sexta-feira, 26 de julho de 2019

Os 50 anos do primeiro pouso na Lua


Este mês, no último dia 20 de julho, completou-se os 50 anos do momento  em que a humanidade fez seu primeiro contato fora de seu planeta natal, isso ocorrendo no ato do primeiro pouso, seguido da caminhada do primeiro homem na Lua - o astronauta Neil Armstrong - seguido por seu colega de missão, pouco tempo depois - sendo ele Edwin "Buzz" Aldrin. Eles dois fizeram seu pouso no módulo lunar (chamado  de "Águia"), enquanto o terceiro astronauta da equipe - Michael Collins - orbitava a Lua, a espera do retorno dos outros dois colegas, em seu módulo de comando (sendo este  chamado de "Columbia").

[Abaixo: foto oficial da tripulação da Apollo XI, com: Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin "Buzz" Aldrin]




Tudo começou em fins da década de 1950 - julho de 1958, para sermos mais exatos - com a fundação da NASA (National Aeronautics and Space Administration), sendo que a sua criação ocorreu apenas um ano após os russos terem colocado seu primeiro satélite artificial - o Sputnik I - em órbita da Terra.




Para uma melhor compreensão de todo o processo da corrida espacial, favor acessar o link abaixo (com um outro artigo deste blog, contendo mais  informações sobre o assunto em questão):


O artigo do link acima mostra como foi acirrada a disputa espacial durante toda a década de 1960. Porém, em 1969, os EUA chega a frente, justamente com a chegada do homem à Lua. Mas isso não foi assim tão fácil, como podemos ver na síntese que apresentarei a seguir:




Tudo começou com o Projeto Mercury, - cujo símbolo é apresentado acima - onde se começaram os testes e experimentos que levaram a avanços que possibilitaram os passos seguintes...


Já a próxima etapa dessa saga foi o Projeto Gemini, onde muitos testes relacionados a falta de gravidade após saírem da atmosfera. Também os métodos para acoplagens e caminhadas espaciais.

O PROJETO APOLLO




O Projeto Apollo foi o ápice da Corrida Espacial pelo lado dos EUA. E, adiante, tentaremos explicar - da forma mais sucinta possível - o que ele foi, quais as suas etapas e ao que cada uma delas se deveu...

Começamos por enumerar e explicar as diversas missões Apollo:

- Apollo I: (27/01/1967) Foi a primeira  tentativa real de se mandar homens  à Lua.  Porém, ainda em solo, durante os testes e  simulações bastante realistas das condições de um vôo orbital, devido a um erro primário (com oxigênio à 100 %, uma pequena fagulha incendiou e o módulo de forma extremamente rapida) -  atribuída, à época, à extrema pressão impingida ao programa - ocorreu um acidente que ocasionou a morte dos três astronautas - Virgil "Gus" Grissom, Edward Higgins White II e Roger Bruce Chaffe - que não puderam ser salvos devido outro erro, este na escotilha do módulo, que impossibilitou sua abertura pelo lado de fora.


- Apollo II: Cancelada devido revisão e resolução de problemas técnicos e operacionais.

- Apollo III: Cancelada devido revisão e resolução de problemas técnicos e operacionais.

- Apollo IV: (09/11/1967) Foi um vôo teste para os foguetes e foi não-tripulado. Foi também o início da utilização do foguete Saturno V.

- Apollo V: (22/01/1968) Foi um vôo teste para o módulo lunar e foi não-tripulado.

- Apollo VI: (04/04/1968) Foi um vôo para testes no módulo lunar e foi não-tripulado.

- Apollo VII: (11/10/1968) Foi um  vôo de testes de desacoplagem dos módulos e foi o primeiro vôo tripulado após o acidente da Apollo I. Seus tripulantes eram: Walter Schirra, Donn Eisele e Walter Cunningham. Eles foram dos poucos que não usaram o foguete Saturno V (mas uma versão menor dele). Todos os testes foram na órbita terrestre.

- Apollo VIII:  (21/12/1968) Foi um vôo para testes de desacoplagem dos módulos  e foi o primeiro vôo tripulado com destino a Lua, já que todos os testes seriam feitos na órbita lunar. Seus tripulantes foram: Frank F. Borman, James A. Lovell e William A. Anders. Um dos astronautas leu a passagem do Gênesis, retirado da Bíblia, e foi o momento que o Homem descobriu o chamado "lado oculto da Lua".


- Apollo IX: (03/03/1969) Foi um vôo de teste para utilização do módulo lunar feito em órbita terrestre. Sua tripulação era: James McDivitt, David Scott e Russel Schweickart.

- Apollo X: (18/05/1969) Foi o último vôo de teste para utilização do módulo lunar feito em órbita lunar. Sua tripulação era: Thomas Stafford, John Young e Eugene Cernan.


APOLLO XI e a chegada à Lua




Depois de todos estes testes - e tendo como "dead line" para o término do projeto (a chegada à Lua), o final da década de 1960 - o próximo vôo teria de ser o derradeiro, o vôo onde tudo se decidiria.

O lançamento foi em 16 de julho, 
o vôo demorou pouco mais de quatro dias, tendo a "alunissagem" (já que era uma aterrissagem, porém, não no planeta Terra, mas sim em seu satélite, a Lua), ocorrido em 20 de julho de 1969. Armistrong e Aldrin ficaram na superfície da Lua por meras 2 h e 15 m, trazendo alguns quilos de rochas lunares.

Logo que desceu do módulo lunar, Armistrong disse uma das frases mais célebres  e icônicas da História: "Este é um pequeno passo para o homem, e um salto gigantesco para a humanidade!"


Retornaram a Terra em 24 de julho de 1969, sendo recebidos como heróis. Os EUA haviam ganho a corrida à Lua, mas o Projeto Apollo ainda iria continuar por mais alguns anos. É o que veremos na sequência desse artigo...

As outras missões APOLLO


Após a missão da Apollo XI havia a expectativa de que o Projeto Apollo fosse até a missão Apollo XX, porém, não foi bem o que aconteceu, como pode ser visto a seguir:

- Apollo XII: (14/11/1969) Foi o segundo vôo tripulado à Lua, e teve caráter bem focado no âmbito da experimentação científica. Sua tripulação era: Pete Conrad, Richard Gordon e Alan Bean.

- Apollo XIII: (11/04/1970) Este foi o terceiro vôo tripulado que visava um pouso na Lua, porém houve um acidente - ainda  na viajem de ida - que acabou por inviabilizar a conclusão da missão. É dessa missão a frase que acabou por resumir aquele vôo: "Houston, nós temos um problema!", dita pelo comandante assim que o acidente foi constatado. Sua tripulação era: Jim Lovell, John Swigert e Fred Haise. Poderia ter sido o pior acidente de todo o programa espacial norte-americano. Porém, devido ao extremo afinco de toda a equipe de solo, eles conseguiram trazer os astronautas de volta - sãos e salvos - mesmo que, para isso, tenham tido de abortar a missão principal (já que eles não puderam fazer seu pouso e, consequentemente, todo o resto que estava programado inicialmente).  


- Apollo XIV: (31/01/1971) Foi o terceiro pouso  de um vôo tripulado à Lua, e teve caráter bem focado no âmbito da experimentação científica (seguindo o que estava programado para o vôo da Apollo XIII). Sua tripulação era: Alan Schepard, Stuart Roosa e Edgar Mitchell.


- Apollo XV: (26/07/1971) Foi o quarto vôo tripulado à Lua, e teve caráter bem focado no âmbito científico. Uma novidade foi o uso  do "Veículo Explorador Lunar", ou, mais simplesmente, do "rover lunar" (e que era também conhecido, mais popularmente, como "jeep lunar"), fazendo com que ações de pesquisa ficassem mais ágeis. Sua tripulação era: David Scott, James Irwin e Alfred Worden.



- Apollo XVI: (16/04/1972) Foi o quinto vôo tripulado à Lua, e teve caráter bem científico, tendo ficado na superfície lunar por quase quatro dias. Sua tripulação era: John Young, Ken Mattingly e Charles Duke.



- Apollo XVII: (07/12/1972) Foi o sexto e último vôo tripulado à Lua, e teve caráter também científico, porém já estava sob uma espécie de clima de despedida (mesmo que ainda não fosse oficial, já se antevia que o programa não teria t sua duração inicialmente prevista). Sua tripulação era: Eugene Cernan, Ronald Evans e Harrison Schmitt.




- Apollo XVIII: Cancelada devido corte de orçamento.

- Apollo XIX: Cancelada devido corte de orçamento.

- Apollo XX: Cancelada devido corte de orçamento.


Legado das Missões APOLLO


As missões do Projeto Apollo são até hoje questionadas quanto a sua real importância. E, tendo em vista o quanto foi gasto nelas, essa é mesmo uma pergunta pertinente.

Porém, é bom que, antes de julgarmos - pura e simplesmente - não venhamos a cometer o rotineiro erro do anacronismo (quando analisamos um fato do passado com a ótica do presente). Afinal, se fizermos isso, começaremos os discursos do tipo: "Com tanto a se fazer no planeta, o que esses caras foram procurar na Lua?" Ou então, essa: "Com o que se gastou nessa aventura 'idiota' poderíamos ter acabado com a fome no mundo!!" (Não poderíamos, não!!)...

Então, pra finalizar, meu recado é o seguinte: a Corrida Espacial foi fruto de uma época, cujo pano de fundo era a Guerra Fria (num de seus momentos mais dramáticos), e como tal, deu-se uma importância política maior do que deveria - em detrimento da real importância, que seria a científica - tendo, com isso, perdido (a Humanidade), uma chance de conhecer melhor seu vizinho mais próximo. Por outro lado, foi essa 'picuinha' política que levou a incontáveis conquistas científicas (dentre algumas que podemos citar rapidamente: o Teflon nas frigideiras, aperfeiçoamento das comunicações que levaram aos aparelhos telefônicos móveis, o aparelho de microondas, etc, etc...).

Fiquemos, em última instância, com uma visão mais "poética" da chegada à Lua, a visão de um de seus astronautas - a imagem abaixo é uma das várias que se inspiraram em seu registro primeiro - do nascer da Terra visto da Lua. Diante do assombro que a cena lhe remeteu, comentou, quase como se divagace: "Viemos aqui para descobrir a Lua, e acabamos por descobrir a Terra..."

É de se pensar...



segunda-feira, 6 de maio de 2019

Os 80 anos de criação do BATMAN


Este artigo se presta a contar a história por trás de um dos super heróis mais sensacionais já criados, e que - neste mês de maio de 2019 - completa os seus 80 anos de idade. Estamos falando do Homem Morcego, o BATMAN, uma vez que sua primeira HQ foi lançada em maio de 1939. Vamos a sua história, então...

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Bem, tudo começou com o lançamento de Superman, em 1938 (criação de Jerry Siegel - roteiros - e Joe Shuster - desenhos). Com o seu grande sucesso, a DC Comics (que ainda nem tinha este nome), encomendou a alguns profissionais que criassem outros super heróis para seu rol de personagens. Foi quando o roteirista e desenhista Bob Kane - com a ajuda de Bill Finger - criou o BATMAN, que era outro super herói (sendo, porém, o extremo oposto do Superman, já que o Morcego NÃO tinha nenhum super poder), sendo que seus dotes para o combate ao crime foram fruto de muito treino, fazendo, assim, com que o jovem Bruce Wayne se tornasse um grande lutador e um dos maiores detetives do mundo, à custa de muita disciplina e abnegação, bem como do uso de seus grandes recursos financeiros (uma vez que, com a morte de seus pais - Thomas e Martha Wayne - o jovem tornou-se o herdeiro de toda a fortuna de sua família - usando-a na criação de uma mega estrutura de combate ao crime), uma vez que foi devido ao crime e à violência que o pequeno Bruce se tornou órfão.












Essa primeira HQ foi lançada em maio de 1939, na revista Detective Comics #27 (revista esta que acabou dando nome à futura editora: DC Comics). O diferencial de BATMAN acabou caindo no gosto do público e, desde essa época, é grande a quantidade de fãs da DC Comics que discutem qual é o melhor personagem - Superman ou Batman - e que acabou por tornar-se um dos grandes antagonismos dos quadrinhos de super heróis (algo como a velha discussão de outra vertente da cultura POP - o Rock'n'Roll - onde há os partidários dos Beatles e dos Rolling Stones, sendo esse um tipo de discussão "sem fim", uma vez que nunca se consegue chegar à um consenso, já que sempre haverão os defensores de cada um dos dois lados).



A história de como Bruce Wayne se tornou o BATMAN deve ser uma das mais contadas histórias de origem de um super herói de todos os tempos. Mas, mesmo assim, não poderíamos nos abster de - também nós - contar essa ótima narrativa. Então, lá vai ela...



O garoto Bruce Wayne - filho único do casal de milionários Thomas e Martha Wayne - tem seus pais assassinados, no local conhecido como "Beco do Crime", por um ladrão que queria assaltá-los (logo após os três terem saído de um cinema). Com muita dor devido ao ocorrido, o garoto faz um juramento: ele iria se dedicar a lutar contra o crime, evitando, assim, que outros passassem pelo que ele passou. Para isso ele viajou pelo mundo, aprendendo todas as técnicas de luta, treinando seu corpo até quase a perfeição física, tornou-se um mestre em Química (e usando-a para tornar-se o maior detetive do mundo, um verdadeiro gênio da investigação). Ao voltar à Gotham City, assumindo os negócios da família nas Empresas Wayne, passa por um fútil playboy arrogante, para que, durante as noites, se torne um vigilante da Justiça. Para isso, usa a fortuna que tem para adquirir - ou criar - o que há de melhor na tecnologia existente, utilizando-as em sua luta contra o crime. E, como ponto crucial, cria um uniforme que lhe dá uma identidade secreta - protegendo as pessoas que lhe eram próximas - criando o BATMAN, um super herói soturno que amedronta a noite dos criminosos de Gotham City. 



Já no ano seguinte, no verão de 1940 - entre os meses de junho e agosto - o personagem BATMAN ganha sua revista "solo", iniciando, assim, sua longeva carreira nos quadrinhos de super heróis, história essa que tiveram várias e várias fases. Foi nesse momento que aparece a figura de Robin - o "Menino Prodígio" - que dá um contraponto mais alegre ao ar soturno e amargurado de BATMAN. Ele é Dick Grayson, - que era trapezista num circo e também teve seus pais assassinados - sendo, então, acolhido por Bruce Wayne (que se tornou seu tutor legal), e que o transformou em seu parceiro de luta contra o crime (após Dick descobrir - acidentalmente - a Bat-Caverna). 


E, por falar na longevidade de BATMAN, outro diferencial que pode explicar isso é o conceito de "super vilão" (que não foi criado em suas HQ's, mas que teve nelas a aparição dos mais emblemáticos e significativos vilões já criados para os quadrinhos). Segue abaixo uma lista de alguns dos principais vilões do chamado "Universo Batman", com breves histórias deles:

- CORINGA: foi criado em 1940 e é considerado o principal vilão de BATMAN, o seu "antagonista-mor", já que é alegre e divertido - mesmo que de formas sempre agressivas e bastante insanas - enquanto o Morcego é soturno e amargurado, bem como incorruptível, racional e sensato ao extremo. Coringa tem o seu verdadeiro nome desconhecido das autoridades - e até mesmo de BATMAN - e é o responsável por grandes traumas e tragédias na vida do Morcego, tais como: a morte do segundo Robin, Jason Todd, de ter atirado - deixado-a paraplégica - em Bárbara Gordon, a Batgirl (que é a filha do Comissário Gordon), e de ter quase levado à loucura este último. Além de um sem-número de tentativas de se acabar com o povo e com a cidade de Gotham City.  


- DUAS-CARAS: ele era o promotor de Justiça de Gotham City, Harvey Dent, porém, após ser atacado com ácido (por um capanga da família Moroni, mafiosos que dirigem muito do crime na cidade) - e, com isso, acabou tendo metade de seu rosto atingido, desfigurando-o irremediavelmente - criando, assim, uma doença psiquiátrica no antigo promotor, e tornando-o um criminoso com uma estranha fixação pelo número "dois" (fazendo com que seus crimes sempre tenham algum tipo de relação com isso, bem como com a ideia da "dualidade"), sendo sua "marca registrada" uma moeda - com um dos lados riscado e manchado, e o outro normal - fazendo com que Duas-Caras a utilize para decidir, na sorte, se uma de suas vítimas, vive - se, ao jogar a moeda, ela cair com o lado normal pra cima - ou, morre - se a moeda cair com o lado riscado pra cima. É um dos grandes inimigos de BATMAN e foi inspirado no livro "O Médico e o Monstro", de Robert Louis Stevenson.


- PINGUIM: ele nasceu como Oswald Cobblepot, e é um dos grandes chefões do crime de Gotham City, sendo, por isso mesmo, constantemente perseguido por BATMAN. Tem um guarda-chuva com ares de inofensivo, porém, ele é dotado de várias armas - tais como poder atirar com ele, como uma metralhadora, e de ter uma espada interna, bem como ele pode, também, se tornar um helicóptero pessoal do vilão - sendo, por tudo isso, que este objeto acabou por se tornar uma das "marcas registradas" do Pinguim.


- MULHER-GATO: é, na verdade, Selina Kyle, uma ladra especializada no roubo de jóias, e que acaba sendo atraída pela figura de BATMAN, talvez pelo mistério em torno do grande herói de Gotham City. Desde sua aparição, tem um "afair" com o Homem Morcego - que está sempre nessa "dúvida cruel" - uma vez que ele tem lá a sua queda pela ladra (porém, nunca admitida, uma vez que associar-se a uma criminosa vai contra a sua ética de lutador contra o crime), fazendo com que a Mulher-Gato acabe por se utilizar dessa polêmica interna do herói contra ele mesmo. 


- SENHOR FRIO: era um cientista, Victor Fries, que tinha pesquisas na área da criogenia, e que, para não perder sua mulher (que tinha uma nova doença misteriosa e que já estava em fase terminal), acabou por congelá-la - com o uso de seus equipamentos criogênicos - para salvá-la, no futuro, quando houver uma cura para a doença dela. Porém, quando estava no meio de todo esse processo, algo deu errado, ocorrendo um acidente que alterou Fries, fazendo com que ele só conseguisse viver em temperaturas extremamente baixas, obrigando-o a criar um traje criogênico que mantem sua temperatura sempre abaixo de 0º C; mas, além disso, o traje transformou sua índole, tornando-o um vilão dos mais perigosos de Gotham City.


- CHARADA: seu nome verdadeiro é Edward Nygma - ou seja, E. Nygma= Enigma - e adora por em prática seus crimes - sempre com os seus famosos jogos de adivinhação, compostos de enigmas dos mais diversos - um "prato cheio" para o BATMAN e suas habilidades como o "maior detetive do mundo".


Além desses, acima citados, a galeria de super vilões ainda têm nomes como: Hera Venenosa, o Cara de Barro, o Homem Brinquedo, o Bane (que foi o responsável por deixar o BATMAN quase paraplégico), o Espantalho, o Crocodilo, a Arlequina (uma perigosíssima namorada do Coringa), o Ventríloquo, Máscara Negra, Ra's al Ghul (que é pai de Talia, com cujo BATMAN teve um relacionamento, sendo que, deste, eles acabaram tendo um filho), o Chapeleiro Louco (este, inspirado no livro "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll), etc, etc... 


Pode ser conferida - também - a grande longevidade de BATMAN ao fato dele, logo no início de sua "vida", ter sido recrutado por outras mídias. Ainda em 1949 - somente 10 anos após sua criação - ele já era transportado para as telas do cinema, com o filme "Batman e Robin" - sendo, assim, um dos primeiros super heróis de filmes seriados (que eram pequenos filmes, divididos e exibidos em vários episódios) - como visto abaixo:


E, pouco depois (durante os Anos 1950), o personagem chega à TV - seguindo a mesma linha dos episódios seriados - e acaba fazendo, também, muito sucesso.


Mas, o maior sucesso do personagem na TV ainda estava por vir. E ele ocorreu nos Anos 1960, com o programa "Batman" - que foi ao ar a partir de 1966 - com Adam West, como Batman, e Burt Ward, como Robin - dois atores novatos - e acompanhados de muitos ótimos atores - como César Romero, no papel de Coringa, e Burgess Meredith, interpretando o Pinguim, mostrando como fazer o papel dos vilões - em se tratando de BATMAN - é sempre tão importante.


Já no cinema - na última década do século XX - BATMAN é transposto para as telonas de uma forma bem mais próxima da visão do próprio Bob Kane. Tudo se iniciou com "Batman", de Tim Burton, lançado no ano que o Homem Morcego completou 50 anos, em 1989, com Michael Keaton, como Batman, e Jack Nicholson, como Coringa. Seguiu-se "Batman: o Retorno", de 1992, também dirigido por Tim Burton, com Keaton de novo como Batman, Michelle Pfeiffer, como a Mulher-Gato, e Danny DeVito, como o Pinguim.



Após essa vitoriosa "Era Tim Burton", mais dois filmes - estes, fracassos de bilheteria - foram dirigidos - por Joel Schumacher - sendo eles: "Batman Eternamente", de 1995, com Val Kilmer, como Batman, Chris O'Donnell, como Robin, Tommy Lee Jones, como Duas-Caras, Jim Carey, como o Charada; foi seguido por "Batman e Robin", de 1997, com George Clooney, como Batman, Chris O'Donnell, como Robin, Alícia Silverstone, como Batgirl, Arnold Schwarzenegger, como Senhor Frio, e Uma Thurman, como Hera Venenosa.


  

Já no século XXI, chega às telonas a aclamada trilogia de Christopher Nolan, cujo primeiro filme foi "Batman Begins", de 2005, com Christian Bale, como Batman, Cillian Murphy, como o Espantalho, Liam Neeson, como R'as al Ghul, Michael Caine, como Alfred Pennyworth, Gary Oldman, como Tenente James Gordon, e Morgan Freeman, como Lucius Fox. Foi seguido por "Batman, o Cavaleiro das Trevas", de 2008, com Christian Bale, como Batman, Cillian Murphy, como o Espantalho, Huath Ledger, como o Coringa, Aaron Eckhart, como Harvey Dent/Duas-Caras, Michael Caine, como Alfred Pennyworth, Gary Oldman, como o Comissário Gordon, e Morgan Freeman, como Lucius Fox. E, finalizando a trilogia, veio "Batman, o Cavaleiro das Trevas Ressurge", de 2012, com Christian Bale, como Batman, Tom Hardy, como o Bane, Anne Hathaway, como a Mulher-Gato, Michael Caine, como Alfred Pennyworth, Gary Oldman, como o Comissário Gordon, e Morgan Freeman, como Lucius Fox. 






E, por fim, estamos vivenciando a nova fase de BATMAN nos cinemas, iniciada pelo filme "Batman vs. Superman: a Origem da Justiça", de 2016, dirigido por Zack Snyder, com Ben Affleck, como Batman, Henry Cavill, como o Superman, Gal Gadot, como Mulher Maravilha,  Jesse Eisenberg, como Lex Luthor, Amy Adams, como Lois Lane, Jeremy Irons, como Alfred Pennyworth, Diane Lane, como Martha Kent, e Laurence Fishiburne, como Perry White. Foi seguido pelo filme "Liga da Justiça", de 2017, também dirigido por Zack Snyder, com Ben Affleck, como Batman, Henry Cavill, como o Superman, Gal Gadot, como Mulher Maravilha,  Jason Momoa, como Aguaman, Ezra Miller, como o Flash, Ray Fisher, como o Ciborgue, Amy Adams, como Lois Lane, Jeremy Irons, como Alfred Pennyworth, Diane Lane, como Martha Kent, e Laurence Fishiburne, como Perry White.








Façamos, agora, uma análise da extensa história de BATMAN nas HQ's. Suas várias fases são, sempre, muito aclamadas em sua carreira nos quadrinhos de super heróis. Além da fase do próprio "Bob Kane" - junto com colaboradores, como o importantíssimo Bill Finger - e que foram mostradas nas artes acima apresentadas (dos primórdios do personagem e na história de seus principais vilões), podemos citar a fase "Jim Aparo" do personagem, nos Anos 1960, desenhando-o por muito tempo, criando uma ligação grande com o personagem (sendo dele, por exemplo, a abordagem do uniforme de BATMAN com capa azul e roupa cinza clara, que marcou o personagem até fins dos Anos 1970 e início dos Anos 1980) e, já mais adiante, a fase "Frank Miller" - que, com sua grafic novell "Batman, o Cavaleiro das Trevas", revitalizou o personagem (bem como os próprios quadrinhos de super heróis), em meados dos Anos 1990. Muitas sagas foram antológicas para a história de BATMAN, tais como: "A Queda do Morcego" (onde o vilão Bane deixa o BATMAN quase paraplégico), "A Morte do Robin" (onde o segundo Robin, Jason Todd, é assassinado pelo Coringa, dando lugar a um terceiro Robin, que viria, o jovem Tim Drake, já que o primeiro Robin, Dick Grayson, havia se tornado, já há algum tempo, o super herói Asa Noturna), "A Piada Mortal" (onde - de novo o Coringa - deixa Bárbara Gordon, a Batgirl, paraplégica - tornando-a a Oráculo, uma ajudante de BATMAN e sua "equipe" na luta contra o crime - e quase enlouquece o Comissário Gordon), e "Batman - Ano Um" (que mostra o primeiro ano de BATMAN como o super herói justiceiro de Gotham City). É interessante que muitas características dos argumentos destas importantes HQ's se tornam presentes nos roteiros de diversos filmes de BATMAN. Para quem já leu essas histórias, se torna fácil achar essas similaridades, basta estar atento...




 


Também é digno de nota a grande presença de BATMAN nos desenhos animados. Tudo se iniciou com um acordo entre a DC Comics e os estúdios HANNA-BARBERA, nos Anos 1960, dando a este último os direitos de usar o personagens em suas produções para a TV. Isso acabou dando origem a um dos desenhos animados mais cultuados da época, os famosos "Super Amigos" - que, além de BATMAN (e acompanhado de Robin), tinha, nessa equipe, outros super heróis da DC Comics, sendo eles: Superman, Mulher Maravilha e Aquaman (ou seja, seria a "Liga da Justiça" da HANNA-BARBERA). Além disso, BATMAN (e Robin, formando a chamada "Dupla Dinâmica"), participaram, como "convidados", em outros desenhos da HB, fazendo muito sucesso (e, assim, levando a popularidade do personagem às alturas). Isso ocorreu - não somente uma vez, é bom que se diga - em vários desenhos, sendo que, onde BATMAN foi mais "assíduo", foi com o personagem Scooby Doo...








Ainda no âmbito dos desenhos animados, alguns deles acabaram, já quase em fins do século XX - e, em especial, nos primeiros momentos do século XXI - retomando a verdadeira "alma" do personagem em seus argumentos. Foi o caso dos seguintes desenhos animados: "Batman: The Animated Series" (produzido pelo ótimo Paul Dini), "The Batman" (este, uma produção do Japão), "Batman, os Bravos e os Destemidos" (com uma abordagem focada na aura do BATMAN da "Era de Ouro" dos quadrinhos), e, pra terminarmos esse assunto, o ótimo "Batman do Futuro" (com uma visão do futuro de BATMAN e de seu legado)...


















E, já que estamos chegando ao final deste artigo - que se prestou a analisar estes 80 anos da criação do personagem BATMAN - vamos mostrar que o Morcego pode ser visto - cada vez mais - em todos os tipos de mídia que podemos pensar. Vamos iniciar mostrando a "carreira" do Homem Morcego nos vídeo-games (sendo que iremos mostrar somente alguns de seus jogos, já que há uma infinidade deles, tanto para "smart fones", quanto para aparelhos de vídeo-games ou computadores). Então, para citarmos uns poucos títulos, segue abaixo imagens de três jogos: "Lego Batman 2 - DC Super Heroes", "Batman Arkham City" e "Batman Arkham Knight"...











E, por fim, podemos - analisando BATMAN nas mais novas formas de mídia - ver que um dos seus trunfos - para se manter sempre tão atual, e um dos motivos de sua "carreira" tão longeva - pode ser apontada para sua grande "habilidade" em se manter sempre presente, nas mais modernas formas de entretenimento, de todos os momentos históricos nesses seus 80 anos. É o que podemos constatar no vídeo "Batmetal" - compartilhado do YouTube - uma animação para a internet que une BATMAN e sua equipe numa história (que está mais para um vídeo-clipe de rock "Heavy-Metal"), onde se mostra os "dotes" musicais de todos eles, já que formam uma espécie de banda (com Batman nos vocais, Asa Noturna na guitarra, Robin na batera e, tendo como participação mais do que especial, uma Batgirl extremamente sexy, nos backing vocals e na dança - com direito à um "strip tease" alucinante, ao final). É só clicar abaixo, e ver pra crer... 






Espero que tenham gostado desse artigo - que, pelo próprio assunto, acabou sendo bem longo - criado e escrito por mim - um historiador (daí o rigor histórico) - e que também é um grande fã das HQ's (em especial, os quadrinhos de super heróis), e sendo que o mesmo tem em BATMAN, o seu super herói predileto. Mas, mesmo assim, espero que tenha conseguido ser bem imparcial em meu texto (coisa que, realmente, não sei se eu consegui). 

Afinal, isso é bem difícil pra mim, já que BATMAN é o melhor, rsss...

domingo, 7 de abril de 2019

Conheça os antigos nomes das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro


Bandeira da cidade de São Paulo.


Bandeira da cidade do Rio de Janeiro.

É intenção deste artigo mostrar uma curiosidade sobre as duas maiores cidades brasileiras: São Paulo e Rio de Janeiro. E, sendo decorrentes de suas histórias, iremos analisar - e apreciar - algumas coisas relacionadas ao passado das mesmas (em especial, a momentos referentes à fundação das duas cidades). E, começando com uma dessas curiosidades, saibam que, por muito tempo, elas eram conhecidas por nomes um tanto diferentes, já que se chamavam, respectivamente: São Paulo de Piratininga e São Sebastião do Rio de Janeiro. Vamos aos fatos, portanto...

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São Paulo de Piratininga 


A história da fundação da vila de São Paulo de Piratininga está, desde o início, ligada as vidas dos três personagens mais básicos da nossa colonização: os portugueses colonizadores, os jesuítas europeus e os indígenas. Isso porque, no decorrer do século XVI - no início da colonização portuguesa - as cidades foram todas sendo fundadas no litoral. No litoral do atual estado de São Paulo, já existiam, por exemplo, as vilas de Cananeia (1531), São Vicente (1532), e Itanhaém (1532). Porém, com a chegada dos jesuítas, em busca da sonhada catequização dos "gentios" (como chamavam os índios), começaram a notar que o contato com os portugueses havia corrompido os índios, tornando-os seres já não tão puros assim.

Sabendo da existência de um pequeno povoado, no topo da grande muralha de pedra, que era uma barreira natural - estamos falando da Serra do Mar, que naquele ponto chega bem próxima do litoral e do mar - e que havia pelo menos um europeu entre eles, o padre Manoel da Nóbrega, como líder, e alguns jesuítas, subiram o abrupto penhasco e, quando chegaram ao dito povoado - chamado, há época, de Santo André da Borda do Campo (sendo este "Campo" uma referência ao grande descampado que se estendia no topo da serra, um planalto que era chamado pelos indígenas de "Campos de Piratininga") -  encontraram uma vila - mais para uma aldeia indígena - onde habitava um português, de nome João Ramalho, que havia chegado ao Brasil, segundo muitos dizem, antes mesmo de Pedro Álvares Cabral (possivelmente vindo dar no litoral do atual estado de São Paulo devido algum naufrágio). E, sendo que Ramalho já estava totalmente à vontade entre os índios, andando nu e sendo casado com diversas índias (dentre elas, Bartira, filha do cacique daquela aldeia), essas atitudes desse misterioso português logo foram de encontro com os rígidos desígnios dos jesuítas; porém, para conseguirem o que queriam - criar um povoado ali, no cume da serra, nos chamados "Campos de Piratininga" - eles necessitariam de algum tipo de apoio, tanto de João Ramalho, quanto de seus aliados indígenas (em especial, de seu "sogro", o cacique Tibiriçá). E lá foi o padre Manoel da Nóbrega e seus subordinados - dentre eles um noviço espanhol, recém-chegado, de nome José de Anchieta - fundar um colégio, para aulas de gramática, de matemática e, principalmente, de ensino religioso, aos seus alunos indígenas, convertendo muitos deles, inclusive o próprio cacique, mas sempre com dissabores, discussões e brigas com o também considerado chefe João Ramalho.

A fundação foi feita num pequeno morro, um platô de área quase triangular, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí - o hoje chamado "Triângulo Histórico" - em 25 de janeiro de 1554, e nomeado como "Colégio de São Paulo" (já que o dia 25 de janeiro fora instituído pela Igreja Católica Apostólica Romana como sendo o dia da "Conversão de São Paulo a apóstolo"), dando, assim, o nome pelo qual a vila que foi se formando em seu entorno foi sendo conhecida. Porém, ela era chamada de "São Paulo de Piratininga", já que a própria região já tinha esse nome. Do tupi, "piratininga" quer dizer "peixe seco"; porém, não se sabe se esse nome veio do fato dos índios deixarem os peixes à secar, às margens do rio Tamanduateí, ou se era uma alcunha dada ao próprio João Ramalho - que pode ser considerado, por diversas razões diferentes, uma espécie de "patriarca" dos paulistanos e dos paulistas - já que os indígenas o viram chegar à praia, vindo do mar, num pequeno bote e, como não estava molhado, foi visto como um "piratininga", um "peixe seco". Seja qual for a origem do nome, através dos séculos ele foi sendo esquecido e a vila, a cidade, a capital do estado, e, por fim, a grande metrópole e megalópole, que foi se formando no entorno do antigo Colégio, é hoje conhecida, somente, pelo nome de São Paulo.

Porém, diferente do que aconteceu com o Rio de Janeiro - que já ganhara importância como capital desde o século XVIII - a São Paulo de Piratininga manteve-se, por um grande período de tempo, nada importante. Vir para essa "cidade" era como ser degredado - entre os séculos XVI e XVIII, e mesmo até o primeiro quarto do século XIX - ou como ser mandado para o fim do mundo. Era uma sociedade mais próxima do indígena que do europeu (é só ver a nomenclatura de locais da cidade, como Anhangabaú, Ibirapuera e Tietê, para citarmos poucos exemplos), e a cultura era a do caipira, essa mescla do português e do indígena. Somente do segundo quartel do século XIX, a cidade de São Paulo começa a ganhar importância, com a fundação de uma Faculdade de Direito e é nomeada a "Imperial Cidade" - devido ter sido em São Paulo, com o "Grito do Ipiranga", que ocorre a Independência do Brasil. E, no decorrer do século XIX começa a tornar-se de suma importância devido à lavoura cafeeira, e, já no início do século XX, se torna o destino de muitos imigrantes, que afluem à cidade para fazer parte de sua industrialização, mantendo - mais uma vez - São Paulo como uma espécie de capital financeira do Brasil.





São Sebastião do Rio de Janeiro


A história da fundação da vila de São Sebastião do Rio de Janeiro tem algumas peculiaridades, como vocês verão no decorrer deste texto. Nela temos outros atores na ação e alguns que já conhecemos: os colonizadores portugueses e os indígenas, acrescidos de colonizadores franceses (como novos personagens da história). Bem, vamos à ela. Tudo começa em 1502, quando portugueses - mandados em uma missão de reconhecimento do imenso território, descoberto e tomado posse por Portugal há meros 2 anos atrás - encontram, no mês de janeiro de 1502, a "Baía de Guanabara" e, erroneamente, a consideram como sendo a foz de um rio, que foi batizado de Rio de Janeiro. Mas, como os portugueses ainda tinham poucos colonizadores no grande litoral do território recém descoberto (algum tipo de povoamento, ainda muito pífio, na região de Salvador, no atual estado da Bahia, e em São Vicente, no litoral sul do atual estado de São Paulo), os franceses - querendo entrar para o rol de Estados europeus descobridores e colonizadores de novas terras - estabeleceram um pequeno povoamento, em duas ilhas da "Baía de Guanabara", nas atuais ilha Villegaignon e ilha do Governador - na região da atual praia do Flamengo, dando o nome ao "empreendimento" de "França Antártica" (isso em meados do século XVI).

Foi quando, após a chegada do terceiro Governador-Geral português, Mem de Sá, em 1558, começou-se ações no sentido de estabelecer-se, de fato, na região da atual cidade do Rio de Janeiro. Une-se aos jesuítas e, contando também com o apoio de tribos inimigas. conseguem vencer os ferozes tamoios. Sendo estes últimos os principais aliados dos franceses, abre-se uma chance de expulsá-los da região de uma vez por todas. Para isso, Mem de Sá coloca no comando dos batalhões seu sobrinho, Estácio de Sá (que, assim, tem seu nome ligado à historia do Rio de Janeiro para sempre). Após muitas batalhas, entrincheirados próximos ao sopé do morro do "Pão de Açúcar", onde iniciaram as primeiras fundações para a cidade que ali estava se criando, à fundaram, oficialmente, no dia 1.º de março de 1565, sendo ela nomeada como São Sebastião do Rio de Janeiro, já com um padroeiro (até os nossos dias), para abençoá-la, bem como sendo também uma homenagem ao rei, Dom Sebastião I, então o rei de Portugal. Porém, devido à uma segurança mais concisa, o povoamento foi sendo transferido para a região do "Morro do Castelo", e, com isso, a cidade do Rio de Janeiro (como foi ficando conhecida, desde muito cedo, deixando o "São Sebastião" somente como padroeiro da cidade, mesmo), foi se formando no entorno desse morro - o que seria, atualmente, a região de Botafogo.

E a importância da cidade só foi crescendo, tornando-se o principal porto da colônia - para o escoamento do açúcar, depois do ouro vindo da região das "Minas Geraes", bem como o local de chegada dos escravos negros vindos da África - chegando a tornar-se a capital da colônia (desbancando a cidade de Salvador), em 1763 - tendo também se tornado a capital do império português, em 1808 (com a vinda da família real portuguesa para a sua colônia), bem como foi, também, a capital do Império do Brasil, após a Independência do Brasil, em 1822, mantendo-se capital do Brasil, após a Proclamação da República, em 1889, tendo perdido esse status somente em 1960, com a fundação de Brasília (e a posterior transferência do poder para esta nova capital). Ademais tudo isso, o Rio de Janeiro foi mudando muito no decorrer de sua história, tendo, como maior exemplo disso, o próprio "Morro do Castelo", que teve o castelo demolido, e o próprio morro, que foi sendo arrasado, escavado e transformado num grande aterro (como parte das mudanças urbanísticas ocorridas na cidade nos primeiros anos do século XX). 




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E, cada uma a sua maneira, essas duas cidades mantiveram-se extremamente importantes para o Brasil, como capitais econômicas, políticas e turísticas, e que, cada uma a sua maneira, ditam muito do que o nosso país é (bem como, também, no âmbito internacional). Espero que tenham gostado dessa nossa viagem histórica, tanto quanto eu gostei de escrevê-la...