sábado, 4 de abril de 2020

Vídeo-aula #1: Idade Moderna

Vídeo-aula sobre a Idade Moderna, abordando  assuntos como: o Renascimento, as Reformas e a Contrarreforma, as Monarquias Absolutas e os Grandes Descobrimentos... [Assunto de 7° Ano do Ens. Fundamental II]

[Um adendo: Esta vídeo-aula também está disponível no canal do YouTube "HISTÉRICA HISTÓRIA"]






quarta-feira, 1 de abril de 2020

Algumas grandes epidemias pela qual a humanidade já passou

Por toda a História do mundo várias epidemias e pandemias já ocorreram. Juntamente às guerras e ao aparecimento de grandes civilizações, elas sempre foram fatores que catalizaram transformações de âmbito mundial.

[Um adendo: o símbolo abaixo é o que sinaliza que uma área tem algum tipo de contágio, ou mesmo um lugar onde existam materiais, ou mesmo pessoas, com contágio de alguma doença de grau alto de disseminação, e é conhecido, comumente, como símbolo de "Risco Biológico".]



Neste artigo iremos rever algumas dessas epidemias (sendo estas doenças que atingiram cidades e estados ou províncias), e pandemias (sendo estas as epidemias com abrangência de grandes regiões, como continentes ou mesmo todo o mundo). Vamos a elas...


- Peste de Atenas (430 - 427 a.C.)



Foi uma epidemia que atingiu a Grécia antiga - em especial a região da cidade de Atenas - tendo ocorrido no início das Guerras do Peloponeso (sendo que este surto tirou a vida de mais de 1000 - de um total de 4500 soldados hoplitas atenienses - antes mesmo do início das batalhas), tendo sido uma epidemia de grande mortandade (atingindo bastante a população de mulheres grávidas, aumentando o pânico entre a população). Estudos recentes tentam descobrir qual foi exatamente a doença que acometeu os atenienses, mas, possivelmente, foi um caso de surto de febre tifóide ou mesmo de tifo (sendo que o sarampo, a varíola, ou até a peste bubônica são também alguns possíveis suspeitos). Ainda na Antiguidade, em 166 d.C., outra peste assolou a Europa, dessa vez na Roma antiga, na chamada Peste Antonina.


- Peste Negra (1347 - 1353)



Ocorreu já na Idade Média, no século XIV, e foi uma pandemia que apareceu na Ásia Central - possivelmente vinda da China - e se expandiu por boa parte do mundo de então. Era transmitida pela picada da pulga do rato negro, e veio do Oriente em navios mercantes (nesse caso específico, os navios de comerciantes genoveses). Após se espalhar pela Europa, teve uma taxa de mortalidade extrema - matando entre 1/3 e 2/3 da população europeia (algo como cerca de 50 milhões de pessoas). Mesmo com a Ciência ainda "engatinhando", os médicos tiveram alguns insites inteligentes - como se utilizarem do "isolamento social" visando uma menor disseminação da doença (coisa que, em partes, até conseguiram). Depois do surto essa doença não sumiu de vez, sendo que casos esporádicos dela ainda ocorreram na Europa até o início do século XVIII...


- Gripe Espanhola (1918 - 1919)



Essa pandemia ocorreu no início do século XX e, diferente do que o nome pela qual ela ficou conhecida sugere, ele deve ter se iniciado ou nos Estados Unidos da América, ou mesmo na China, e foi causada por uma mutação do vírus Influenza, sendo os seus sintomas bem parecidos com os de uma gripe comum, porém, via de regra, ela evoluía para problemas respiratórios (se originando, daí, pneumonias devastadoras). Foi bastante disseminada no mundo devido ter aparecido em meio à Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918), facilitando, assim, a sua propagação, ocorrendo em diversas partes do mundo (inclusive no Brasil, onde matou cerca de 35 mil pessoas). Somente países que criaram e mantiveram medidas de "isolamento social" conseguiram ter algum tipo de respaldo contra a pandemia. 


- Ebola (2013 - 2016)



Foi uma pandemia que ocorreu, desde fins do século XX (tendo piorado nos primeiros anos do século XXI), em partes do continente africano. Ela apareceu devido contato de primatas e de humanos com um tipo de morcego da África (que primeiro a transmitiu), e da contaminação via secreções - saliva, sangue, suor, sêmen - de humanos infectados. Também devido às condições pouco satisfatórias de saneamento básico dos africanos, fica bem difícil a erradicação da doença (que alterna períodos de surto e de relaxamento), desde o seu surgimento.


* Outros surtos de doenças:

- Epidemia de Varíola, no Japão (735 - 737);
- Epidemias de Varíola e Sarampo pós "Grandes Descobrimentos", nas Américas (séculos XV e XVI);
- Pandemia de Cólera (no decorrer do século XIX);
- Epidemia de Febre Amarela, em Nova Orleans (em 1853);
- Pandemia da AIDS (da década de 1980 até hoje);
- Pandemia de Sars, na Ásia (2002 - 2004).


E agora, a pandemia do Corona Vírus (o COVID-19), de 2020, cujo epicentro foi a China, disseminando-se rapidamente por todo o mundo. Devido estarmos no decorrer da doença (e de seu surto), ainda é difícil sabermos o quanto ela irá mudar a humanidade - em especial, as relações interpessoais - mas é certo que mudanças ocorrerão...

sexta-feira, 27 de março de 2020

Os maiores serviços secretos do mundo através da História


Durante boa parte do século XX - mais especificamente, no decorrer da Guerra Fria - o mundo foi tomado pela espionagem. Nesse artigo iremos mostrar as mais conhecidas dessas agências. É o que veremos a seguir...

CIA
Foi criada pelo presidente norte-americano Harry Truman, em 1947, logo após a Segunda Guerra Mundial, devido o limiar da própria Guerra Fria. Devido a sua conhecida ineficiência na espionagem pura e simples (sempre teve grande dificuldade em infiltrar agentes na extinta U.R.S.S.), acabou se especializando em derrubar governos em países pelo mundo (como fez no Irã, em 1953, na Guatemala, em 1954, e no Chile, em 1973). Esteve por trás da subida ao poder de várias ditaduras militares na América Latina (como no Brasil, em 1964).



KGB
A agência que era a maior inimiga da CIA durante a Guerra Fria. Sempre foi muito especializada em infiltrar agentes secretos nos E.U.A., bem como em matar os desafetos políticos dos comunistas soviéticos (quase sempre com o uso de venenos como arma, ministrados às vítimas das formas mais mirabolantes possíveis).



MOSSAD
Serviço secreto de Israel, foi criado em 1949 - somente um ano após a criação do estado israelense. Sempre foi altamente treinado em contraespionagem (uma vez que, em decorrência da grande exposição e da grande richa existente contra o estado judeu). Especializou-se em caçar e trazer criminosos nazistas à Israel para serem julgados pelos crimes contra os judeus durante a Segunda Guerra Mundial.


MI-6
O serviço secreto da Inglaterra é o único que foi criado antes da Segunda Guerra Mundia, ainda em 1909, e, talvez por isso mesmo, é o mais experiente nós assuntos de espionagem e contra espionagem, tendo sido o serviço secreto que mais conseguiu infiltrar agentes na extinta U.R.S.S. É o que mais colaborou com a CIA logo após o término da Segunda Guerra...


E no Brasil?

SNI
O Serviço Nacional de Informação é considerado o serviço secreto brasileiro. Foi muito utilizado não em espionagem ou contra espionagem internacional, mas sim em problemas internos, coletando informações sobre os que eram considerados subversivos pela Ditadura Militar. Triste serviço secreto brasileiro...


Espero que tenham gostado dessa viagem pelos serviços secretos do mundo. Até um próximo artigo...

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Cronograma criativo de alguns super-heróis da DC Comics e da Marvel Comics















A Editora de HQ's DC Comics foi fundada em 1934 (e tinha outro nome: National Allied Publications). Já a Editora de HQ's Marvel Comics foi fundada em 1939 (e também tinha outro nome: Timely Comics).

É intenção desse artigo estipular uma Cronologia de criação de alguns dos personagens criados pelas duas Editoras acima citadas (dispostas na ordem de fundação das duas). Vamos às duas cronologias (com os nomes, os anos de criação e o nome dos criadores do personagens):

Editora DC Comics - 1934

Superman - 1938 (Jerry Siegel e Joe Shuster)
Batman - 1939 (Bob Kane com Bill Finger)
Capitão Marvel (Shazam) - 1940 (Bill Parker e C. C. Beck)
Lanterna Verde - 1940 (Martin Nodell e Bill Finger)
Átomo (Eléktron) - 1940 (Ben Flinton e Bill O'Connor)
Gavião Negro - 1940 (Gardner Fox e Dennis Neville)
Jay Garrick (Joe Ciclone) - 1940 (Gardner Fox e Harry Lampert)
Aquaman - 1941 (Paul Norris e Mort Weisinger)
Mulher-Maravilha - 1941 (William Moulton Marston e Harry G. Peter)
Arqueiro Verde - 1941 (Mort Weisinger e George Papp)
Homem Borracha - 1941 (Jack Cole)
Canário Negro - 1947 (Robert Knigther e Carmine Infantine)
Ajax, o Marciano - 1955 (Jack Miller e Joe Certa)
Flash - 1956 (Gardner Fox e Bob Kangher)
Liga da Justiça - 1960 (Gardner Fox)
Jonah Hex - 1972 (John Albano e Tony DeZuniga)
Raio Negro - 1977 (Tony Isabella e Trevor Von Eden)
Nuclear - 1978 (Gerry Conway e Allen Milgrom)
Cyborg - 1980 (Marv Wolfman e George Pérez)
Lobo - 1983 (Keith Giffen e Roger Slifer)


Mais dois artigos - desse blog: "Histérica História" - sobre a DC Comics, pra vocês verem:




Editora Marvel Comics - 1939

Tocha Humana - 1939 (Joe Simon e Jack Kirby)
Namor - 1939 (Bill Everett)
Capitão América - 1941 (Joe Simon e Jack Kirby)
Quarteto Fantástico - 1961 (Stan Lee e Jack Kirby)
Homem-Aranha - 1962 (Stan Lee e Steve Ditko)
O Poderoso Thor - 1962 (Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby)
O Incrível Hulk - 1962 (Stan Lee e Jack Kirby)
Homem-Formiga - 1962 (Stan Lee e Jack Kirby)
X-Men - 1963 (Stan Lee e Jack Kirby)
Homem de Ferro - 1963 (Stan Lee e Jack Kirby)
Doutor Estranho - 1963 (Stan Lee e Steve Ditko)
Vingadores - 1963 (Stan Lee e Jack Kirby)
Nick Fury - 1963 (Stan Lee e Jack Kirby)
Demolidor - 1964 (Stan Lee e Bill Everett com contribuições de Jack Kirby)
Viúva Negra - 1964 (Stan Lee, Don Rico e Don Heck)
Gavião Arqueiro - 1964 (Stan Lee e Don Heck)
Feiticeira Escarlate - 1964 (Stan Lee e Jack Kirby)
Pantera Negra - 1966 (Stan Lee e Jack Kirby)
Surfista Prateado - 1966 (Stan Lee e Jack Kirby)
Visão - 1968 (Roy Thomas, Stan Lee e John Buscema)
Capitã Marvel - 1968 (Roy Thomas e Gene Colan)
Falcão - 1969 (Stan Lee e Gene Colan)
Luke Cage - 1972 (Archie Goodwin, John Romita e George Tuska)
Motoqueiro Fantasma - 1972 (Roy Thomas, Gary Friedrich e Mike Ploog)
Wolverine - 1974 (Len Wein, John Romita e Herb Trimpe) 
Punho de Ferro - 1974 (Roy Thomas e Gil Kane)
O Justiceiro - 1974 (Gerry Conway, Ross Andru e John Romita)
Nova - 1976 (Marv Wolfman e John Buscema)
Máquina de Combate - 1979 (David Michelinie e Bob Layton)
Elektra - 1981 (Frank Miller)
Deadpool - 1991 (Rob Liefeld e Fabian Nicieza)
Guardiões da Galáxia - 2008 (Dan Abnett e Andy Lanning)


Mais dois artigos - desse blog: "Histérica História" - sobre a Marvel Comics, pra vocês verem:



Espero que este artigo - com esta lista cronológica - ajude todos a conhecerem - mais e melhor - os super heróis da DC Comics e da Marvel Comics (já que esta foi a intenção primeira do próprio artigo).

domingo, 5 de janeiro de 2020

Por que 2020 ainda não é o início da Década de 20?


Bem, responder a essa pergunta é basicamente bem fácil, mas, como verão nesse artigo, quando o assunto é o nosso calendário ou mesmo a contagem do tempo, isso acaba não sendo tão fácil assim...

Isso porque um calendário acaba sendo definido por marcadores estabelecidos arbitrariamente por uma ou outra pessoa envolvida de alguma forma em sua criação. Por exemplo, a ideia de se contar o tempo a partir do ano de nascimento de Jesus Cristo só começou a ser pensada quase 500 anos após sua morte.

E, como não se tinha com exatidão essa data, acabaram se instituindo o Ano 1 com base em contagens referentes a contagem de tempo dos romanos (que, àquela época, ainda não tinham a religião católica como sua religião oficial). Com isso, vários "arredondamentos" e erros foram sendo cometidos nessa contagem, e hoje o cálculo mais "camarada" com nossos erros nos diz que Cristo nasceu, na realidade, mais ou menos, em 3 a.C. (Isso mesmo: Cristo nasceu "antes de Cristo"!!)

Mas esse não é o único erro. Por não haver um Ano 0 (Ano Zero), o que é até bem compreensivo, faz com que o período de tempo de uma década acabe sempre no número da década seguinte acrescido do número zero, sendo por isso que o ano que estamos começando, mesmo sendo 2020, seja o último ano da Década de 10 (e o início da Década de 20 seja somente no próximo ano, em 2021). Pelo mesmo motivo o ano 2000 ainda é Século XX e o Século XXI só se iniciou em 2001. E isso ocorre, basicamente, devido não ter havido um Ano 0 (Ano Zero), entenderam?... 

Espero que tenham gostado de nossa primeira curiosidade de 2020, e aguardem nossos próximos artigos. E, para ficarem a par dessas ideias referentes aos calendários, segue abaixo o link para um artigo anterior do próprio blog "Histérica História"


Bom Ano Novo a todos e até mais, pessoal...


quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Retrospectiva "Histérica História" 2019




#2 - Fevereiro (2) de 2019: 17/02/2019

Uma analise dos "Anos de Chumbo"


#3 - Março de 2019: 06/03/2019

Contracultura: uma narrativa.


#4 - Março (2) de 2019: 14/03/2019


#8 - Julho de 2019: 26/07/2019


#9 - Agosto de 2019: 18/08/2019

#10 - Agosto (2) de 2019: 28/08/2019





#12 - Setembro (2) de 2019: 13/09/2019



#13 - Setembro (3) de 2019: 20/09/2019



#14 - Setembro (4) de 2019: 20/09/2019



#15 - Outubro de 2019: 01/10/2019







#18 - Dezembro de 2019: 03/12/2019



#19 - Dezembro (2) de 2019: 06/12/2019


sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Quem foram os tão lembrados "Voluntários da Pátria"?



Se podemos escolher personagens que são sempre muito citados e louvados pela história oficial do Brasil, estes são os chamados "Voluntários da Pátria"; e, como bom exemplo do que foi dito acima, é só vermos que é praticamente "obrigatória" a existência de uma rua - cujo nome é Voluntários da Pátria - em todas as grandes cidades de nosso país, em especial nas capitais dos estados que compõem a "Republica Federativa do Brasil", de ruas ou avenidas homenageando-os...


[Acima: Foto, de 1938, da Rua Voluntários da Pátria da cidade de São Paulo, no bairro de Santana, na zona norte da capital paulista.]


Mas, quem foram estes tão cultuados "Voluntários da Pátria"?

Para entendermos isso devemos voltar no tempo, mais precisamente no período do Brasil Império, durante o chamado "Segundo Reinado", cujo imperador era Dom Pedro II, isso ainda no decorrer do século XIX. Nesse momento o exército brasileiro era extremamente deficitário, sem treinamento e com um contingente irrisório para um país com as dimensões continentais do então Império do Brasil. E, na esteira do desenvolvimento e da riqueza que o café nos trouxe, Dom Pedro II começou a ter rompantes cada vez maiores de tornar o Brasil o país mais influente da América do Sul. Porém, com seu exército capenga, isso se tornava um tanto quanto difícil...


[Acima: Ilustrações de membros do exército brasileiro, já há época da entrada dos Voluntários da Pátria para seu contingente.]


Foi quando, na segunda metade do século XIX, aparece a figura de um ditador numa das várias repúblicas que rodeavam o Império do Brasil. Seu nome era Solano López, governante do então emergente Paraguai. Com expectativas expansionistas, ele começou a se tornar uma ameaça para algumas nações sul-americanas (em especial as do chamado "Cone Sul", bem como para o imperador brasileiro).


[Acima: imagem do ditador paraguaio Solano López.]


E, como a diplomacia não deu conta das diferenças entre as nações envolvidas, uma aliança, até mesmo incomum, se formou entre o Império do Brasil, a República da Argentina e a República Oriental do Uruguai (que ficou conhecida como a "Tríplice Aliança"). Conhecida como a "Guerra da Tríplice Aliança" (na Argentina e no Uruguai), e como "Guerra do Paraguai" (no Brasil), ela acabou, na realidade, sendo uma guerra entre dois países: o Brasil, de Dom Pedro II, e o Paraguai, de Solano López. E isso se deveu, em parte, devido serem províncias brasileiras - fronteiriças ao Paraguai - as que primeiramente foram tendo algumas cidades invadidas e tomadas pelas forças do exército paraguaio de López.


[Acima: ilustração para jornais da época, mostrando a rendição da cidade de Uruguaiana, na província do Rio Grande do Sul.]


A guerra em si durou de 1864 (quando a já citada Uruguaiana, mais algumas cidades da então província do Mato Grosso, foram invadidas), até 1870 (quando se conseguiu o tento que tanto queria o imperador Dom Pedro II - a perseguição e consequente morte do ditador Solano López - aconteceu, no interior remoto do território do Paraguai). E, durante estes 6 longos anos, a América do Sul assistiu a pior guerra já ocorrida neste continente...


[Acima: Imagem bem emblemática de um "Voluntário da Pátria" negro - possivelmente tendo sido "voluntário" no lugar do filho de algum grande fazendeiro da elite - empunhando a bandeira do Império do Brasil no campo de batalha.]


Outra figura importante - já que era o comandante do exército brasileiro (e um dos responsáveis da "profissionalização" de nossas forças armadas) - foi o Marquês de Caxias (que ficou pra história do Brasil com seu título último: o Duque de Caxias), sendo mesmo considerado o patrono do nosso exército.



















[Acima: na foto menor, o Duque de Caxias - há época ainda Marquês - comandante do exército brasileiro; e, na foto maior, a estátua equestre do mesmo Duque de Caxias - uma das maiores estátuas equestres do mundo - erguida na Praça Princesa Isabel, no centro da cidade de São Paulo (isso já no início do século XX).]


Deixamos agora, para o final, o intento de responder à pergunta feita no início deste artigo: E então, quem foram estes tão cultuados "Voluntários da Pátria"?

Respondê-la é uma tarefa cheia de nuances e particularidades da história do Brasil, como veremos ao seguirmos nossas pistas. Como já dito, o exército brasileiro era, pouco antes da eclosão da "Guerra do Paraguai", pequeno e mal preparado. Logo após os primeiros confrontos e invasões, em 1864, chegou-se rapidamente a constatação citada logo acima, e, para saná-la (ou ao menos minimizá-la), logo a 7 de janeiro de 1865, decretou-se a lei que criava o Corpo de Voluntários da Pátria (CVP), que tinha o intuito de aumentar o contingente de combatentes; porém, durante os cinco anos que a lei vigorou, muitos e muitos voluntários vieram engrossar as fileiras de nosso exército, sendo que a grande maioria deles não foram tão "voluntários" assim. Explicando: no início os voluntários se alistavam por vontade própria, mas, tão logo os verdadeiros voluntários começaram a escassear, iniciou-se planos e artimanhas para se conseguir mais "voluntários", tais como: se cercar festas e procissões, bem como montar-se barreiras na saída das missas, para assim alistar-se compulsoriamente os homens aptos a servirem o exército, fazendo com que muitos homens fugissem para os sertões e florestas ermas para fugir do alistamento, e fazendo com que os que teriam ficado nas cidades só saíssem às ruas vestidos como mulheres (por motivo óbvio).

Ao mesmo tempo que isso ocorria com a população mais pobre, com os filhos de grandes fazendeiros a maneira de fugir à guerra era feita de uma forma, digamos, mais legalizada, uma vez que eles poderiam mandar um escravo no lugar dos "sinhozinhos" sem coragem para a batalha. Num dado momento, para se encorajar os negros a lutar, cogitou-se libertar os escravos que tivessem sido "voluntários" (coisa que pouco ou nada aconteceu, após o final da guerra), causando enorme ressentimento nos negros - e mesmo nos soldados do exército - que, com o final do conflito, começaram a se negar a caçar escravos fugitivos (afinal, alguns deles haviam lutado ao lado destes mesmos soldados, nos campos de batalha).



-x.X.x-

E, terminando nosso artigo, indico a leitura deste outro artigo do acervo do blog "Histérica História", cujo link segue abaixo, que mostra algumas das mentiras que ficaram para a posteridade na história da "Guerra do Paraguai":

Verdades e mentiras sobre a Guerra do Paraguai




-x.X.x-

Espero que tenham gostado do artigo, que se prestou a elucidar um pouco melhor quem foram estes personagens tão presentes em nossa história: os "Voluntários da Pátria". E até um próximo artigo...