domingo, 7 de abril de 2019

Conheça os antigos nomes das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro


Bandeira da cidade de São Paulo.


Bandeira da cidade do Rio de Janeiro.

É intenção deste artigo mostrar uma curiosidade sobre as duas maiores cidades brasileiras: São Paulo e Rio de Janeiro. E, sendo decorrentes de suas histórias, iremos analisar - e apreciar - algumas coisas relacionadas ao passado das mesmas (em especial, a momentos referentes à fundação das duas cidades). E, começando com uma dessas curiosidades, saibam que, por muito tempo, elas eram conhecidas por nomes um tanto diferentes, já que se chamavam, respectivamente: São Paulo de Piratininga e São Sebastião do Rio de Janeiro. Vamos aos fatos, portanto...

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São Paulo de Piratininga 


A história da fundação da vila de São Paulo de Piratininga está, desde o início, ligada as vidas dos três personagens mais básicos da nossa colonização: os portugueses colonizadores, os jesuítas europeus e os indígenas. Isso porque, no decorrer do século XVI - no início da colonização portuguesa - as cidades foram todas sendo fundadas no litoral. No litoral do atual estado de São Paulo, já existiam, por exemplo, as vilas de Cananeia (1531), São Vicente (1532), e Itanhaém (1532). Porém, com a chegada dos jesuítas, em busca da sonhada catequização dos "gentios" (como chamavam os índios), começaram a notar que o contato com os portugueses havia corrompido os índios, tornando-os seres já não tão puros assim.

Sabendo da existência de um pequeno povoado, no topo da grande muralha de pedra, que era uma barreira natural - estamos falando da Serra do Mar, que naquele ponto chega bem próxima do litoral e do mar - e que havia pelo menos um europeu entre eles, o padre Manoel da Nóbrega, como líder, e alguns jesuítas, subiram o abrupto penhasco e, quando chegaram ao dito povoado - chamado, há época, de Santo André da Borda do Campo (sendo este "Campo" uma referência ao grande descampado que se estendia no topo da serra, um planalto que era chamado pelos indígenas de "Campos de Piratininga") -  encontraram uma vila - mais para uma aldeia indígena - onde habitava um português, de nome João Ramalho, que havia chegado ao Brasil, segundo muitos dizem, antes mesmo de Pedro Álvares Cabral (possivelmente vindo dar no litoral do atual estado de São Paulo devido algum naufrágio). E, sendo que Ramalho já estava totalmente à vontade entre os índios, andando nu e sendo casado com diversas índias (dentre elas, Bartira, filha do cacique daquela aldeia), essas atitudes desse misterioso português logo foram de encontro com os rígidos desígnios dos jesuítas; porém, para conseguirem o que queriam - criar um povoado ali, no cume da serra, nos chamados "Campos de Piratininga" - eles necessitariam de algum tipo de apoio, tanto de João Ramalho, quanto de seus aliados indígenas (em especial, de seu "sogro", o cacique Tibiriçá). E lá foi o padre Manoel da Nóbrega e seus subordinados - dentre eles um noviço espanhol, recém-chegado, de nome José de Anchieta - fundar um colégio, para aulas de gramática, de matemática e, principalmente, de ensino religioso, aos seus alunos indígenas, convertendo muitos deles, inclusive o próprio cacique, mas sempre com dissabores, discussões e brigas com o também considerado chefe João Ramalho.

A fundação foi feita num pequeno morro, um platô de área quase triangular, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí - o hoje chamado "Triângulo Histórico" - em 25 de janeiro de 1554, e nomeado como "Colégio de São Paulo" (já que o dia 25 de janeiro fora instituído pela Igreja Católica Apostólica Romana como sendo o dia da "Conversão de São Paulo a apóstolo"), dando, assim, o nome pelo qual a vila que foi se formando em seu entorno foi sendo conhecida. Porém, ela era chamada de "São Paulo de Piratininga", já que a própria região já tinha esse nome. Do tupi, "piratininga" quer dizer "peixe seco"; porém, não se sabe se esse nome veio do fato dos índios deixarem os peixes à secar, às margens do rio Tamanduateí, ou se era uma alcunha dada ao próprio João Ramalho - que pode ser considerado, por diversas razões diferentes, uma espécie de "patriarca" dos paulistanos e dos paulistas - já que os indígenas o viram chegar à praia, vindo do mar, num pequeno bote e, como não estava molhado, foi visto como um "piratininga", um "peixe seco". Seja qual for a origem do nome, através dos séculos ele foi sendo esquecido e a vila, a cidade, a capital do estado, e, por fim, a grande metrópole e megalópole, que foi se formando no entorno do antigo Colégio, é hoje conhecida, somente, pelo nome de São Paulo.

Porém, diferente do que aconteceu com o Rio de Janeiro - que já ganhara importância como capital desde o século XVIII - a São Paulo de Piratininga manteve-se, por um grande período de tempo, nada importante. Vir para essa "cidade" era como ser degredado - entre os séculos XVI e XVIII, e mesmo até o primeiro quarto do século XIX - ou como ser mandado para o fim do mundo. Era uma sociedade mais próxima do indígena que do europeu (é só ver a nomenclatura de locais da cidade, como Anhangabaú, Ibirapuera e Tietê, para citarmos poucos exemplos), e a cultura era a do caipira, essa mescla do português e do indígena. Somente do segundo quartel do século XIX, a cidade de São Paulo começa a ganhar importância, com a fundação de uma Faculdade de Direito e é nomeada a "Imperial Cidade" - devido ter sido em São Paulo, com o "Grito do Ipiranga", que ocorre a Independência do Brasil. E, no decorrer do século XIX começa a tornar-se de suma importância devido à lavoura cafeeira, e, já no início do século XX, se torna o destino de muitos imigrantes, que afluem à cidade para fazer parte de sua industrialização, mantendo - mais uma vez - São Paulo como uma espécie de capital financeira do Brasil.





São Sebastião do Rio de Janeiro


A história da fundação da vila de São Sebastião do Rio de Janeiro tem algumas peculiaridades, como vocês verão no decorrer deste texto. Nela temos outros atores na ação e alguns que já conhecemos: os colonizadores portugueses e os indígenas, acrescidos de colonizadores franceses (como novos personagens da história). Bem, vamos à ela. Tudo começa em 1502, quando portugueses - mandados em uma missão de reconhecimento do imenso território, descoberto e tomado posse por Portugal há meros 2 anos atrás - encontram, no mês de janeiro de 1502, a "Baía de Guanabara" e, erroneamente, a consideram como sendo a foz de um rio, que foi batizado de Rio de Janeiro. Mas, como os portugueses ainda tinham poucos colonizadores no grande litoral do território recém descoberto (algum tipo de povoamento, ainda muito pífio, na região de Salvador, no atual estado da Bahia, e em São Vicente, no litoral sul do atual estado de São Paulo), os franceses - querendo entrar para o rol de Estados europeus descobridores e colonizadores de novas terras - estabeleceram um pequeno povoamento, em duas ilhas da "Baía de Guanabara", nas atuais ilha Villegaignon e ilha do Governador - na região da atual praia do Flamengo, dando o nome ao "empreendimento" de "França Antártica" (isso em meados do século XVI).

Foi quando, após a chegada do terceiro Governador-Geral português, Mem de Sá, em 1558, começou-se ações no sentido de estabelecer-se, de fato, na região da atual cidade do Rio de Janeiro. Une-se aos jesuítas e, contando também com o apoio de tribos inimigas. conseguem vencer os ferozes tamoios. Sendo estes últimos os principais aliados dos franceses, abre-se uma chance de expulsá-los da região de uma vez por todas. Para isso, Mem de Sá coloca no comando dos batalhões seu sobrinho, Estácio de Sá (que, assim, tem seu nome ligado à historia do Rio de Janeiro para sempre). Após muitas batalhas, entrincheirados próximos ao sopé do morro do "Pão de Açúcar", onde iniciaram as primeiras fundações para a cidade que ali estava se criando, à fundaram, oficialmente, no dia 1.º de março de 1565, sendo ela nomeada como São Sebastião do Rio de Janeiro, já com um padroeiro (até os nossos dias), para abençoá-la, bem como sendo também uma homenagem ao rei, Dom Sebastião I, então o rei de Portugal. Porém, devido à uma segurança mais concisa, o povoamento foi sendo transferido para a região do "Morro do Castelo", e, com isso, a cidade do Rio de Janeiro (como foi ficando conhecida, desde muito cedo, deixando o "São Sebastião" somente como padroeiro da cidade, mesmo), foi se formando no entorno desse morro - o que seria, atualmente, a região de Botafogo.

E a importância da cidade só foi crescendo, tornando-se o principal porto da colônia - para o escoamento do açúcar, depois do ouro vindo da região das "Minas Geraes", bem como o local de chegada dos escravos negros vindos da África - chegando a tornar-se a capital da colônia (desbancando a cidade de Salvador), em 1763 - tendo também se tornado a capital do império português, em 1808 (com a vinda da família real portuguesa para a sua colônia), bem como foi, também, a capital do Império do Brasil, após a Independência do Brasil, em 1822, mantendo-se capital do Brasil, após a Proclamação da República, em 1889, tendo perdido esse status somente em 1960, com a fundação de Brasília (e a posterior transferência do poder para esta nova capital). Ademais tudo isso, o Rio de Janeiro foi mudando muito no decorrer de sua história, tendo, como maior exemplo disso, o próprio "Morro do Castelo", que teve o castelo demolido, e o próprio morro, que foi sendo arrasado, escavado e transformado num grande aterro (como parte das mudanças urbanísticas ocorridas na cidade nos primeiros anos do século XX). 




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E, cada uma a sua maneira, essas duas cidades mantiveram-se extremamente importantes para o Brasil, como capitais econômicas, políticas e turísticas, e que, cada uma a sua maneira, ditam muito do que o nosso país é (bem como, também, no âmbito internacional). Espero que tenham gostado dessa nossa viagem histórica, tanto quanto eu gostei de escrevê-la...


sábado, 30 de março de 2019

Os Ditadores mais influentes - e sanguinários - da História, para o mau ou para o mal...


Este artigo mostrará - com breves resumos dos vários ditadores aqui apresentados, enumerados de forma cronológica - tentando mostrar as causas da importância (se é que existir um ditador, seja onde for e por qual motivo seja, tem algum tipo de importância), ou mesmo do inusitado, de seus regimes ditatoriais (desses 20 governantes ditatoriais e totalitários), mostrando os legados que possam ter deixado (em sua grande maioria, péssimos legados, lógico). Para tanto, passaremos por muitos outros fatos históricos (no qual faremos uma espécie de link com cada um dos ditadores analizados). Vamos a eles, então...


1) Benito Mussolini Itália (Ditador do regime Fascista

Período no poder: 1922 a 1945






Foi o "homem-forte" da Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Antes era um jornalista que pregava ideias de nacionalismo exacerbado, dizendo que os italianos tinham que fazer um retorno às grandezas do Império Romano (quando os romanos - os italianos de então - dominaram o mundo). Subiu ao poder com um pseudo-golpe - onde assustou o governo da Itália com uma passeata de sua "guarda pessoal", os chamados Camisas Negras, que passou para a posteridade como a Marcha sobre Roma. Após este incidente, o governo italiano o chamou para ajudar a compor o governo, quando foi chamado a ser o Primeiro-Ministro, alcançando, assim, a maioria parlamentar e, pouco a pouco, o poder absoluto, tornando-se o "Duce" italiano (algo como o "grande chefe"). Foi o maior aliado de Hitler durante o conflito mundial, porém não estava tão pronto para a guerra quanto seu par austríaco/alemão, tendo que sair da guerra bem antes do que dizia, não atingindo novamente o poder e o tamanho do Império Romano (como dizia que faria), sendo preso (e libertado por uma missão secreta alemã), e, por fim, tendo que fazer uma tentativa de fuga mal sucedida, que acabou com sua captura - pelo próprio povo do norte da Itália - e morte, por linchamento (juntamente com sua amante), onde, após a morte, tiveram seus corpos atacados e violados, já que estavam expostos em praça pública.



2) Josef Stálin U.R.S.S. (Ditador do regime Comunista Soviético


Período no poder: 1929 a 1953






Após a morte de Lênin, houve um racha entre seus possíveis sucessores, Trotsky e Stálin. Ela era, na verdade, um embate de duas ideologias: a da "revolução permanente" (de Trotsky), que achava que a revolução comunista deveria ser 'exportada' para outras localidades; e da da "revolução de um só país" (de Stálin), que achava que a revolução devia ficar somente na U.R.S.S. (e cuidar da revolução somente para a Rússia e as outras repúblicas socialistas e soviéticas, já que a U.R.S.S. é uma união delas todas). Ganhou a ideia de Stálin, e Trotsky foi perseguido pelo ex-companheiro de revolução. Com seus Planos Quinquenais, Stálin conseguiu levar modernidade à indústria e à agricultura soviética (porém, com um custo altíssimo para a população russa, fossem os operários, fossem os camponeses). Tinha a alcunha de "Homem de Aço", e mostrou o porquê disso durante a Segunda Guerra Mundial, quando auxiliou os Aliados a derrotarem o nazismo de Hitler. E, logo após o seu término, levou a U.R.S.S. a tornar-se uma das potências mundiais, acirrando o embate da Guerra Fria contra os E.U.A., levando-o a outros patamares.



3) Antonio Salazar Portugal (Ditador do regime Salazarista


Período no poder: 1932 a 1968





A carreira longeva de Antonio Salazar como ditador - com o cargo de "Presidente do Conselho de Ministros" - deve-se ao sucesso da instauração do regime totalitário denominado Estado Novo, em Portugal. Ela foi uma ditadura autoritária e de viés autocrata, que perdurou por 41 anos (de 1933 à 1974). E, nela, a figura de maior destaque sempre foi o próprio Antonio Salazar - vindo daí a denominação genérica de salazarismo para o regime. Também ficou conhecida, por Historiadores, como a Segunda República Portuguesa. Através de uma grande Censura e da doutrinação de Estado fez um governo extremamente rígido, com um policiamento social e político muito eficaz. Foi destituído em 1968, porém o Estado Novo só foi deposto com a Revolução dos Cravos, em 1974.



4) Adolf Hitler Alemanha (Ditador do regime Nazista


Período no poder: 1933 a 1945






Foi também o grande "homem-forte", e o grande ditador, da Alemanha - dizendo que iria instaurar o chamado "Terceiro Reich" alemão - com um discurso que conclamava os alemães a lutarem (junto com o seu governo), por uma grande Alemanha, que iria buscar o seu chamado "espaço vital". Diferente de seu par italiano, Hitler alçou ao poder de forma legal e constitucional (já que foi levado ao governo, inicialmente como Chanceler (o Primeiro-Ministro alemão), devido o seu partido ter conseguido maioria no Reichtag (o Parlamento alemão). Após isso, pouco a pouco foi ganhando cada vez mais poder, tornando-se, mais tarde, o "Führer" (algo como "o chefe"). Foi o grande comandante alemão durante toda a Segunda Guerra Mundial. Sob suas ordens, criou-se uma grande máquina de guerra que dominou quase toda a Europa continental - entre 1939 e 1941 - e que só foi barrada com a entrada dos Estados Unidos da América no conflito (após o malfadado ataque japonês à Pearl Harbor, no final de 1941), fazendo com que se entrasse em uma nova fase da guerra, o avanço aliado - entre 1942 e 1945 - onde os Aliados deram uma boa virada no jogo da guerra contra o Eixo. Durante seu comando da guerra, foram implantados absurdos como "campos de concentração" (com trabalho escravo, por exemplo), e a chamada "solução final" (que levou ao Holocausto dos judeus, onde milhões perderam suas vidas). Ao sentir que a guerra havia acabado para a sua Alemanha - quando os russos já chegavam ao seu 'bunker', onde ele estava escondido - ocorreu o suicídio de Hitler, quando este matou-se com um tiro, em 30 de abril de 1945. Dias depois, a Alemanha se rendeu, incondicionalmente...



5) Anastasio Somoza Nicarágua (Ditador totalitário


Período no poder: 1936 a 1956





Um dos grandes ditadores da América Central (e o maior que a Nicarágua já teve), Anastasio Somoza alçou o poder ao participar de um golpe - uma revolução liberal - e, mesmo tendo tido uma pífia participação no desenrolar militar do movimento, acabou ganhando certa notoriedade (em muito devido a sua fluência no inglês, já que eram os E.U.A. que intermediavam as negociações do "cessar fogo"). Por sua ligação com os mentores da revolução - o revolucionário Juan Bautista Sacasa era tio de sua esposa - aos poucos Anastasio Somoza foi se impondo como um dos líderes da revolução dentro do governo, tendo para isso muita sagacidade, tendo, por exemplo, alçado, rapidamente (para um militar considerado somente como "regular"), nos postos da nova "Guarda Nacional Nicaraguense", que então estava sendo organizada pelos E.U.A., fazendo com que, mais adiante, quando houve um embate de seis anos entre as forças do governo - lideradas por Somoza - e os guerrilheiros liderados pelo general Sandino - os chamados "sandinistas" - que se tornou uma sangrenta guerra civil. Ao término dos combates, em 1934, Sandino foi assassinado e, após muita pressão de Somoza, em 1936, o então presidente, Sacasa - aquele que era tio de sua mulher - foi forçado a renunciar. Iniciava-se, assim, a ditadura "somozista", que durou até 1956, quando ele foi assassinado, prestes a completar duas décadas no poder. Porém, deixou um forte legado, uma vez que acabou sendo eleito pelo seu filho, Luís Somoza



6) Francisco Franco Espanha (Ditador do regime Franquista


Período no poder: 1936 a 1975






Foi outro dos grandes ditadores europeus - de extrema-direita - do período do "Entre-Guerras" (juntamente com Hitler Mussolini), tendo sido um general insurgente da Guerra Civil Espanhola, iniciada em 1936. Porém, não se envolveu na Segunda Guerra Mundial, tendo sido - somente e na realidade - auxiliado por Hitler, bem como acabou auxiliando o mesmo pouco antes da eclosão da guerra. Explicando: foi auxiliado, pois foi Hitler e sua máquina de guerra quem o ajudou a ganhar a Guerra Civil Espanhola, e o auxiliou também, pois, com isso, Hitler pode ter uma espécie de "ensaio geral", uma espécie de treino para o que seu exército, que logo iria passar pelos inúmeros embates da própria Segunda Guerra Mundial. É considerado um dos governantes mais odiados e execrados, pela grande maioria, de toda a história da Espanha



7) Getúlio Vargas Brasil (Ditador do regime do Estado Novo


Período no poder: 1937 a 1945






É o personagem mais controverso - já que é, ora amado, ora odiado - da história da república brasileira. Subiu ao poder no golpe da chamada Revolução de 1930 (que pôs fim ao período conhecido por "República Velha"). Foi o chefe do "Governo Provisório" - de 1930 a 1934 - e, assim, enfrentou a Revolução Constitucionalista de 1932; e, quando foi convocada a Assembleia Constituinte de 1933 (que promulgou a nova Constituição de 1934), foi eleito, de forma indireta, Presidente do "Governo Constitucional" - de 1934 a 1937 - enfrentando, dessa maneira, a Intentona Comunista de 1935; e, mais ainda, quando faltava 1 ano pras novas eleições, alegando um golpe comunista (o chamado Plano Cohen), ele próprio deu um golpe, instaurando a ditadura do "Estado Novo" - de 1937 a 1945 - sendo deposto após o término da Segunda Guerra Mundial (onde se entrou do lados dos Aliados, mesmo sendo o ditador que era, e de sua grande admiração por seus pares europeus, como Mussolini Hitler). Mostrando sua força política, mesmo deposto acabou por eleger o seu sucessor, o general Eurico Gaspar Dutra; após esse governo, foi eleito, dessa vez pelo voto direto, para ser Presidente do chamado "Governo Democrático ou Populista" - de 1951 a 1954 - terminando seu mandato um anos antes, devido a acusações de corrupção, perseguição a desafetos políticos e outros desmandos. Acabou seu mandato - e sua história na política brasileira - no episódio do suicídio de Vargas, quando se matou com um tiro no peito (na manhã do dia 24 de agosto de 1954). Para uns esse seu ato jogou o Brasil numa grave crise política, e, para outros, isso foi um sacrifício pessoal que impediu - ou, na verdade, atrasou - a tomada de poder pelo golpe militar em 10 anos...


8) Kim Il-sung Coreia do Norte (Ditador do regime Comunista Norte-Coreano


Período no poder: 1948 a 1994





É o governante-mor da Coreia do Norte, desde sua criação, em 1948, até sua morte, em 1994, tendo exercido seu poder em dois "estágios" (ou cargos), sendo eles: como primeiro-ministro, de 1948 a 1972, e como presidente, de 1972 até sua morte em 1994 (ou seja, ficou no poder por 46 anos). Foi o responsável pela tomada do poder na região norte da Coreia, bem como pela invasão da região sul-coreana - em 1950 - fato este que levou à chamada Guerra da Coreia (primeiro grande conflito da Guerra Fria, já que os norte-coreanos eram apoiados pela U.R.S.S., ficando a Coreia do Sul com o apoio dos E.U.A.), tendo este conflito durado de 1950 a 1953. Ele terminou com um armistício - sendo, por isso mesmo, dito que a guerra não terminou "de fato, com um tratado de paz, por exemplo" - bem como também a criação de uma "Zona Desmilitarizada" entre as duas Coreias (estando ela no chamado "Paralelo 38"). Após isso, a Coreia do Norte se tornou uma das nações mais fechadas do planeta, adotando a ideologia comunista - e tendo na então U.R.S.S., seu maior parceiro político, econômico e militar - porém, com a "mistura" de uma outra ideologia - essa de cunho de uma antiga "filosofia coreana", o "Junche", que pregava a total autonomia norte-coreana em relação ao mundo externo, o ódio aos E.U.A. (considerado a causa de todos os males impostos à Coreia do Norte), bem como uma imensa idolatria ao seu líder. Não é estranho, portanto, que o poder norte-coreano tenha se tornado hereditário, já que a família Kim detém o poder até hoje (tendo seu filho, Kim Jong-il, o sucedido, seguido por seu neto, Kim Jong-un, o seu atual líder supremo), na ainda fechadíssima Coreia do Norte



9) Mao Tsé-tung China (Ditador do regime Comunista Chinês


Período no poder: 1949 a 1976






Foi o grande líder do comunismo chinês, responsável pela guinada dada pela China em direção à esquerda comunista. Ele havia participado de todo o processo de tomada de poder pelos comunistas - a Revolução Chinesa - que, terminada em 1949, foi, então, proclamada como a República Popular da China. Era chamado de "O Grande Timoreiro" e foi responsável pelo primeiro grande impulso econômico da China, entre 1957 e 1958, chamada por ele mesmo de "O Grande Salto" (e era um imenso incentivo a criação de uma grande agricultura chinesa). Tudo foi se iniciando com uma espécie de 'cópia' dos Planos Quinquenais de Stálin, no período de 1953 a 1958. Mais adiante, seguindo seus próprios planos, foi criado "O Grande Salto Adiante", visando agora uma maior e melhor industrialização. Mais tarde, entre 1966 e 1969, levou a tento a chamada Revolução Cultural, momento em que há uma grande perseguição aos seus desafetos políticos - dentro e fora do Partido Comunista Chinês [PCC] - e onde seu livro de pensamentos (o famoso "Livro Vermelho de Mao") se torna o livro de cabeceira de muitos comunistas pelo mundo afora (inclusive no Brasil dos revolucionários da "luta armada contra a ditadura"). Na década seguinte à Revolução Cultural, Mao Tsé-tung fica bastante doente e acaba sendo posto meio de lado (já que sua sucessão foi sendo decidida ainda durante sua vida). Morreu em 9 de setembro de 1976.



10) Fulgêncio Batista Cuba (Ditador totalitário


Período no poder: 1952 a 1959





Foi um militar que tornou-se presidente de Cuba, entre 1940 e 1944, e, mais tarde volta ao poder com um golpe militar, e se torna ditador - da Cuba dos Anos 1950 - em 1952. Seu governo era extremamente corrupto e um "capacho" dos E.U.A. de todas as maneiras. Tinha um comércio exterior de vendedor de matérias-primas para os norte-americanos - tais como banana e cana-de-açúcar - comprando, depois, os produtos industrializados dos mesmos. Além disso, transformou sua ilha num grande resort de férias para os magnatas industriais, políticos, celebridades e, até mesmo, gangsteres da Máfia, que se divertiam muito em seus bares, cassinos e bordéis, principalmente na capital, Havana. E, enquanto isso, a população cubana padecia de carência de qualidade de vida, fosse social, política ou econômica. Acabou sendo deposto na Revolução Cubana, de 1959, porém, conseguiu fugir antes da chegada dos revolucionários descidos de "Sierra Maestra" - à capital de Cuba, Havana, exilando-se na República Dominicana. Teve uma vida longa, morrendo - aos 72 anos - em 1973, em viagem à Espanha.



11) François Duvalier (Papa Doc) Haiti (Ditador totalitário-satanista


Período no poder: 1957 a 1971





Foi um dos ditadores mais sanguinários da América, tendo dominado o Haiti por 14 anos - e deixando o filho, que seguiu sua cartilha de ditador, mas acabou destituído do poder e morto - e nesse período cometeu muitas atrocidades, amedrontando, dominando e empobrecendo os haitianos (já tão carentes de melhores cuidados). François Duvalier nunca havia mostrado que faria isso tudo ao chegar ao poder. Sua carreira política começou como um médico que passou a atender à população mais carente, na maior parte das vezes, de forma gratuita, tendo sido, por isso mesmo, apelidado de "Papa Doc" - algo como o "Papai Doutor" - sendo quase venerado pelo povo haitiano. E, ao concorrer à presidência, é eleito - mesmo que em eleições um tanto quanto questionadas - e, após sua posse, muda sua personalidade e maneira dócil em um dos ditadores mais arrefecidos que as Américas já viram, no melhor estilo "O Médico e o Monstro" - para nos lembrarmos do(s) personagem(ns) de Robert Louis Stevenson: o Dr. Jekill e Mr. Hyde - transformando o regime numa "caça às bruxas" (com membros de suas guardas secretas em todas as camadas da sociedade), acabando violentamente com toda e qualquer oposição. Amedrontava toda a população com rituais teatrais de vodu, dizendo que havia se tornado imortal e coisas do gênero. Transformou o Haiti numa das nações mais empobrecidas do mundo e era conhecido, no mundo, como o "Diabo do Haiti". Morreu em 1971 e deixou como sucessor seu filho, que seguiu seu reinado de terror: o "Baby Doc".  



12) Nicolae Ceausescu Romênia (Ditador do regime Comunista Romeno


Período no poder: 1965 a 1989





Foi um dos mais cruéis dos líderes do comunismo na Europa Oriental (e que fazia parte dos países da chamada "Cortina de Ferro", ou seja, das nações-satélite da U.R.S.S.), Nicolae Ceausescu foi - como Secretário-Geral do Partido Comunista Romeno, tendo depois adicionado o cargo de Presidente da Romênia - um dos ditadores mais fiéis aos desígnios que vinham de Moscou. Tendo sido o governante durante o auge - e, depois, na decadência - da Guerra Fria, foi implacável com a oposição não-comunista, com o uso de Censura e de uma polícia secreta extremamente brutal, e foi um dos maiores apoiadores da forma como os soviéticos sufocaram os eventos da chamada Primavera de Praga, ocorrida na Checoslováquia, em 1968. Levou a Romênia à uma grande recessão, com carência de gêneros de primeira necessidade, criando uma oposição cada vez maior ao seu governo. Após a Queda do Muro de Berlim, em 1989, sua tentativa de barrar as manifestações que se iniciaram no interior da Romênia - e que acabaram por chegar à capital, Bucareste - fazendo com que os ventos da mudança só fossem alcançados com muita luta e batalhas campais em muitas cidades (sendo que somente na Romênia isso tenha acontecido, diferente dos outros países da "Cortina de Ferro", onde as mudanças foram de formas pacíficas). Ao tentar fugir do país, com sua esposa, foi preso pelo exército - que já havia mudado pro lado dos manifestantes - julgado em um julgamento muito rápido e, em 25 de dezembro de 1989, foi, junto com sua esposa, morto por um pelotão de fuzilamento.



13) Muammar al-Gaddafi (Kadhafi) Líbia (Ditador totalitário-militar


Período no poder: 1969 a 2011





Foi alçado à posição de líder da Líbia através de um golpe de Estado, em 1969, e governou com o cargo de Chefe da Nação. Foi um dos governantes do Oriente Médio - mesmo que a Líbia fique no norte da África, ela é considerada desse bloco - que mais trouxe problemas à política mundial, sendo considerado um dos ditadores que mais apoiaram o terrorismo. Esteve sempre na mira dos E.U.A., e foi uma das ditaduras mais cruéis e duradouras da região. Governou com "mãos de ferro", mantendo os militares sempre ao seu lado, e conseguiu obter alguns momentos onde a economia teve alguns momentos de evolução, porém, devido ao viés totalitário de seu regime - e aos embargos econômicos impostos à Líbia pelos países ocidentais - eles pouco influenciaram seu país (ao menos a longo prazo). Criou uma grande idolatria à sua pessoa, inclusive se utilizando de escritos políticos, como foi o caso do chamado "Livro Verde", onde ele pormenoriza suas tendências políticas - em especial o chamado "Jamahiriya" (algo como: "Estado de massas") - uma de suas formas de dominação da população líbia. Se envolveu em diversos conflitos na região, e, devido à suas posturas, foi sendo cada vez mais alvo de sanções econômicas e militares. Após uma invasão de seu país - devido à suspeitas de seu exército deter armas de destruição em massa - a própria população, com seus muitos opositores ao regime de Kadhafi, começou uma caça ao tirano, que terminou com sua morte, em 2011, baleado quando tentava fugir da Líbia.



14) Idi Amin Dada Uganda (Ditador totalitário-militar


Período no poder: 1971 a 1979





Após lutar ao lado de ingleses, durante o Neocolonialismo, e, quando da independência de muitos dos países africanos, já era major-general do exército de Uganda. E foi com essa patente que ele liderou um golpe de Estado, tornando-se, assim, o novo governante da nova nação, em 1971. Com inúmeras perseguições à oposição, bem como às minorias étnicas, criou um regime de terror dos mais execrados pela comunidade mundial. Foi apoiado por Israel - no início de seu regime (dizendo-se um anti-comunista) - e, mais tarde, pela Líbia, a U.R.S.S. e a Alemanha Oriental - já com uma postura pró-comunismo - e, como a maioria dos ditadores militares, teve ambições expansionistas, atacando a Tanzânia, em 1978 (visando anexar a região de Kagera, no que ficou conhecida como a Guerra Uganda-Tanzânia, que ocorreu entre 1978 e 1979), sendo este o momento que militares opositores ao seu governo o depuseram. Conseguiu fugir, instalando-se primeiro na Líbia, e depois na Arábia Saudita, onde morreu, em 2003.



15) Augusto Pinochet Chile (Ditador totalitário-militar


Período no poder: 1973 a 1990





Foi um dos grandes ícones como ditador militar para seus pares. Iniciou sua ditadura militar com um cruel golpe de Estado, onde, em 11 de setembro de 1973, derrubou o então presidente - o socialista Salvador Allende - do poder (sendo o mesmo encontrado morto em seu gabinete, tendo a versão oficial dito que ele havia se suicidado, e a oposição jurando que fora assassinado). Seu governo é, até hoje, muito controverso no Chile, pois, se por um lado ele fez com que a economia chilena melhorasse (chegando ao final dos Anos 1980 como uma das economias mais estáveis da América do Sul), por outro lado a sua ditadura foi das mais sanguinárias, tendo na perseguição desumana à oposição sua "marca registrada". Mesmo não tendo se mantido tanto tempo assim no poder do Chile - governou por 16 anos - teve uma pós-derrubada muito tranquila, uma vez que se tornou senador vitalício (cargo que ele mesmo criou para si, para ser exercido quando saísse da presidência). Mesmo tendo sido levado à julgamento por seus crimes contra a humanidade, acabou tendo penas irrelevantes, em muito devido à sua já avançada idade.



16) Ruhollah Khomeini Irã (Ditador totalitário-teocrático


Período no poder: 1979 a 1989





Foi o grande líder da chamada Revolução Iraniana, ocorrida em 1979, onde se derrubou um monarca iraniano - o xá Reza Pahlavi - sendo, assim, alçado ao poder total no Irã - instaurando uma república islâmica - uma vez que era aiatolá (um misto de líder político e religioso). Tão logo chegou ao poder, acabou por levar toda a região do Oriente Médio à um crescente sentimento de medo político-militar - e toda a sua população à uma grande mudança social e religiosa, impondo rígidas regras de conduta a todos, em especial às mulheres. Uma das consequências de sua subida ao poder - e da própria Revolução Iraniana - foi a eclosão da chamada Guerra Irã-Iraque, quando outro ditador, Saddam Hussein, o então mandatário do Iraque, invadiu o Irã (seu país vizinho), em 1980, de olho em suas reservas de petróleo. A guerra foi uma carnificina sem fim, execrada pela comunidade internacional, e acabou - numa espécie de "empate técnico" - sem grandes ganhos para as duas partes, em 1988. O aiatolá Khomeini se manteve no poder até sua morte, ocorrida em 1989.



17) Saddam Hussein Iraque (Ditador totalitário-militar


Período no poder: 1979 a 2003





Foi um militar que, no início de carreira, acabou por ser incumbido de trabalhos sujos, como assassinatos, atentados e torturas, tendo como mandantes os líderes do "Partido Socialista Árabe Ba'ath". Após o crescimento do partido, Saddam participou do golpe de 1968, e depois foi crescendo dentro das fileiras do partido - que passou a se chamar, somente, "Partido Ba'ath" - sempre fazendo os trabalhos de cunho mais violento. Diferente de outros ditadores, Saddam Hussein veio das organizações violentas de seu partido, e nunca isso o deixou mal de alguma forma; mas, muito pelo contrário, ele tinha prazer nas torturas e assassinatos que lhe foram atribuídos, tornando-se o chefe do braço armado do dirigente do Iraque, bem como o vice-presidente do sempre doente Ahmed Hassan al-Bakr. Daí, quando da morte do presidente, Saddam Hussein torna-se, em 1979, o mandatário da nação, agindo como um ditador desde o início. Nacionalizou o petróleo e, com seus ganhos, financiou muitas guerras, tais como: a Guerra Irã-Iraque, a Guerra do Golfo e, já na década de 1990, a Guerra do Kuwait. Fez com que o Iraque sofresse sanções econômicas durante praticamente todo seu período no poder. Após o Atentado do 11 de Setembro, em 2001, foi acusado de acobertar membros da Al'Qaeda e de ter ligações com a organização terrorista. Com isso, o Iraque foi invadido por uma coligação dos E.U.A. e do Reino Unido, em 2003, e, após muitas buscas, prenderam Saddam Hussein, e o levaram a julgamento. Condenado, foi enforcado no final do ano de 2006.



18) Robert Mugabe Zimbábue (Ditador totalitário


Período no poder: 1980 a 2017





Foi líder do Zimbábue - primeiro, como Primeiro-Ministro (de 1980 a 1987), e depois, como Presidente (de 1987 a 2017) - sendo, na prática, o pleno ditador por 37 anos. Governou com extrema violência, utilizando-se de violações aos Direitos Humanos como uma constante, trazendo várias sanções da comunidade internacional contra seu país. Seu regime é muito ambíguo, até mesmo para o povo do Zimbábue, uma vez que ele é considerado, por alguns, um herói que ajudou a libertar o país das garras do Neocolonialismo, sendo um dos líderes da luta pela independência do Zimbábue frente à Inglaterra (que era a dona dessa antiga colonia africana); por outro lado, muitos o consideram um ditador sanguinário, que governava com violência e que levou sua nação quase à falência, com problemas econômicos enormes. Talvez por alguns desses motivos - ou por todos eles - Robert Mugabe foi afastado do poder, em 2017, pelos militares do Zimbábue.



19) Hugo Chávez Venezuela (Ditador do regime Bolivariano


Período no poder: 1999 a 2013





Hugo Chávez, um oficial do exército venezuelano, despontou no cenário político de seu país no início dos Anos 1990, e tentou tomar o poder na Venezuela, em 1992, sendo mal-sucedido em seu intento. Após isso, fundou uma organização, o "Movimento Quinta República", pregando uma luta contra a pobreza e a má gestão do país. Em 1998 elegeu-se presidente da Venezuela, iniciando seu mandato em 1999. Sua eleição acabou com um pacto que existia há 40 anos - e que, praticamente, dividia o poder entre os três maiores partidos venezuelanos - levando ao poder o seu pequeno partido, que, fundido a outros partidos de esquerda, tornou-se o "Partido Socialista Unido da Venezuela - PSUV". Sofreu uma tentativa de golpe de Estado, em 2002, porém, conseguiu se manter no poder e, através de um referendo à nação, o mantiveram na presidência. Isso fez com que seu poder e o apoio ao seu governo aumentassem significativamente, levando Hugo Chávez à iniciar uma guinada rumo à sua "Ditadura Bolivariana" na Venezuela, utilizando-se de sua grande capacidade oratória para criticar, em seus discursos, o capitalismo e os E.U.A., sempre com um viés anti-imperialista. Teve muito apoio popular, porém, era bastante criticado pela oposição - que foi muito perseguida após a tentativa de golpe de 2002 - e pela comunidade internacional. Mas, mesmo se tornando cada vez mais autoritário, sua ideologia foi ganhando cada vez mais adeptos, levando à um "racha", à uma bipolaridade política cada vez maior na Venezuela. Mudou a constituição venezuelana, possibilitando a reeleição indefinidamente, elegendo-se, em 2006, para um inédito terceiro mandato como presidente da Venezuela (em eleições que foram consideradas, por muitos - dentro e fora do país - fraudulentas). Devido a um câncer, morreu em 2013, tendo assumido o poder o vice-presidente, Nicolás Maduro, que manteve os preceitos da "Doutrina Bolivariana" de governo, e continuando a derrocada econômica venezuelana, bem como, também, os mandos e desmandos dignos de um ditador. Num impasse que já dura anos, o mundo assiste à uma Venezuela cada vez mais pobre - tornou-se comum a fuga de exilados políticos venezuelanos para países vizinhos, em especial para o Brasil - violenta e politicamente dividida (uma vez que, atualmente, existe o embate do presidente-ditador Maduro com a oposição, capitaneada por Juan Guaidó, que, como presidente da "Assembléia Nacional da Venezuela", se autodeclarou presidente venezuelano, tendo o apoio de muitas nações). Agora é seguirmos os acontecimentos para vermos onde tudo isso levará a Venezuela.



20) Bashar al-Assad Síria (Ditador totalitário


Período no poder: 2000 até nossos dias





É o líder da Síria - com a junção dos cargos de Presidente sírio e de Secretário Geral do "Partido Baath" - atuando, na realidade, como ditador totalitário do país, tendo ganho este posto de seu pai, Hafez al-Assad, que foi o chefe máximo da Síria por 30 anos. Seu governo é muito questionado pelas autoridades internacionais devido às suas perseguições - à oposição e à minorias étnicas - e sua política armamentista, que deixa extremamente preocupados os outros países da região e as nações ocidentais (em especial, os europeus, devido a proximidade da Síria em relação à Europa). Está sempre na pauta da "Organização das Nações Unidas - ONU" - bem como da "Organização do Tratado do Atlântico Norte - OTAN" - quando o assunto é o arsenal de armas de destruição em massa, já que é avesso à inspeções internacionais. Em 2011, iniciou-se uma terrível Guerra Civil - que perdura até os nossos dias - onde Bashar al-Assad foi acusado, em alguns momentos, de ter usado armas banidas pela comunidade internacional - como as armas químicas - contra sua própria população. Seu governo de terror segue, firme e forte, sem nenhum ar de mudança nos horizontes (ao menos a curto prazo). Isso nos demonstra que ditadores parecem sempre ter existido durante a História, e, infelizmente, ainda andam por aí, aprontando suas atrocidades (e, na maioria das vezes, impunemente). Triste, mas é a realidade!!


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Espero que tenham gostado desse artigo, com esta lista de ditadores. E, caso queiram ler mais artigos nesse formato - de lista - segue abaixo o link de mais 3 artigos-listas, com, respectivamente, os Papas, os Reis e Imperadores e os Políticos mais influentes da História:




Os Reis e Imperadores mais influentes da História


Os Políticos mais influentes da História


Então, aproveite este artigo para conhecer mais personagens históricos interessantes e suas inusitadas histórias. Vai lá e tenha uma boa viagem!!!