



11) François Duvalier (Papa Doc) Haiti (Ditador totalitário-satanista


Período no poder: 1957 a 1971





Foi um dos ditadores mais sanguinários da América, tendo dominado o Haiti por 14 anos - e deixando o filho, que seguiu sua cartilha de ditador, mas acabou destituído do poder e morto - e nesse período cometeu muitas atrocidades, amedrontando, dominando e empobrecendo os haitianos (já tão carentes de melhores cuidados). François Duvalier nunca havia mostrado que faria isso tudo ao chegar ao poder. Sua carreira política começou como um médico que passou a atender à população mais carente, na maior parte das vezes, de forma gratuita, tendo sido, por isso mesmo, apelidado de "Papa Doc" - algo como o "Papai Doutor" - sendo quase venerado pelo povo haitiano. E, ao concorrer à presidência, é eleito - mesmo que em eleições um tanto quanto questionadas - e, após sua posse, muda sua personalidade e maneira dócil em um dos ditadores mais arrefecidos que as Américas já viram, no melhor estilo "O Médico e o Monstro" - para nos lembrarmos do(s) personagem(ns) de Robert Louis Stevenson: o Dr. Jekill e Mr. Hyde - transformando o regime numa "caça às bruxas" (com membros de suas guardas secretas em todas as camadas da sociedade), acabando violentamente com toda e qualquer oposição. Amedrontava toda a população com rituais teatrais de vodu, dizendo que havia se tornado imortal e coisas do gênero. Transformou o Haiti numa das nações mais empobrecidas do mundo e era conhecido, no mundo, como o "Diabo do Haiti". Morreu em 1971 e deixou como sucessor seu filho, que seguiu seu reinado de terror: o "Baby Doc".  



12) Nicolae Ceausescu Romênia (Ditador do regime Comunista Romeno


Período no poder: 1965 a 1989





Foi um dos mais cruéis dos líderes do comunismo na Europa Oriental (e que fazia parte dos países da chamada "Cortina de Ferro", ou seja, das nações-satélite da U.R.S.S.), Nicolae Ceausescu foi - como Secretário-Geral do Partido Comunista Romeno, tendo depois adicionado o cargo de Presidente da Romênia - um dos ditadores mais fiéis aos desígnios que vinham de Moscou. Tendo sido o governante durante o auge - e, depois, na decadência - da Guerra Fria, foi implacável com a oposição não-comunista, com o uso de Censura e de uma polícia secreta extremamente brutal, e foi um dos maiores apoiadores da forma como os soviéticos sufocaram os eventos da chamada Primavera de Praga, ocorrida na Checoslováquia, em 1968. Levou a Romênia à uma grande recessão, com carência de gêneros de primeira necessidade, criando uma oposição cada vez maior ao seu governo. Após a Queda do Muro de Berlim, em 1989, sua tentativa de barrar as manifestações que se iniciaram no interior da Romênia - e que acabaram por chegar à capital, Bucareste - fazendo com que os ventos da mudança só fossem alcançados com muita luta e batalhas campais em muitas cidades (sendo que somente na Romênia isso tenha acontecido, diferente dos outros países da "Cortina de Ferro", onde as mudanças foram de formas pacíficas). Ao tentar fugir do país, com sua esposa, foi preso pelo exército - que já havia mudado pro lado dos manifestantes - julgado em um julgamento muito rápido e, em 25 de dezembro de 1989, foi, junto com sua esposa, morto por um pelotão de fuzilamento.



13) Muammar al-Gaddafi (Kadhafi) Líbia (Ditador totalitário-militar


Período no poder: 1969 a 2011





Foi alçado à posição de líder da Líbia através de um golpe de Estado, em 1969, e governou com o cargo de Chefe da Nação. Foi um dos governantes do Oriente Médio - mesmo que a Líbia fique no norte da África, ela é considerada desse bloco - que mais trouxe problemas à política mundial, sendo considerado um dos ditadores que mais apoiaram o terrorismo. Esteve sempre na mira dos E.U.A., e foi uma das ditaduras mais cruéis e duradouras da região. Governou com "mãos de ferro", mantendo os militares sempre ao seu lado, e conseguiu obter alguns momentos onde a economia teve alguns momentos de evolução, porém, devido ao viés totalitário de seu regime - e aos embargos econômicos impostos à Líbia pelos países ocidentais - eles pouco influenciaram seu país (ao menos a longo prazo). Criou uma grande idolatria à sua pessoa, inclusive se utilizando de escritos políticos, como foi o caso do chamado "Livro Verde", onde ele pormenoriza suas tendências políticas - em especial o chamado "Jamahiriya" (algo como: "Estado de massas") - uma de suas formas de dominação da população líbia. Se envolveu em diversos conflitos na região, e, devido à suas posturas, foi sendo cada vez mais alvo de sanções econômicas e militares. Após uma invasão de seu país - devido à suspeitas de seu exército deter armas de destruição em massa - a própria população, com seus muitos opositores ao regime de Kadhafi, começou uma caça ao tirano, que terminou com sua morte, em 2011, baleado quando tentava fugir da Líbia.



14) Idi Amin Dada Uganda (Ditador totalitário-militar


Período no poder: 1971 a 1979





Após lutar ao lado de ingleses, durante o Neocolonialismo, e, quando da independência de muitos dos países africanos, já era major-general do exército de Uganda. E foi com essa patente que ele liderou um golpe de Estado, tornando-se, assim, o novo governante da nova nação, em 1971. Com inúmeras perseguições à oposição, bem como às minorias étnicas, criou um regime de terror dos mais execrados pela comunidade mundial. Foi apoiado por Israel - no início de seu regime (dizendo-se um anti-comunista) - e, mais tarde, pela Líbia, a U.R.S.S. e a Alemanha Oriental - já com uma postura pró-comunismo - e, como a maioria dos ditadores militares, teve ambições expansionistas, atacando a Tanzânia, em 1978 (visando anexar a região de Kagera, no que ficou conhecida como a Guerra Uganda-Tanzânia, que ocorreu entre 1978 e 1979), sendo este o momento que militares opositores ao seu governo o depuseram. Conseguiu fugir, instalando-se primeiro na Líbia, e depois na Arábia Saudita, onde morreu, em 2003.



15) Augusto Pinochet Chile (Ditador totalitário-militar


Período no poder: 1973 a 1990





Foi um dos grandes ícones como ditador militar para seus pares. Iniciou sua ditadura militar com um cruel golpe de Estado, onde, em 11 de setembro de 1973, derrubou o então presidente - o socialista Salvador Allende - do poder (sendo o mesmo encontrado morto em seu gabinete, tendo a versão oficial dito que ele havia se suicidado, e a oposição jurando que fora assassinado). Seu governo é, até hoje, muito controverso no Chile, pois, se por um lado ele fez com que a economia chilena melhorasse (chegando ao final dos Anos 1980 como uma das economias mais estáveis da América do Sul), por outro lado a sua ditadura foi das mais sanguinárias, tendo na perseguição desumana à oposição sua "marca registrada". Mesmo não tendo se mantido tanto tempo assim no poder do Chile - governou por 16 anos - teve uma pós-derrubada muito tranquila, uma vez que se tornou senador vitalício (cargo que ele mesmo criou para si, para ser exercido quando saísse da presidência). Mesmo tendo sido levado à julgamento por seus crimes contra a humanidade, acabou tendo penas irrelevantes, em muito devido à sua já avançada idade.



16) Ruhollah Khomeini Irã (Ditador totalitário-teocrático


Período no poder: 1979 a 1989





Foi o grande líder da chamada Revolução Iraniana, ocorrida em 1979, onde se derrubou um monarca iraniano - o xá Reza Pahlavi - sendo, assim, alçado ao poder total no Irã - instaurando uma república islâmica - uma vez que era aiatolá (um misto de líder político e religioso). Tão logo chegou ao poder, acabou por levar toda a região do Oriente Médio à um crescente sentimento de medo político-militar - e toda a sua população à uma grande mudança social e religiosa, impondo rígidas regras de conduta a todos, em especial às mulheres. Uma das consequências de sua subida ao poder - e da própria Revolução Iraniana - foi a eclosão da chamada Guerra Irã-Iraque, quando outro ditador, Saddam Hussein, o então mandatário do Iraque, invadiu o Irã (seu país vizinho), em 1980, de olho em suas reservas de petróleo. A guerra foi uma carnificina sem fim, execrada pela comunidade internacional, e acabou - numa espécie de "empate técnico" - sem grandes ganhos para as duas partes, em 1988. O aiatolá Khomeini se manteve no poder até sua morte, ocorrida em 1989.



17) Saddam Hussein Iraque (Ditador totalitário-militar


Período no poder: 1979 a 2003





Foi um militar que, no início de carreira, acabou por ser incumbido de trabalhos sujos, como assassinatos, atentados e torturas, tendo como mandantes os líderes do "Partido Socialista Árabe Ba'ath". Após o crescimento do partido, Saddam participou do golpe de 1968, e depois foi crescendo dentro das fileiras do partido - que passou a se chamar, somente, "Partido Ba'ath" - sempre fazendo os trabalhos de cunho mais violento. Diferente de outros ditadores, Saddam Hussein veio das organizações violentas de seu partido, e nunca isso o deixou mal de alguma forma; mas, muito pelo contrário, ele tinha prazer nas torturas e assassinatos que lhe foram atribuídos, tornando-se o chefe do braço armado do dirigente do Iraque, bem como o vice-presidente do sempre doente Ahmed Hassan al-Bakr. Daí, quando da morte do presidente, Saddam Hussein torna-se, em 1979, o mandatário da nação, agindo como um ditador desde o início. Nacionalizou o petróleo e, com seus ganhos, financiou muitas guerras, tais como: a Guerra Irã-Iraque, a Guerra do Golfo e, já na década de 1990, a Guerra do Kuwait. Fez com que o Iraque sofresse sanções econômicas durante praticamente todo seu período no poder. Após o Atentado do 11 de Setembro, em 2001, foi acusado de acobertar membros da Al'Qaeda e de ter ligações com a organização terrorista. Com isso, o Iraque foi invadido por uma coligação dos E.U.A. e do Reino Unido, em 2003, e, após muitas buscas, prenderam Saddam Hussein, e o levaram a julgamento. Condenado, foi enforcado no final do ano de 2006.



18) Robert Mugabe Zimbábue (Ditador totalitário


Período no poder: 1980 a 2017





Foi líder do Zimbábue - primeiro, como Primeiro-Ministro (de 1980 a 1987), e depois, como Presidente (de 1987 a 2017) - sendo, na prática, o pleno ditador por 37 anos. Governou com extrema violência, utilizando-se de violações aos Direitos Humanos como uma constante, trazendo várias sanções da comunidade internacional contra seu país. Seu regime é muito ambíguo, até mesmo para o povo do Zimbábue, uma vez que ele é considerado, por alguns, um herói que ajudou a libertar o país das garras do Neocolonialismo, sendo um dos líderes da luta pela independência do Zimbábue frente à Inglaterra (que era a dona dessa antiga colonia africana); por outro lado, muitos o consideram um ditador sanguinário, que governava com violência e que levou sua nação quase à falência, com problemas econômicos enormes. Talvez por alguns desses motivos - ou por todos eles - Robert Mugabe foi afastado do poder, em 2017, pelos militares do Zimbábue.



19) Hugo Chávez Venezuela (Ditador do regime Bolivariano


Período no poder: 1999 a 2013





Hugo Chávez, um oficial do exército venezuelano, despontou no cenário político de seu país no início dos Anos 1990, e tentou tomar o poder na Venezuela, em 1992, sendo mal-sucedido em seu intento. Após isso, fundou uma organização, o "Movimento Quinta República", pregando uma luta contra a pobreza e a má gestão do país. Em 1998 elegeu-se presidente da Venezuela, iniciando seu mandato em 1999. Sua eleição acabou com um pacto que existia há 40 anos - e que, praticamente, dividia o poder entre os três maiores partidos venezuelanos - levando ao poder o seu pequeno partido, que, fundido a outros partidos de esquerda, tornou-se o "Partido Socialista Unido da Venezuela - PSUV". Sofreu uma tentativa de golpe de Estado, em 2002, porém, conseguiu se manter no poder e, através de um referendo à nação, o mantiveram na presidência. Isso fez com que seu poder e o apoio ao seu governo aumentassem significativamente, levando Hugo Chávez à iniciar uma guinada rumo à sua "Ditadura Bolivariana" na Venezuela, utilizando-se de sua grande capacidade oratória para criticar, em seus discursos, o capitalismo e os E.U.A., sempre com um viés anti-imperialista. Teve muito apoio popular, porém, era bastante criticado pela oposição - que foi muito perseguida após a tentativa de golpe de 2002 - e pela comunidade internacional. Mas, mesmo se tornando cada vez mais autoritário, sua ideologia foi ganhando cada vez mais adeptos, levando à um "racha", à uma bipolaridade política cada vez maior na Venezuela. Mudou a constituição venezuelana, possibilitando a reeleição indefinidamente, elegendo-se, em 2006, para um inédito terceiro mandato como presidente da Venezuela (em eleições que foram consideradas, por muitos - dentro e fora do país - fraudulentas). Devido a um câncer, morreu em 2013, tendo assumido o poder o vice-presidente, Nicolás Maduro, que manteve os preceitos da "Doutrina Bolivariana" de governo, e continuando a derrocada econômica venezuelana, bem como, também, os mandos e desmandos dignos de um ditador. Num impasse que já dura anos, o mundo assiste à uma Venezuela cada vez mais pobre - tornou-se comum a fuga de exilados políticos venezuelanos para países vizinhos, em especial para o Brasil - violenta e politicamente dividida (uma vez que, atualmente, existe o embate do presidente-ditador Maduro com a oposição, capitaneada por Juan Guaidó, que, como presidente da "Assembléia Nacional da Venezuela", se autodeclarou presidente venezuelano, tendo o apoio de muitas nações). Agora é seguirmos os acontecimentos para vermos onde tudo isso levará a Venezuela.



20) Bashar al-Assad Síria (Ditador totalitário


Período no poder: 2000 até nossos dias





É o líder da Síria - com a junção dos cargos de Presidente sírio e de Secretário Geral do "Partido Baath" - atuando, na realidade, como ditador totalitário do país, tendo ganho este posto de seu pai, Hafez al-Assad, que foi o chefe máximo da Síria por 30 anos. Seu governo é muito questionado pelas autoridades internacionais devido às suas perseguições - à oposição e à minorias étnicas - e sua política armamentista, que deixa extremamente preocupados os outros países da região e as nações ocidentais (em especial, os europeus, devido a proximidade da Síria em relação à Europa). Está sempre na pauta da "Organização das Nações Unidas - ONU" - bem como da "Organização do Tratado do Atlântico Norte - OTAN" - quando o assunto é o arsenal de armas de destruição em massa, já que é avesso à inspeções internacionais. Em 2011, iniciou-se uma terrível Guerra Civil - que perdura até os nossos dias - onde Bashar al-Assad foi acusado, em alguns momentos, de ter usado armas banidas pela comunidade internacional - como as armas químicas - contra sua própria população. Seu governo de terror segue, firme e forte, sem nenhum ar de mudança nos horizontes (ao menos a curto prazo). Isso nos demonstra que ditadores parecem sempre ter existido durante a História, e, infelizmente, ainda andam por aí, aprontando suas atrocidades (e, na maioria das vezes, impunemente). Triste, mas é a realidade!!


x.x_X_x.x



Espero que tenham gostado desse artigo, com esta lista de ditadores. E, caso queiram ler mais artigos nesse formato - de lista - segue abaixo o link de mais 3 artigos-listas, com, respectivamente, os Papas, os Reis e Imperadores e os Políticos mais influentes da História:




Os Reis e Imperadores mais influentes da História


Os Políticos mais influentes da História


Então, aproveite este artigo para conhecer mais personagens históricos interessantes e suas inusitadas histórias. Vai lá e tenha uma boa viagem!!!



quinta-feira, 14 de março de 2019

A história por trás do super herói Capitão Marvel e sua "ligação perigosa" com o Superman e a DC Comics


Estamos prestes a assistir ao filme de um dos personagens mais emblemáticos - e com uma das histórias mais ricas e turbulentas dos Comics norte-americanos, da chamada "Era de Ouro" - que irá estrear no início de abril nos cinemas. Estamos falando do filme "Shazam", sobre o super herói chamado "Capitão Marvel".


A história do personagem "Capitão Marvel" é bem interessante. Ele foi criado pela dupla Bill Parker (roteirista), e C. C. Beck (desenhista), em 1939, para a pequena Editora Fawcett Comics, sendo lançado na revista Whiz Comics n.º 2, de fevereiro de 1940. Porém, desde o início, a então Editora National Publications (a futura Editora DC Comics), acusou a concorrente de lançar um personagem que era um plágio descarado de seu personagem mais importante, o já bem famoso "Superman" (criado por Jerry Siegel, roteirista, e Joe Shuster, desenhista, lançado na revista Action Comics n.º 1, em 1938).


A história do personagem "Shazam", ou "Capitão Marvel", como é conhecido por muitos fãs, é a seguinte: o jovem adolescente Billy Batson - um simples repórter de uma pequena rádio (na cidade de Fawcett City, cujo nome é o mesmo da editora que lançou o personagem) - devido sua bondade e pureza de coração, é convocado pelo Mago Shazam, que lhe dá poderes sobre humanos, bastando para isso que ele grite o nome do mago: SHAZAM!! Com isso, o adolescente é atingido por um raio mágico e se torna o super herói Capitão Marvel, que, no corpo de um adulto, ganha super poderes de origem mágica (já que eles vêm de seres mitológicos), e cujos nomes estão inseridos no próprio nome do mago, lhe dando poderes específicos, conforme explicado melhor logo abaixo:

S: Salomão (ganha a Sabedoria do antigo rei);
H: Hércules (adquire a Força do grande herói grego);
A: Atlas (tem a Vitalidade do personagem em questão);
Z: Zeus (é dotado de Poderes Mágicos);
A: Aquiles (é presenteado com a Coragem do grande guerreiro grego);
M: Mercúrio (toma a Velocidade e o poder de voar do deus mitológico).


E, durante os anos que se seguiram, batalhas judiciais foram ocorrendo, e, como decorrência dessa luta toda, que acontecia nos tribunais, o personagem "Shazam", ou, o super herói "Capitão Marvel", deixa de ser publicado pela Editora Fawcett Comics em 1953. Já mais adiante, em 1972, a Editora DC Comics licenciou o personagem - bem como todos os personagens correlacionados a ele - e, como um "golpe de misericórdia", em 1991, a agora gigante DC Comics ganha todos os direitos sobre o personagem (e todo o seu "universo"). No decorrer desse período, o grande super herói acaba negligenciado, sendo posto numa espécie de "geladeira", sendo muito pouco - ou, praticamente, nunca - publicado. Tudo em detrimento de se dar destaque ao seu quase "inimigo", "Superman". Essa luta se tornou tão notória que não foram poucas as vezes em que os dois super heróis se enfrentaram, fosse nos quadrinhos, fosse nos desenhos animados...  



Porém, mesmo com estes problemas, o super herói "Shazam", o "Capitão Marvel", vai parar até em seriados de cinema e TV, como um seriado, feito para a TV, foi exibido de 1974 a 1977, e que fez bastante sucesso, inclusive no Brasil. Segue uma imagem do super herói do seriado citado, apresentada a seguir:


E, já no decorrer do advento das "graphic novels", que deram um novo "fôlego" às HQ's de super heróis, a DC Comics começa a trazer, de forma lenta e gradativa, aparições do "Capitão Marvel" em suas revistas. É o caso da participação deste super herói numa série até hoje muito cultuada, a história "O Reino do Amanhã", escrita por Mark Waid e ilustrada por Alex Ross, lançada pela editora em 1996. Nela, o personagem tem uma participação emblemática e muito importante. Abaixo, uma imagem do super herói apresentada na HQ em questão:




Agora chegamos num momento ímpar do super herói, uma vez que está prestes a estrear, nos cinemas, o filme "Shazam", onde o âmago do personagem "Capitão Marvel" será apresentado em toda a sua ótima história (já que mostrará a origem do personagem). Segue abaixo o super herói (como se mostra no filme):


E que isso faça com que o nosso "Capitão Marvel", agora com seu próprio filme, tenha, cada vez, a exposição que merece. Ainda mais se tivermos em vista tudo pelo qual ele passou, nos seus quase 80 anos de "vida", e em como tudo isso - mesmo podendo lançá-lo num esquecimento completo - acabou por fortalecer sua aura cada vez mais. E olhem que sua força ainda é extremamente presente. Posso ser suspeito, já que nunca gostei do "Superman" , sendo muito mais adepto do "Capitão Marvel". Então, gritemos todos: SHAZAM!!!

quarta-feira, 6 de março de 2019

Contracultura: uma narrativa.


A Contracultura foi um movimento cultural e artístico ocorrido, em especial, no decorrer dos Anos 1960. Ele ocorreu em diversas vertentes das Artes, e este artigo se presta a fazer um resumo do que o movimento foi, bem como em quais tipos de arte ele foi presente. Assim sendo, veremos tudo isso à seguir:

_._x-X-x_._


Na Literatura:

Contracultura praticamente nasce no âmbito da Literatura, em especial ao que foi produzido por escritores do final dos Anos 1950 e do princípio dos Anos 1960 (e que ficaram conhecidos como "Geração Beat"), sendo que, dentre eles, os principais foram: Jack Kerouac, Allen Ginsberg e William S. Burroughs. E, respectivamente, as obras principais de cada um deles - "On the Road" ("Na Estrada"), "Howl" ("Uivo"), e "Naked Lunch" ("Almoço Nu") - acabam por tornarem-se livros de cabeceira da própria "Geração Beat" - ou "beatniks" (como também eram conhecidos) - acabarão sendo os inspiradores, em muitos sentidos, do próprio Movimento "Hippie" (que ocorrerá, como parte também da Contracultura, mais adiante).




Na Música:



A trilha sonora da Contracultura foi, basicamente, o Rock'n'Roll, sendo que as grandes bandas de rock, por todos os Anos 1960 e Anos 1970, tinham em seu cerne, elementos da própria Contracultura, podendo dizer que ajudaram a criar e faziam parte da mesma. E este é o caso de uma extensa lista de bandas e cantores, tais como: The Doors, Jefferson Airplane, Janis Joplin, Deep Purple, Pink Floyd, Bob Dylan, Jimi Hendrix, Crosby, Stills, Nash and Young, Grateful Dead, Cream, Creedance Clearwater Revival e Led Zeppelin, bem como os Rolling Stones, e até mesmo os Beatles (cujo nome deriva dos escritores "beats"). O ponto alto dessa "dobradinha" Contracultura/Rock'n'Roll viria a acontecer no Festival de Woodstock - cujos 50 anos irão se completar em agosto próximo [aguardem artigo sobre Woodstock, especificamente, aqui no blog "Histérica História", em agosto de 2019] - que aconteceu em agosto de 1969, sendo até hoje considerado o maior festival de rock de todos os tempos. E, por ter acontecido no auge do movimento da Contracultura, essa aura só tendeu a aumentar, com o passar do tempo...




Nas Artes Plásticas:

A Contracultura permeou toda a cultura de seu tempo, inclusive as Artes Plásticas. Vários pintores e escultores "beberam de sua água", e, dentre estes, o que mais se destacou foi o artista plástico norte-americano Andy Warhol, que acabou - se utilizando da Contracultura como pano de fundo - criando uma nova escola artística (muito influenciada pela publicidade, já que Warhol começou como artista publicitário), e que ficou conhecida como "Pop Art", utilizando-se de ícones do cinema e da música, bem como dos próprios produtos da publicidade, como inspiração para suas obras de arte (sempre se utilizando muito do design gráfico, da serigrafia e de outras fontes "menos nobres" de arte para, assim, dar vida às suas criações artísticas). Pop puro e contracultural até a medula!! 



Nas Histórias em Quadrinhos:

Já na área das Histórias em Quadrinhos, a Contracultura acabou dando vazão à criatividade de uma nova gama de quadrinistas que acabaram criando o que ficou conhecido como o movimento dos Comix, nos Estados Unidos da América. Isso consistia em se criar HQ's mais adultas, com temáticas mais afeitas ao lema do "Sexo, Drogas e Rock'n'Roll" (em contrapartida aos quadrinhos mais comerciais - e mesmo os de temática infantil - cujo nome era, mais comumente, conhecido por Comics). Vários grandes nomes dos quadrinhos e muitas ótimas revistas de Comix apareceram nesse momento, tais como: Harvey Kurtzman, criador da revista MAD, e Robert Crumb (com seus personagens: Fritz, the Cat e Mr. Natural), e Gilbert Shelton (com seus personagens: The Fabulous Furry Freak Brothers), com muitas de suas histórias sendo publicadas em revistas como a ZAP Comix (criada por Crumb). Estas publicações e quadrinistas inspiraram as HQ's undergrounds por todo o mundo (inclusive no Brasil, com publicações como a Chiclete com Banana, de Angeli).






















E aqui no Brasil:



Contracultura inspirou artistas de várias áreas, também aqui no Brasil. E, como marca maior da Contracultura tupiniquim, podemos citar o movimento musical - mas não somente dessa área artística - da Tropicália, ocorrido no final dos Anos 1960. Pra conhecer melhor esse movimento, acesse o link abaixo, e leia um artigo desse mesmo blog - "Histérica História" - sobre este assunto:

_._x-X-x_._

Espero que tenham curtido essa espécie de "resumão" do que foi o movimento da Contracultura. E, pra não fugirmos do assunto, nunca é demais gritarmos um de seus lemas mais inspirados: "Make love, not war!!!"...